Exposição interativa ZooURBano ao ar livre no Parque Ibirapuera

Exposição interativa Zoo Urbano ao ar livre no Parque Ibirapuera

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O projeto Zoo Urbano ocupa a Praça da Paz no Parque do Ibirapuera, com o mesmo olhar de Burt para os espaços públicos, agora com 20 artistas brasileiros e a produção de Sueli Parisi.

Das pessoas, para as pessoas, com as pessoas. Este é o conceito que motivou a criação do projeto Zoo Urbano, exibido em pleno Parque Ibirapuera (desde o primeiro dia do mês), em uma espécie de “Bienal Alternativa”. O espaço livre e público do Parque recebe cultura e entretenimento através de 22 peças de arte, que refletem questionamentos sobre os animais, a cidade e o homem.

São esculturas e instalações assinadas por 20 artistas brasileiros feitas a partir de material reciclado, resíduos urbanos e do suporte coletivo de comunidades que se envolveram nos processos de realização das obras. Uma das ideias da mostra é sensibilizar a consciência de preservação do meio ambiente, o cuidado com os animais e a noção de uma nova relação com o lixo urbano.

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Tecendo esta rede conceitual e ao mesmo tempo concreta e acessível a todos, está o curador internacional, artista multimídia, produtor cultural e diretor criativo, consultor de várias organizações culturais nos Estados Unidos, Burt Sun. Nesta exposição ele acrescenta um ingrediente fundamental para o consumo e a relação das pessoas com a arte, a possibilidade de cada uma das peças proporcionar interatividade, como já se pode perceber em uma rápida pesquisa nas redes sociais com o uso das #zoourbano e #zoourbanosp.

Artistas 

Adriana Mattos criou um dragão de 13 metros de comprimento, uma instalação quase invisível e que se mistura ao cenário e árvores do parque como um desenho com linhas feitas ao ar, apesar do tamanho, sua imponência o metal utilizado. A cauda deste dragão é um rastro de desejos multicoloridos escritos em tecidos que formam uma rede. Cada expectador tem a chance de marca suas letras e pensamentos ali, perfazendo 26 metros de pura magia, interação e histórias.

Alexandre Stefani faz a vida brotar dos restos de uma gigantesca árvore do próprio Ibirapuera. Com fios de alumínio trançados fez renascer uma floresta que hospeda uma simbólica colônia de ninhos de João de Barro, como um coração ou um útero, que cria e recria a natureza e a sua força vital.

O fotógrafo Jacques Faing passou seis meses no Parque fotografando os olhos de seus visitantes que resultaram na instalação foto escultóricos Cobra dos Olhos. Tida Ricco usou milhares de recortes de jornais e revistas que compõem a escultura Tatu ando o Mundo, um tatu em forma de globo forrado por uma imensa colagem que mistura histórias pessoais e a historia visual do Brasil e do mundo. Ela costura uma veste, uma pele de histórias e memórias.

As focas de Fabio Souza e o urso polar de Claudinei Ribeiro mostram uma mãe com seu filhote que choram o impacto ambiental trazido pelo homem na vida marinha. Tito Cunha, é uma espécie de Benjamin Button brasileiro, com seus 70 anos de idade vividos de forma vigorosa, fruto da sua constante inspiração na paisagem urbana. Ele transformou suas observações em num inseto híbrido, a Formigaranha.

João Di Souza criou a obra Jardim das Delicias, uma estrutura feita de grandes guarda-chuvas pintados que formam o corpo de um dos peixes mais exóticos e misteriosos, o baiacu. Entre tintas, pinceladas e representações de humanos e retratos intrigantes, o artista sugere algo que fere não apenas o animal, que perfura a carne, mas e sangra a alma em associações múltiplas.

Beto Carrazzone, usou canos de PVC para compor um mapa do Brasil que se desfaz nas formas de pássaros brancos, expressando um senso de esperança, sonhos de um futuro e libertação. A artista performática baiana Sonia Costa em sua instalação Nana, usou sacos de lixo para criar uma mãe gorila em forma de cadeira de balanço, onde o público pode se aninhar e voltar de forma inconsciente à sua origem enquanto tiram selfies no colo de quem representa à Nana Buruko, muitas vezes esquecida avó e mãe de todo os Orixás, força da cultura afro-brasileira que abençoa os homens e a natureza.

Outros artistas da mostra são, o escultor mineiro Leopoldo Martins, o fotojornalista Juvenal Pereira, Helena Dias Sardenberg, carioca residente nos EUA, Marjorie Yamaguti e vários outros talentos de São Paulo, como: Sylvia Soares, Francisco Rosa, Fabio Benetti, Olivia Lambiasi, Didio Dufrayer e a comunidade criativa Acupuntura Urbana.

Serviço

Data: 01 a 31/10
Horário: normal de funcionamento do parque
Local: Parque do Ibirapuera – Portão 7 em frente a lanchonete da Praça da Paz
Endereço: Av. Pedro Alvares Cabral S/N, Ibirapuera, São Paulo
Entrada gratuita

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Natt Naville

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Natt Naville é jornalista e gosta de tudo que envolve o universo da comunicação. Entre palavras e histórias: Música. Música para tocar, para ouvir e dançar. Editora do Mistura Urbana, gosta de criar, recriar e se reinventar. Vive no paraíso azul da Grécia.