A.L. Crego e seus GIFs animados de street art [Entrevista] - MISTURA URBANA

A.L. Crego e seus GIFs animados de street art [Entrevista]

A.L. Crego
Trombei com o trabalho de Adrián Crego, mais conhecido como A.L. Crego, há um tempo atrás em algum site de design da vida e fiquei imediatamente viciada nos trabalhos que ele posta no seu tumblr, onde cria GIFs com graffitis e outros trampos de street art do mundo.
arte original de Sr. X.
A.L. Crego procura sempre escolher graffitis e murais que tenham conteúdo crítico e relacionado com a sociedade. Alguns acabam chamando a atenção pela mensagem direta e óbvia enquanto outros são mais “sutis”, onde sua animação acaba dando uma nova interpretação para a obra.
Eu poderia parar por aí e postar apenas o trampo do cara, que por si só já é incrível, mas não é somente de GIFs que ele é feito. Então bati um papo com o Adrián, que você confere abaixo!
arte original de Phlegm
Primeiro, conta um pouco de você . Vi que começou sua vida profissional fazendo vídeos e fotografando. 
A.L. Crego: Sempre gostei tanto de fotografia como vídeo, assim como o som e a música. Com o tempo eu tentei diferentes técnicas de fotografia e vídeo. No início, como eu não tinha câmera de vídeo, optei pelo stop motion e timelapse, o que me permitiu a compreensão e a experimentação ao longo do tempo. Em paralelo, também tirava fotos de todos os tipos, mas principalmente a fotografia de rua e a panorâmica. Foi com a fotografia de rua que eu aprendi a ver, esperar e, especialmente, saber quando bater a foto no momento certo para que este momento estático fizesse sentido. Fiz alguns vídeos de música e reportagens voltadas para a área da educação, bem como design da capa concerto vídeo promocional, posters, t-shirts, e um pouco de tudo que pode ser criado no mundo digital e que estão no ambiente audiovisual. Não tenho a pretensão excluir qualquer campo, mas sempre tento me aproximar de tudo o que faço em um prisma cultural e reflexivo, não apenas entretenimento. Eu não acredito em estilos, embora isso exista, por que isso limitaria a minha concepção de arte.

Hoje em dia por minha conta, sou autônomo, mesmo que aqui na Espanha seja algo muito difícil. Qualquer profissão artística está muito inflada, e temos que lutar por nos fazer notar. Realizo videoclips sobretudo focado no âmbito educativo com colégios, reportagens que tenham sempre um fundo social. Também gravo e edito video-clips para diferentes grupos. Desenho cartazes para shows, capas de discos e um pouco de tudo que se que ofereça e eu seja capaz de fazer. Não me limito porque aprendo de tudo. Tudo é tudo.

arte original de Pejac
O que te fez decidir por começar a animar graffitis e outras artes urbanas? Qual a sua motivação?

A.L. Crego: Sempre fui fascinado por qualquer tipo de expressão humana ao ar livre e gratuita. E por isso sempre fiz fotos de todas as peças de street art que gostava. Não gosto de pixo e tags, mas valorizo-o como forma de expressão, mas eu não gosto. Prefiro o graffiti e o mural como formato, já que é o melhor encontro das histórias que podem se desenvolver melhor. A princípio somente fazia fotos e tentava ver aonde estava a obra, porque geralmente se adiciona significado dependendo de onde está.

Durante esses últimos anos apareceram os cinemagraphs, e isso me chamou a atenção. Sempre me senti atraído pelo conceito de “loop” e neste caso era a união perfeita. Uma foto que não está estática, mas que também não é um vídeo, eternamente… me cativo a ideia, e a partir dai me pus a investigar tudo isso. Notei durante esse tempo que havia certos “booms” de gifs  e de vez em quando algum me chamava a atenção. Fiz muitos cinemagraphs mas não foram publicados  porque realmente eram mais do mesmo. Mas, eles me deram a oportunidade de praticar e entender como funcionava tudo isso. Pude captar esses momentos na fotografia de rua e dar um sentido que buscava graças à alguns frames.

arte original de ROA

Cada vez que fazia essas fotos, seguia aprendendo mais sobre vídeo e animação. E um dia fazendo provas com uma fotografia me ocorreu mover-la e converte-la em um loop. A partir desse dia comecei a revisar minhas fotografias de arte de rua e comecei a animá-las sozinho pelo prazer de vê-las moverem-se.

