O treinamento dos monges Shaolin pelas lentes de Tomasz Gudzowaty

O treinamento dos monges Shaolin pelas lentes de Tomasz Gudzowaty

O templo Shaolin foi construído em 495 pelo imperador Xiaowen e desde essa época já existiam traços de marcialidade entre os monges budistas. Mas foi no ano de 520 que isso se tornou fato, quando um monge, visando a fortalecer os monges, que estavam debilitados devido às longas horas meditando, lhes ensinou exercícios que se tornariam a arte marcial do kung fu shaolin.

Os treinamentos no templo eram bem severos, com várias horas de meditação e treinamentos de luta, o que tornava os monges uma arma, com total domínio da mente e do corpo. Durante a Revolução Cultural do governo Mao Tsé-Tung, o monastério foi fechado e somente foi reaberto na década de 80, como centro de treinamento de Kung Fu e atração turística. Em 2010, o templo entrou na lista de Patrimônios da Humanidade pela Unesco.

O fotógrafo polonês Tomasz Gudzowaty registrou um treinamento de kung fu de monges budistas do famoso templo Shaolin, na China.

Sobre o projeto ele conta: “Nos anos setenta, a arte marcial do Kung Fu se tornou um fenômeno da cultura pop. O personagem principal do show, um monge fugitivo do mosteiro de Shaolin, encontra-se no mundo ocidental. A partir desse momento, Kung Fu e Shaolin foram associados com aquele ícone de mídia de um monge guerreiro de habilidade extraordinária. Mas para os budistas, Shaolin continua a ser o berço de uma das formas mais significativas da religião Chan; Uma disciplina que valoriza o auto-aperfeiçoamento espiritual através da meditação, orações e cerimônias. Introduzido no século 5 dC pelo monge indiano Bodhidharma, os princípios de contemplação e artes marciais, presentes na vida diária dos monges, são considerados como um remédio para a fraqueza física e indolência. Apesar das vicissitudes da história, a tradição monástica sobreviveu até a Revolução Cultural de Mao, quando o templo de Shaolin foi oficialmente fechado. Mas a organização formal, com um líder, permaneceu intocada, e nos anos oitenta o templo foi reaberto como um centro de treinamento e atração turística. Estudantes de karatê, judô e boxe tailandês muitas vezes se recusam a reconhecer o Kung Fu como uma arte marcial devido à sua teatralidade e testes de sua própria resistência em vez do adversário. De certa forma, isso é verdade. O treinamento do Kung Fu é feito principalmente sem um adversário, por não ser uma arte marcial destinada a matar, e os nomes poéticos dos movimentos implicam que é mais uma meditação do que uma luta. No entanto, a única diferença entre quebrar um jarro de barro e esmagar um crânio humano com as próprias mãos é a consciência da vontade. Apesar da comercialização, Kung Fu mantém um caráter místico mais próximo de uma disciplina monástica do que para as performances de gladiadores modernos.

Confira algumas das imagens feitas por Gudzowaty.

Read more: http://www.wherecoolthingshappen.com/mind-blowing-photos-showing-takes-become-shaolin-monk/#ixzz4QlMQeYOI

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Lila Varo

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Lila Varo, é produtora de conteúdo, editora do Mistura Urbana e mais um continente a sua escolha. lila[@]misturaurbana.com