Como a tecnologia pode melhorar o tratamento do Mal de Parkinson - MISTURA URBANA

Como a tecnologia pode melhorar o tratamento do Mal de Parkinson

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Algo muito bacana, é que a tecnologia nos ajuda nas tarefas do dia a dia, no trabalho, em casa e até no entretenimento, mas além disso pode ser uma aliada em pesquisas na área da saúde.

Um exemplo de um bonito trabalho é a união da Fundação Michael J. Fox, especializada em Pesquisa do Mal de Parkinson e a Intel Corporation, que em colaboração ajudam na pesquisa e no tratamento da doença cerebral degenerativa que perde apenas para o Alzheimer em números de portadores no mundo.

Da união, há um estudo de pesquisa multifásico, que utiliza uma nova plataforma para a análise de bid data que detecta padrões dos dados coletados dos participantes com a ajuda de tecnologias vestíveis usadas para monitorar os sintomas. Dessa maneira, pesquisadores e médicos podem medir a progressão da doença e acelerar o avanço das inovações para o desenvolvimento dos medicamento.

“Quase 200 anos após o mal de Parkinson ter sido descrito pela primeira vez pelo Dr. James Parkinson em 1817, ainda estamos avaliando a doença subjetivamente, em grande parte da mesma forma que era feita naquela época”, disse Todd Sherer, PhD e CEO da The Michael J. ­Fox Foundation. “A ciência de dados, a computação vestível e dados de outras fontes têm o potencial de transformar a nossa capacidade de coletar e medir objetivamente a experiência real da doença nos pacientes, com implicações sem precedentes para o desenvolvimento de medicamentos, diagnóstico e tratamento para o Parkinson”.
O potencial para coletar e analisar dados de milhares de pessoas sobre as características mensuráveis de Parkinson, tais como lentidão de movimentos, tremores e qualidade do sono, podem permitir que os investigadores criem um melhor quadro da progressão clínica do mal de Parkinson e acompanhem sua relação com alterações moleculares.

Os vestíveis podem discretamente coletar e transmitir dados objetivos, experienciais em tempo real, 24 horas por dia, sete dias por semana. Com esta abordagem, os pesquisadores poderiam, ao invés de analisar um número muito pequeno de dados, analisar centenas de leituras por segundo provenientes de milhares de pacientes e obter uma massa crítica de dados para detectar padrões e realizar novas descobertas.

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Participaram do estudo (16 pacientes de Parkinson e nove voluntários de controle), que usaram os dispositivos durante duas visitas à clínica e em casa de forma contínua ao longo de quatro dias. Bret Parker, 46 anos, de Nova York, tem o Mal de Parkinson e participou do estudo. “Eu sei que muitos médicos dizem aos seus pacientes para manter um diário para acompanhar o seu mal de Parkinson”, disse Parker. “Eu não sou um paciente que faz isso. Eu presto atenção ao meu Parkinson, mas não é tudo que eu faço o tempo todo. Os vestíveis fazem este monitoramento para mim de uma forma que eu nem percebo, e o estudo me permitiu ter um papel ativo no processo de desenvolvimento de uma cura.”

Ainda este ano, a Intel e a MJFF planejam lançar um novo aplicativo móvel para permitir que os pacientes relatem a ingestão de medicamentos, bem como a forma como eles estão se sentindo.

Para analisar o volume de dados – mais de 300 observações por segundo de cada paciente – a Intel desenvolveu uma plataforma de análise de big data que integra um conjunto de componentes de software, incluindo a Cloudera® CDH* – uma plataforma de software de código aberto que coleta, armazena e gerencia dados.

A plataforma de dados é implantada em uma infraestrutura de nuvem, que permite que os cientistas priorizem a pesquisa, ao invés das tecnologias computacionais subjacentes. A plataforma suporta uma aplicação analítica desenvolvida pela Intel para processar e detectar alterações nos dados em tempo real. Por meio da detecção de anomalias e mudanças nos sensores e em outros dados, a plataforma pode fornecer aos pesquisadores uma maneira para avaliar a progressão da doença objetivamente.

*este post é um publi editorial

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