Casa das Caldeiras apresenta exposição Walking BRICs

Casa das Caldeiras apresenta exposição Walking BRICs

zhao-yenan
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No próximo domingo, dia 11 de setembro, cinco artistas chineses irão expor seus trabalhos feitos especialmente para a Casa das Caldeiras, durante o programa de residência artística Obras em Construção. A exposição acontece durante o evento Calefação Tropicaos e apresenta as obras dos artistas DingHao, ChenWenling, ZhangWei, YangLiu e ZhaoYanan. A curadoria é de YuGao, um dos maiores nomes femininos da arte contemporânea da China.

O nome do projeto Walking BRICs vem da junção do termo BRICs, inicialmente proposto no artigo The World Needs Better Economic BRICs (O mundo precisa de melhores ‘tijolos’ para economia) de Jim O’Neil (2001). A sigla que faz trocadilho com “tijolos” é resultado do acrônimo dos países de crescimento econômico emergente Brasil, Russia, India, China. Enquanto o ‘Walking’ designa as mudanças, desenvolvimento e incertezas que acompanham seu processo.

Nossa educação em arte imita os modelos europeus e estadunidense que se apresentam com muita força e autoridade absoluta. Precisamos balancear essa homogeneidade cultural a partir de novas linguagens que não formam um padrão monopolizado de fazer arte, por isso Walking BRICs é um projeto que planeja levar quatro grupos diferentes de artistas para cada um dos países emergentes até o final de 2016, buscando experiências criativas, intercâmbio e exibições, sendo que a última parada será em Beijing com o tema Emptiness (Vacuidade). Para o Brasil o tema é Ar; na Russia, Terra; na India, Água; e na África do Sul, Fogo.

Além dos artistas chineses, o programa este ano contou com projetos muito especiais. A artista Carmem Munhoz apresentou Mergulho em Águas Plácidas, tratando a pintura como uma forma acessível de arte, com ações de pintura e oficinas pensadas para pessoas com deficiência. Já Carolina Sudati, apresentou a performance NOIVA estudos para o concurso I, explorando o arquétipo da noiva, passando pelo amor e pelos contratos sociais, através de um estudo cênico de manipulação de roupas e do espaço. O Coletivo P.A.Y. (Picanha After Yoga) apresentou Faca Lâmina, obra de dança inspirada no poema Uma faca só lâmina, de João Cabral de Melo Neto, mesclando performance, vídeo e instalação. Dudu Quintanilha apresentou Ingovernáveis, com performances gravadas e projetadas em vídeos feitos com dois indivíduos frequentadores de Casas de Acolhida.

yangliu
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Um deles propôs uma visita a um hotel na Cracolândia, registrada para este trabalho. O bailarino e coreógrafo Marcus Moreno, apresentou A Flor da Lua, espetáculo de dança que faz referência a esta espécie de flor que nasce em um cacto, desabrocha e dura apenas uma noite. O DUO B apresentou Volátil, uma instalação sonora resultado de pesquisas das características acústicas do edifício Casa das Caldeiras e se apropriando do espaço como uma ferramenta analógica/arquitetônica para edição de áudio. Mariana Molinos e Felipe Teixeira apresentaram UNDERNEATH -1, um estudo para uma Dança-Instalação, cuja pesquisa se situa nas fronteiras com as artes visuais, dança, performance e na investigação sob o aspecto da distorção na percepção da passagem do tempo. Com o projeto Imagem Latente, o fotógrafo e artista visual Marcelo Fontana trabalhou com manipulação e sobreposição de imagens feitas da Casa das Caldeiras. O artista Maurício Cardoso utilizou o espaço como laboratório, para dar vida ao projeto Caminhos Formais, Estéticos e Simbólicos.

Ressignificando elementos, interagindo com os trabalhos dos outros residentes e com o próprio território, o artista partiu da ideia de não se estabelecer um fim, apropriando-se da própria ideia da residência artística, e sendo literalmente uma “Obra em Construção”, sem a intenção de produzir “obras acabadas”. O Vulcão apresentou Pulso, um espetáculo solo inspirado na norte-americana Sylvia Plath, que foi criado a partir de 2 anos de pesquisa, sendo um deles na Casa das Caldeiras.

A diretora Karina Saccomano, explica: “A Casa é cheia de simbolismos que os grupos acabam incorporando no processo e nós valorizamos muito isso. Gostamos de trabalhar com valores e com coisas que sejam verdadeiras, e que acima de tudo permaneçam. Física e culturalmente, podemos dizer que hoje, a Casa das Caldeiras é um local de resistência. Valorizamos a memória e a história.”

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Serviço

A exposição acontece dentro da programação do TODODOMINGO MUSICAL EM SÃO PAULO, durante o evento Calefação Tropicaos.
Quando: Dia 11 de setembro – de 15h até 22h00 – Entrada gratuita.
Não possui estacionamento no local.
Avenida Francisco Matarazzo 2000 Água Branca – São Paulo SP – TEL: 3873-6696

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Natt Naville

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Natt Naville é jornalista e gosta de tudo que envolve o universo da comunicação. Entre palavras e histórias: Música. Música para tocar, para ouvir e dançar. Editora do Mistura Urbana, gosta de criar, recriar e se reinventar. Vive no paraíso azul da Grécia.