Minha cidade não é muito grande, nem possui muitos artistas locais de street art, então rapidamente fiquei sem “matéria prima”. Comecei a buscar então e a mandar emails para os artistas que admiro para explicar minha ideia e o que queria fazer. Todos os GIFs que fiz de graffitis, estão feitos com o consentimento de seus respectivos autores. Muitos deles me agradecem muito. Outros nem tanto, mas somente alguns deles negaram… entendo que não entendem.

Tento que minhas seleções sejam de murais que contenham conteúdo social, crítico, ácido, mas sobretudo tudo que façam pensar. Que quando você deixar de vê-lo, continue pensando nele. Não acredito na arte “vazia” por mais bonita que seja. É uma valorização muito pessoal.

arte original de Nemos
Você me falou que realmente acredita no formato .gif e que o enxerga como o formato do futuro. Você não acha que pelo fato do GIF estar sempre restrito a algum aparelho eletrônico, isso limita o espectador a este tipo de mpidia? Você enxerga uma evolução onde o GIF supera as barreiras de um computador ou smartphone?

A.L. Crego: Entendo perfeitamente que um .gif é um formato estritamente digital. Eu entendo, e compreendo e certamente essa é a chave. Comecei a fazer isso porque suspeitava que iria funcionar. Me explico: refletindo muito sobre como o mundo avança com uma velocidade incrível, comecei a dar conta  que todo mundo fazia vídeos, por um lado devido ao preço mais acessível das câmeras e o fácil acesso à esse formato com os smartphones. Mas, os vídeos que via, eram em sua maioria medíocres e faltavam conteúdo. Com a fotografia (que foi durante mais de cem anos o principal suporte de comunicação), tivemos tempo de digeri-la, entendê-la, experimentá-la, mas com o vídeo não está sendo assim. Está rolando um “boom” de gente que se dedica ao vídeo, mas sem chegar a transcender, sem parar antes e estudar minuciosamente e compreender quais são os mecanismos de criação deles. Me dá a impressão de que omitimos um salto nesse processo de entender o que é uma gravação e o que é uma edição. Foi isso que me levou a criar gifs.

arte original de Sr. X.

Comecei a publicar mais cinemagraphs e Gifs em uma página de tumblr, porque acreditava encontrar um ponto intermediário do que falava antes, esse ponto que sabíamos ter saltado devido às ânsias de estar na última tecnologia. Pensei que seria uma boa maneira de me colocar nesse aspecto visual da rede, já que hoje em dia consumimos em mini-doses, pequenas informações de twitter, trechos de vídeo…. a cultura de hoje é uma cultura rápida, cômoda e efêmera. Com os gifs, a ideia é que seja rápido e cômodo de ver, mas que fique na retina do espectador. Ainda que seja um loop eterno, mas que carrega rápido e não precisa dar play, incita que os olhe. É como um lugar de paz móvel nesse caos de internet.

Entendo que é um formato digital, mas goste ou não, hoje em dia a realidade da internet, é mais real que a realidade real. Todo mundo tem um smartphone, um computador. E quem não tem, vai ter. Internet é “uma moda” que vai durar milênios.

arte original de Liqen
Você me contou que tem pensamentos filosóficos e sociológicos a respeito dos GIFs, quais são eles?

