FILE São Paulo 2015, “The new e-motion”, provoca o surpreendente encontro da arte com a tecnologia - MISTURA URBANA

FILE São Paulo 2015, “The new e-motion”, provoca o surpreendente encontro da arte com a tecnologia

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O mais importante encontro entre a arte e as diferentes linguagens eletrônicas da América Latina tem data e local para acontecer. De 16 de junho a 16 de agosto, o SESI-SP realizará a 16ª edição do FILE – Festival Internacional de Linguagem Eletrônica, reunindo obras da vanguarda da arte eletrônica de todo o mundo. Como resume Paula Perissinotto, idealizadora e organizadora do evento ao lado de Ricardo Barreto, “o que nos move para realizar o FILE são as novas poéticas que se expressam dentro do universo digital. O público poderá observar as novas poesias criadas por artistas que expressam a estética do século 21”. Ou como sintetiza a frase que é tema do festival neste ano, “The new e-motion”, o movimento (motion) associado ao eletrônico (e-) produz novas emoções.

Para Débora Viana, gerente executiva de cultura do SESI-SP, a cada edição o festival surpreende, trazendo para o público, em especial o jovem, trabalhos interativos e instalações instigantes que fazem a interface entre a arte e a tecnologia. “É impossível ficar indiferente diante dessas obras, que provocam, levam à reflexão e estimulam a participação, indo além da contemplação artística.”

Ao todo, serão mais de 330 trabalhos, que ocuparão os mil metros quadrados da área expositiva da Galeria de Arte do SESI-SP e outros espaços abertos, como a Galeria de Arte Digital SESI-SP (na fachada do prédio do SESI-SP/Fiesp), a calçada do outro lado da avenida Paulista em frente ao edifício e os acessos às estações Trianon-MASP e Consolação do Metrô. Neste ano, o FILE reunirá diversas categorias que expressam novas poéticas da arte e tecnologia, por meio de instalações, jogos, videoarte, animações e a recente imersão estética que utiliza óculos 3D. Durante a primeira semana do evento também serão realizados 11 workshops com profissionais das áreas de animação, música, videomapping e hardware.

Neste ano, o evento terá a presença do artista australiano Paul Robertson, que participará do FILE Workshop com a oficina Pixel Arte e Animação em Gif e falará sobre sua experiência com animação, pixel art e seu processo criativo. Paul é conhecido mundialmente por seu estilo distinto dentro da pixel art, inspirado por videogames e cultura pop.

Todos os eventos que compõem a programação do festival são gratuitos. As inscrições para as oficinas podem ser feitas on-line no link. A abertura do festival ocorrerá em grande estilo, com a exibição do filme premiado e inédito no Brasil Shirley – Visions of Reality, do cineasta austríaco Gustav Deutsch. O longa, legendado ao português pela organização do FILE, tem como base 13 trabalhos do pintor americano Edward Hopper. No filme, suas telas ganham vida e servem de referência para acompanhar a história de uma mulher – Shirley – cujos pensamentos, emoções e contemplações de acordo com a estética do pintor levam a observar uma era estética da história americana. O filme será exibido no dia 15 de junho, para convidados, e no dia seguinte para o público, com entrada gratuita.

Artistas brasileiros, como Rejane Cantoni e Raquel Kogan, e de países como Holanda, Espanha, Alemanha, França e Áustria exibirão na mostra 19 instalações de ponta. Numa das salas, por exemplo, uma singela balança convida a uma atividade lúdica e infantil. A experiência, porém, se modifica totalmente com a utilização do óculos 3D, que nos leva a uma realidade virtual ao observarmos o movimento embalado pelas imagens desenhadas em aquarela. Por ser uma síntese dos novos paradoxos alcançados pelo diálogo entre a arte e a tecnologia, essa obra, intitulada Swing e assinada pelas alemãs Christin Marczinzik e Thi Binh Minh Nguyen, promete se transformar em um ícone desta edição do festival.

A parceria entre o FILE e a Mondriaan Foundation de Amsterdã (Holanda) neste ano resultou na vinda dos trabalhos A Time Capsule of Life, de Ronald van der Meijs, e Poppy, de Zoro Feigl. A primeira é uma escultura interativa feita de sacos plásticos que formam uma estrutura transparente de células e cabos. Ligados a tubos de ar, os sacos se enchem dependendo do movimento das pessoas, que passam a fazer parte do sistema. Com o esvaziamento da sala, a escultura lentamente retrocede. Poppy inspira-se numa papoula gigante feita com uma lona encerada que se desdobra acima do observador, numa ondulante e elegante dança. São duas obras que utilizam os recursos tecnológicos para extrair efeitos plásticos surpreendentes.

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Muito além da exposição – O FILE de 2015 terá, além da exposição, atividades que traduzem a dimensão e diversidade da confluência entre artes visuais e tecnologia: FILE Anima+2015, FILE LED Show, FILE Games, GIF, WebGL e o FILE

Videoarte – Neste ano, o FILE Anima+ apresenta 107 animações de curta-metragem de artistas inovadores e experimentais que trabalham com diferentes técnicas e abordam assuntos diversos.
Pela primeira vez, o FILE Anima+ conta com um prêmio, o FILE Anima+ Award. Com mais de 100 trabalhos inscritos em diversas técnicas, seis animações foram escolhidas como finalistas, distribuídas em 1º, 2º e 3º lugares e três menções honrosas.

