Arte urbana com expressões e sentimentos do cotidiano sai das ruas e vai para o museu - MISTURA URBANA

Arte urbana com expressões e sentimentos do cotidiano sai das ruas e vai para o museu

 

O artista visual Vital Lordelo tem 31 anos, nasceu em Brasília, mas mora em Porto Alegre. Ele vem desenvolvendo um trabalho com cartazes/lambe lambe e adesivos desde 2012 depois de passar por Porto Alegre, Brasília, Belo Horizonte, os cartazes e adesivos ganharam o mundo, tendo registros desde a Argentina, NYC e Berlin… Ganhou vida e também virou tatuagens.

Nos cartazes sentimentos como: coragem, afeto, leveza, amor, ternura, aconchego… que retratam a simbologia das coisas que a cidade parece nos deixar esquecer. Humanizando assim o espaço do asfalto e concreto.

Sabe quando uma música não sai da cabeça? Por vezes incomoda, resgata memórias e mexe com a nossa rotina. Desta forma, a expressão “há coragem sempre agora” aparecia repetidamente no cotidiano de Vital Lordelo (Brasília, 1984): se tornou mais que um lema, a frase se transformou num cartaz e lhe deu a convicção para mergulhar nas artes visuais. Desde então, o seu processo artístico parte de experiências íntimas do seu cotidiano.

Desde o dia 21/07 está em cartaz a exposição A RUA QUE DÁ NO MUSEU sua 10º mostra individual, e que seguirá até dia 29/08, apresenta 12 cartazes, projeções, desenhos e processos, tudo pode ser conferido na sala Arquipélago do Centro Cultural CEE Erico Verissimo- Andradas 1223 no centro da capital Porto Alegre

A RUA QUE DÁ NO MUSEU

Há arte “sempre agora” para todos, nas ruas.

Porém o excesso de estímulos urbanos provoca uma anestesia coletiva que dificulta quebrar a rotina, prender a atenção de quem passa. No entanto, a arte urbana se reinventa constantemente “tensionando” seus limites, saindo até da amplitude das avenidas e invadindo o espaço reduzido de um museu. A exposição é um desdobramento da rua que, ao transpor os trabalhos para um novo contexto, proporciona outro tempo e velocidade do olhar, mais devagar e íntimo.

A exposição foi toda por um financiamento coletivo. Uma exposição que sai das ruas e entrou no Museu aconteceu pela ação dos que tiveram contato com o trabalho na rua ou via facebook e instagram. Quem investiu teve a oportunidade de ter a exposição em parte ou toda em casa com todos os cartazes.

Mais do projeto aqui.

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Natt Naville

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Natt Naville é jornalista e gosta de tudo que envolve o universo da comunicação. Entre palavras e histórias: Música. Música para tocar, para ouvir e dançar. Editora do Mistura Urbana, gosta de criar, recriar e se reinventar. Vive no paraíso azul da Grécia.