A.L. Crego: É uma ruptura do paradigma audiovisual atual. Para mim pessoalmente, são como um passo pra frente, mas dando um passo pra trás já que o formato GIF é tão antigo quanto a própria internet. São uma “nova” via de expressão artística na que se dá movimento a algo que carecia disso. Com eles pretendo que quem veja se detenha a apreciar, a entender, a dar voltas. Considero que as imagens desse formato apontam um plus informativo quanto ao conteúdo, já que às vezes uma fotografia por não se mover, não podemos compreender o contexto, ou a história em sua totalidade; no vídeo acontece o mesmo mas de uma maneira oposta: com um vídeo, como as imagens se sucedem uma atrás da outra, não temos tempo a digerir com calma o que estamos vendo, e ainda mais hoje em dia, onde tudo chega a uma velocidade incrível, o que anula em parte nossa capacidade de reflexão, de deter-se para compreender o que estamos vendo.

arte original de Artestenciva

Com os gifs, ao ser uma sequência curta que se repete continuamente, gozamos desse tempo de análises, como um tempo morto no qual podemos dar voltas a algo que estamos vendo, podemos visualizar uma e outra vez até termos uma conclusão. É um estilo que está no auge, e no meu ponto de vista, se deve ao que dizia antes, que tudo avança tão rápido que nos esquecemos desse meio termo entre a foto e o vídeo, já que sem chegar a ser um vídeo, se move, e está quieta, sem chegar a ser uma foto. O GIF é esse lugar onde se encontra foto e vídeo sem chegar a nenhum lugar dos dois.

Foi isso que o inspirou a trabalhar com realidade aumentada?

A.L. Crego: A realidade aumentada sempre me chamou a atenção , desde quando a conheci, sobretudo focada no mundo artístico. Quando comecei a animar os murais de street art, pensava que seria ideal levar esse formato a esse tipo de realidade virtual, já que com a realidade aumentada o que fazemos é inventar um mundo novo com certeza ao atual, pois podemos inventar tudo outra vez. É como um novo mundo. Tento me colocar em contato com várias empresas, mas não tinha recebido nenhuma resposta, até que uma empresa da Suíça fez contato comigo. Creio que tem muito futuro misturar estas duas áreas.

O que você pode me contar sobre o trabalho de realidade aumentada que está fazendo com essa empresa ? É para o mesmo projeto ou algo diferente?

A.L. Crego: Realmente são dois projetos separados, já que iniciei animando street art, mas não pensava que fosse ser tão rápida a resposta. A ideia que temos e que estamos trabalhando no dia de hoje você pode conferir um pouco aqui: Street Art meets Augmented Reality. Essa não é uma aplicação final, já que estão trabalhando para um solo de street art. Eu estou encarregado da parte artística, tanto de animar as peças, como buscá-las e contactar os artistas. Nossa ideia é levar a arte às ruas de novo. Desde da era da internet, a “Street Art” não é realmente “Street Art”. Em grande parte é “internet art”, de alguma maneira, já que a maioria desse tipo de arte acaba sendo consumida através da internet e não ao vivo. Com esse projeto você pode ir até onde está o mural (mas também estamos trabalhando para que funcione com fotos), focar a câmera do celular na parede e assim o graffiti toma vida, além de você também poder consultar a informação do artista e  saber onde há mais.

Outros projetos em vista?

A.L. Crego: Em paralelo também estou interessado em levar os gifs e a realidade aumentada aos museus, como uma nova maneira de redescobrir a arte. Por hora, são somente ideias, mas pouco a pouco vão tornando realidade. Creio que em um futuro muito próximo, também acontecerá o mesmo com os discos, as revistas e todo o conteúdo audiovisual, por que ando animando capas de discos de artistas  também.

Nunca faço só uma coisa, porque enjôo delas, por isso tento sempre coisas novas. Hoje estou trabalhando também em um curta de animação que quero levar também ao formato gif. (confira o trailer aqui:  “trailer/comic” CUBO). Estou preparando também uma exposição aqui na minha cidade com gifs, para as pessoas conhecerem mais esse formato.