Em destaque, o festival também apresenta a mostra Cutting Edge Animation, com 23 animações de 13 artistas que fazem parte do coletivo Aboveground Animation, um showcase itinerante de animações, vídeos e performances musicais e de artistas do mundo inteiro.

Além dessa mostra, o FILE Anima+ exibe animações premiadas nos mais importantes festivais de animação do mundo, por meio de parcerias estabelecidas desde 2011 com Japan Media Arts Festival, Be There! Corfu Animation Festival, SICAF, SIGGRAPH e ANIMA Córdoba International Animation Festival.

O FILE LED Show apresenta trabalhos selecionados especialmente para projeções na Galeria de Arte Digital SESI-SP, na fachada do edifício-sede SESI-SP/Fiesp, na avenida Paulista, de 16 de junho a 19 de julho. Destaque para Monomito, dos brasileiros Paloma Oliveira e Mateus Knelsen, e IJO, de Vitor Freire, também do Brasil. Monomito é uma apresentação multimídia em que um performer cruza o espaço público vestindo um aparato que reconhece padrões visuais de rostos humanos, os captura e projeta na máscara desse artista, assim como em outros lugares do espaço por onde ele passa. A obra IJO nasceu com o objetivo de dar um novo significado para o lugar da dança e uma reapropiação dos espaços públicos. Ao se posicionarem na frente da obra, os participantes têm uma representação visual de seus corpos exibida em tempo real na Galeria de Arte Digital SESI-SP.

Entre os destaques do FILE Games, Ballpoint Universe: Infinite, da Arachnid Games (Estados Unidos), é um jogo shoot-em-up de aventura, desenhado inteiramente em caneta esferográfica, que explora mundos imaculados. Plug & Play, de Michael Frei e Mario von Rickenbach, do Etter Studio (Suíça), é um premiado jogo em curta-metragem para aparelhos digitais que explora os sentimentos de criaturas antropomorfas que vão além da sexualidade e da reprodução. É um jogo surreal, com plugues.

Transistor, criado pela SuperGiant Games (Estados Unidos) é um RPG de ficção científica que convida os jogadores a empunhar uma arma misteriosa enquanto eles lutam em uma deslumbrante cidade futurística.

Neste ano o festival terá uma nova área que reúne obras de GIF e WebGL, cada categoria com curadoria própria. Usando como ponto de partida fotografias, desenhos, ilustrações e animações interativas, todas exploram e apontam para possibilidades originais de uso e expressão artística.

O FILE Videoarte, com curadoria de Fernanda Almeida, apresenta um recorte da atual produção artística em vídeo com cerca de 60 trabalhos de artistas de mais de 20 países. O objetivo é enfatizar a prática de jovens que buscam desenvolver poéticas e linguagens próprias por meio do vídeo.

Nas estações Trianon-MASP e Consolação do Metrô as pessoas poderão experimentar o aplicativo Arart, dos japoneses Takeshi Mukai, Kei Shiratori e Younghyo Bak. O aplicativo dá vida a objetos e liga a realidade às expressões provenientes de dispositivos móveis, acrescentando novas histórias e valores ao ambiente real.

Serviço

FILE SP 2015 – Festival Internacional de Linguagem Eletrônica
Data: de 16 de junho a 16 de agosto de 2015
Local: Centro Cultural Fiesp – Ruth Cardoso (avenida Paulista, 1.313)
Informações: (11) 3528-2000
Classificação indicativa: livre para todos os públicos (com exceção dos workshops, a partir de 16 anos)
Entrada gratuita
Agendamento de grupos: de segunda a sexta, das 10 às 20 horas, pelos telefones (11) 3146-7439/7396
Exposição, na Galeria de Arte do SESI-SP
Datas e horários: de 16 de junho a 16 de agosto (todos os dias, das 10 às 20 horas, com entrada permitida até as 19h40)
FILE LED Show, na Galeria de Arte Digital SESI-SP (fachada do edifício SESI-SP/Fiesp)
Datas e horários: de 16 de junho a 19 de julho (todos os dias, com interação do público das 20 às 22 horas e exibição de obras visuais das 22 às 6 horas)
Obra Futuro do Pretérito (Raquel Kogan & Lea van Steen), na avenida Paulista, próximo à estação Trianon-MASP
Datas e horários: de 16 a 21 de junho (todos os dias, das 10 às 20 horas)
FILE Metrô, nas estações Trianon-MASP e Consolação
Datas e horários: de 15 de junho a 19 de julho (todos os dias, das 10 às 20 horas)
Exibição do filme Shirley – Visions of Reality (Gustav Deutsch), no Teatro do SESI-SP
Data e horário: 16 de junho, às 20 horas
FILE Workshop, no Espaço Mezanino
Datas e horários: de 16 a 20 de junho (das 9 às 22 horas)
Classificação indicativa: 16 anos

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Natt Naville

Natt Naville

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Natt Naville é jornalista e gosta de tudo que envolve o universo da comunicação. Entre palavras e histórias: Música. Música para tocar, para ouvir e dançar. Editora do Mistura Urbana, gosta de criar, recriar e se reinventar. Vive no paraíso azul da Grécia.