Sesc realiza ciclo sobre intervenções urbanas em SP - MISTURA URBANA

Sesc realiza ciclo sobre intervenções urbanas em SP

São Paulo, a cidade apresentada por suas intervenções urbanas - Foto Fernanda Vargas

Quem vê São Paulo do alto se espanta com a grandeza e o cinza da cidade. A selva de pedras vista de cima causa uma sensação quase claustrofóbica, uma falsa impressão de que não há vida debaixo das sombras dos arranha-céus. Mas, se por um lado a falta de planejamento criou um caos urbanístico, por outro, as ruas, praças, becos e vielas da metrópole revelam-se verdadeiras galerias de arte ao ar livre.

São Paulo é uma cidade que se apresenta através de suas intervenções urbanas. São muitos os exemplos que reforçam que Sampa é um gigante palco a céu aberto. Na zona oeste, um pequeno beco apertado da Vila Madalena chama a atenção. É o “Beco do Batman”. Ambas as paredes de ambos os lados são grafitadas e os desenhos são trocados periodicamente, fazendo que a galeria renasça de tempos em tempos. Perto dali, em meio a edifícios históricos e cortiços mal conservados no bairro da Luz está o enorme painel estilo pop-art de Daniel Melim, e não muito longe dali, nas ruas do centro, estátuas vivas permanecem imóveis por horas, contrastando com o vai e vem frenético dos moradores da cidade.

Para discutir a arte urbana e as intervenções artísticas em São Paulo, o Centro de Pesquisa e Formação do Sesc inicia, a partir do dia 14 a série de encontros “São Paulo: a cidade apresentada por suas intervenções urbanas”, que reunirá artistas e especialistas para discutir facetas da arte urbana e seus impactos visuais, sociais e artísticos.
Serão quatro encontros. No primeiro, o artista Helder Oliveira e a psicóloga Marília de Freitas Pereira falam sobre os potenciais da intervenção urbana na construção de sentidos do mundo no encontro “Na São Paulo da (In)visibilidade: desvelando histórias e direitos”.

São Paulo, a cidade apresentada por suas intervenções urbanas -  Foto Julia Valiengo

No segundo encontro, o artista Alexandre Orion discute como as intervenções urbanas contribuem para um ambiente mais democrático e acolhedor numa cidade de modelo urbanístico desigual e segregatório como São Paulo.
Djan Ivson e o doutor Alexandre Pereira participam do terceiro encontro falando sobre pichação e sua possível legitimidade como forma de manifestação artística.

Para finalizar, Eugênio e Maurinete Lima, membros fundadores do grupo Frente 3 de Fevereiro, falam sobre as experiências a frente desse grupo de pesquisa e intervenção artística que tem como foco o estudo e combate ao racismo na sociedade brasileira.

Serviço

São Paulo: A Cidade apresentada por suas intervenções urbanas
Quando: 14/04 a 06/05 (terça, quartas e quinta, 19h às 21h30)
Onde: Centro de Pesquisa e Formação do Sesc São Paulo
Rua Dr. Plínio Barreto, 285, 4º andar (prédio da FecomércioSP) – São Paulo/SP
Quanto: R$18 a R$60
Inscrições: pelo site sescsp.org.br/centrodepesquisaeformacao ou nas unidades do Sesc em São Paulo
Informações: (11) 3254 -5600

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Natt Naville

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Natt Naville é jornalista e gosta de tudo que envolve o universo da comunicação. Entre palavras e histórias: Música. Música para tocar, para ouvir e dançar. Editora do Mistura Urbana, gosta de criar, recriar e se reinventar. Vive no paraíso azul da Grécia.

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