-Se pudesse descrever o seu trabalho com apenas 4 palavras, quais seriam?

A.L. Crego: Pensar, pensar, pensar, fazer (em loop eterno).

arte original de Liqen

 

Mais em http://alcrego.tumblr.com/

 

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 Versão gallega

En primer lugar, dígame un poco acerca de ti mismo. Empezaste tus videos y fotografías de la vida haciendo profesionales. Hábleme de esto y la transición a hacer lo que hacen hoy. 

Desde siempre me gustó tanto la fotografía como el vídeo, así como el sonido y la música. Con el tiempo probé diferentes técnicas de fotografía y de video. Al principio, como no tenía cámara de vídeo, opté por el Stop Motion y el timelapse, lo que me permitió entender y experimentar con el tiempo. En paralelo también hacía fotos de todo tipo, pero sobre todo de fotografía callejera y fotografía panorámica. Con la fotografía callejera aprendí a ver, a esperar y sobre todo a saber cuando disparar para que ese momento estático tuviera el máximo sentido. Realicé algunos videoclips y reportajes enfocados al ámbito educativo, así como video promocionales de conciertos, diseño de portadas, de carteles, camisetas, y un poco de todo lo que se pueda crear digitalmente y que esté en el entorno audiovisual. No pretendo cerrarme a ningún campo, aunque siempre intento enfocar todo lo que hago hacia un prisma cultural, de reflexión, no simplemente entretenimiento. No creo en los estilos, aunque se que existen, ya que eso limitaría mi concepción del arte.
Trabajo por mi propia cuenta, soy autónomo, a pesar de que aquí en España es algo difícil. Cualquier profesión artística esta muy infravalorada, y tenemos que luchar por hacernos notar. Realizo vídeoclips, sobre todo enfocados al ámbito educativo con colegios, reportajes siempre con trasfondo social. También grabo y edito videoclips para diferentes grupos. Diseño carteles para conciertos, portadas de discos y un poco de todo lo que se ofrezca y sea capaz de hacer. No me limito porque aprendo de todo. Todo es todo.
¿Qué te hizo decidir empezar a animar graffitis y artes de calle? ¿Cuál es su motivación?

Desde siempre me fascinó cualquier tipo de expresión humana al aire libre y gratuita. Y por supuesto siempre hice fotos de todas las piezas de Street Art que me gustaban. No me gusta el graffiti, lo valoro como forma de expresión, pero no me gusta. Prefiero el mural como formato, ya que es donde mejor encuentro historias que puedo desarrollar mejor. Al principio solo hacía fotos e intentaba que se viera donde estaba la obra, porque suelen añadir significado dependiendo donde esté.
Durante esos años habían aparecido los cinemagraphs, y me habían llamado la atención. Siempre me sentí atraído por el concepto de “loop” y en este caso era la unión perfecta. Una foto que no esta quieta pero no es un vídeo, eternamente… Me cautivó la idea, por lo que me puse a investigar todo esto. Noté durante ese tiempo que había ciertos “booms” de gifs por temporadas, y de vez en cuando alguno me llamaba la atención. Hice muchos cinemagraphs pero no publicaba nada porque realmente eran lo que ya había visto. Me dieron la oportunidad de practicar y entender como funcionaba todo esto. Pude captar esos momentos de la Fotografia Callejera y darles ese sentido que yo buscaba gracias a unos cuantos frames.
A la vez que hacía esas fotos, seguía aprendiendo de video y de animación. Y un día haciendo pruebas con una fotografía se me ocurrió moverla y convertirla en un loop. Desde ese día empecé a revisar mis fotografías de arte callejero y empecé a animarlas solo por el placer de verlas mover. Era como si tuvieran vida, y así es tal, que a día de hoy si paso por delante de una es como que se va a empezar a mover.
Mi cuidad no es ni muy grande, ni tiene artistas de street art, así que rápido me que quedé sin “materia prima”. Empecé a buscar y a mandar emails a artistas que yo admiro para explicarles mi idea y que quería hacer. Todos los gifs que he hecho de Street Art, están hechos con el consentimiento de sus respectivos autores. Muchos de ellos lo agradecen mucho!!! Otros no tanto, pero solo un par de ellos se han negado… Entiendo que no lo entienden :)
intento que mis elecciones sean de murales que contengan contenido social, crítico, ácido, pero sobre todo que te haga pensar. Que cuando dejes de verlo, sigas pensando en él. No creo en el arte “vacío” por muy bonito que sea. Es una valoración muy personal. ;)

