PIXOAÇÃO 2 - exibição e bate papo com os realizadores na galeria Submundo 177 - MISTURA URBANA

PIXOAÇÃO 2 – exibição e bate papo com os realizadores na galeria Submundo 177

Se você ainda não teve a oportunidade de conferir o documentário PIXOAÇÃO 2, deixe então a sua sexta-feira reservada! O documentário, dirigido por Bruno de Jesus Rodrigues (Loucuras) e William Sernagiotto (VDA), terá exibição gratuita na galeria Submundo 177 em São Paulo!

Após exibição do documentário, haverá bate-papo com os realizadores e DJ Set de VDA (Dancehall, Dub, Dubstep e Vertentes)!

Serviço:
O QUE: Cine Telstar – PixoAção 2
ONDE: Galeria Submundo 177 – Rua Capitão Cavalcati, 177
QUANDO: Sexta, 11 de Setembro
GRÁTIS!
+ infos AQUI

Dada sua ruidosa presença historicamente inquestionável no espaço urbano, dissertar poucas linhas sobre qualquer assunto nos arredores do termo “pixo” pode deixar brechas absurdamente espaçadas para a passagem da pior das incompreensões. Mesmo assim, como num ato de escalar até o limite máximo qualquer prédio marcado pela tétrica fumaça metropolitana buscando plasmar um “iconográfico grito” de insatisfação e conexão radical com o mundo através de tintas, técnicas, elaborações e símbolos, o risco aqui é válido.

De um modo geral, pixo pode se revelar ação impulsivamente “revolucionária” que através da artisticidade contida em novas, espontâneas e ruidosas tipografias, vem carregada de mensagens diretas ou indiretas apontando para o indomável, para a negação caótica do mainstream, ou ainda, para o questionamento da regência do status quo.

flyer_pixo_submundo

Tintas que rasgam as amarras visuais urbanas numa apropriação do espaço, partem do indivíduo por traz das letras, formas e frases até chegarem ao coletivo que, quando adestrado pela indústria da consciência, se abisma diante de qualquer muro recém-transformado em algo similar a um “espaço midiático underground”, assim, se fosse possível concentrar em uma única ideia este mundo plural do pixo, esta poderia ser: este muro, este prédio, esta propriedade não é sua, não reconhecemos esta cerca. A cidade não tem dono e tal tinta depositada na parede tenta revelar a inversão da alma urbana através do ícone “meu” no espaço “nosso”. Pixo, de maneira “subliminar”, tende a ser ruído que revela. Uma saturação visual que quase despretensiosamente consegue traduzir para o entendimento no mundo concreto a essência suja da estrutura social vigente.

Não importa se o pixo expõe uma frase direta e específica de protesto ou se vem extremamente estilizado em traços inigualáveis, incógnitos, quase confidenciais. A reação do conservador cidadão geralmente (movido pelo raciocínio cheio de clichês da tradição) se assemelha a uma repulsa fóbica, porém, no outro extremo, o olhar de todo aquele provido de uma percepção underground é a de reconhecimento (da imagem elaborada, do espaço e de si), entendimento sobre tais marcas no concreto, identificação destas imagens “carimbadas” como protocolos de negação da conduta cultural aceita pela maioria padronizada. Se na estrutura jurídica e nas pautas dos telejornais o pixo é imposto como atividade criminosa, seria prudente um esclarecimento vindo da fala e da postura dos donos dos traços, cores e tintas negando a imagem de figuras do crime, arruaceiras, marginais e assumindo a postura de revolucionários munidos de sua quase indecifrável estética do caos.

 

 

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Lila Varo

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Lila Varo, é produtora de conteúdo, editora do Mistura Urbana e mais um continente a sua escolha. lila[@]misturaurbana.com