Usted me dijo que realmente confía en el formato .gif y que lo ves como un formato del futuro. ¿No crees que porque un .gif siempre se limita a algún tipo de dispositivo electrónico, que limita el espectador y encarcela a la persona este tipo de medio? ¿Usted ve una evolución del .gif dejando el ordenador / teléfono inteligente básico.

Entiendo perfectamente que el gif es un formato estrictamente digital. Lo entiendo, lo comprendo y de hecho esa es la clave. Todo esto de los gifs lo empecé a hacer básicamente porque sospechaba que iba a funcionar, me explico: Reflexionando mucho sobre como el mundo avanza a una velocidad increíble, empecé a darme cuenta de que todo el mundo hacía vídeos, en parte debido al abaratamiento de las cámaras y el fácil acceso a este formato con los móviles. Pero los vídeos que veía, eran en su mayoría mediocres y faltos de contenido. Con la fotografía (que fue durante más de cien años el principal soporte de comunicación) tuvimos tiempo a digerirla, a entenderla, a experimentar con ella, pero con el video no está siendo así. Está habiendo un “boom” de gente que se dedica al vídeo, pero sin llegar a trascender, sin pararse antes a estudiarlo minuciosamente y a comprender cuales son los mecanismos de creación de éstos. Me da la impresión de que hemos omitido de un salto el proceso de entender lo que es la grabación y el montaje. Eso fue lo que me llevó a empezar a crear gifs.
Empecé a publicar mis cinemagraphs y GIFS en una página de tumblr, porque creí encontrar el punto intermedio del que hablaba antes, ese punto que nos habíamos saltado debido a las ansias de estar a la última tecnológicamente hablando. Pensé que sería una buena manera de meterme en el aspecto visual de la red, ya que hoy en día consumimos en “minidosis”, ya sea pequeños textos de twitter, extractos de video en Vine… la cultura de hoy en día, es una cultura rápida, cómoda y efímera. Con los gifs la idea es que sea rápido y cómodo de ver pero que se quede en la retina del espectador. Al ser un loop eterno, pero que carga rápido y no hay que darle a play, incita a que te detengas a mirarlo. Es como un lugar de paz móvil en este caos de Internet.
Entiendo que es un formato digital, pero nos guste o no, hoy en día la realidad de “internet” es más real que la realidad real. Todo el mundo tiene un móvil, si no ordenador. Y quienes lo no lo tengan, lo tendrán. Internet “es una moda” que va a durar milenios. ;)

¿Cuáles son sus pensamientos filosóficos y sociológicos acerca de ellos?

Es una rotura del paradigma audiovisual actual. Para mi personalmente son como un paso adelante, pero dando un paso atrás, ya que el formato .GIF es tan antiguo como lo es la propia red. Son una “nueva” vía de expresión artística en la que se le otorga movimiento a algo que carecía de el. Con ellos pretendo que quien lo vea se detenga a apreciarlos, a entenderlos, a darles vueltas. Considero que las imágenes en este formato aportan un plus informativo en cuanto al contenido, ya que a veces una fotografía, al no moverse, no podemos comprender el contexto, o la historia en su totalidad; en el vídeo pasa lo mismo pero de manera opuesta: con un vídeo, como las imágenes se suceden una detrás de otra, no tenemos tiempo a digerir con calma lo que estamos viendo, y más hoy en día, donde todo llega a una velocidad increíble, lo que anula en parte nuestra capacidad de reflexión, de detenerse para comprender lo que estamos viendo.
Con los gifs, al ser una secuencia corta que se repite continuamente, gozamos de ese tiempo de análisis, como un tiempo muerto en el cual podemos darle vueltas a lo que estamos viendo, podemos visualizarlo una y otra vez hasta que sacamos una conclusión. Es un estilo que está en auge, y bajo mi punto de vista, se debe a lo que decía antes, que todo avanza tan rápido que nos hemos olvidado de ese punto medio entre la foto y el vídeo, ya que sin llegar a ser un vídeo, se mueve, y está quieta, sin llegar a ser una foto. El GIF es ese lugar donde se encuentran foto y video sin llegar a ser ninguno de los dos.

¿Es Esto lo que inspiró a trabajar con la realidad aumentada?

Desde que la conocí siempre me llamó la atención la Realidad Aumentada, sobre todo enfocada al mundo artístico. A la vez que empezaba a animar los murales de Street Art, pensaba que sería ideal llevar ese formato a ese tipo de Realidad Virtual, ya que con la realidad aumentada lo que hacemos es inventar un mundo nuevo superpuesto al actual, por lo que podemos inventar todo otra vez. Es como un nuevo mundo!! Intenté ponerme en contacto con varias empresas pero no recibí respuesta de ninguna, hasta que una compañía de Suíza me contactó a mi. Creo que tiene mucho futuro mezclar estas dos disciplinas.

¿Qué me puede decir sobre el trabajo que está haciendo con artistas de la calle y la compañía suiza en la realidad aumentada? ¿Es el mismo proyecto o diferentes?

Realmente son dos proyectos separados, ya que yo empecé animando Street Art pero no pensaba que fuera a ser tan rápida la respuesta. La idea que tenemos y que estamos trabajando a día de hoy en ella (aquí puedes ver una prueba: Street Art meets Augmented Reality) Esa no es la aplicación final, ya que están trabajando para una solo de Street Art. Yo estoy al cargo de la parte artística, tanto de animar las piezas, como buscarlas y contactar con los artistas. Nuestra idea es llevar el arte a las calles de nuevo. Desde la era de internet, el “Street Art” no es realmente “Street Art”. En gran parte es “internet art”, por llamarlo de alguna manera, ya que la mayoría de este tipo de arte es consumido a través de la red, no en realidad. Con esta aplicación tendrás que ir hasta donde está el mural (aunque funciona también con fotos) y enfocar el móvil hacia la pared. Cobrará vida y podrás consultar la información del artista así como saber donde hay mas.

¿Tiene algún otro proyecto a la vista?

En paralelo también estoy interesado en llevar los gifs y la realidad aumentada a los museos, como una nueva manera de redescubir el arte. Por ahora solo son ideas pero que poco a poco se van haciendo realidad. Creo que en un futuro muy cercano también pasará lo mismo con las portadas de los discos, de las revistas y todo contenido audiovisual por lo que estoy animando portadas de discos de artistas actuales también.
Nunca hago solo una cosa porque me aburriría de ella por lo que intento aprender siempre cosas nuevas. A día de hoy estoy trabajando también en un corto de animación que quiero llevar también al formato gif. (aquí está el “trailer/comic” CUBO). Estoy preparando también una exposición aquí en mi ciudad con gifs, para dar a conocer mas este formato.

Si pudieras describir tu trabajo con sólo 4 palabras, ¿cuáles serían?
Pensar – Pensar – Pensar – Hacer (en loop eterno) ;)

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Lila Varo

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Lila Varo, é produtora de conteúdo, editora do Mistura Urbana e mais um continente a sua escolha. lila[@]misturaurbana.com

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