Conheça o projeto de desenho Janelas de SP - MISTURA URBANA

Conheça o projeto de desenho Janelas de SP

Janela com gradil em rua do Butantã
Janela com gradil em rua do Butantã

A arquiteta Nara Rosetto criou recentemente um projeto de desenho muito bacana, o “Janelas de SP”, motivada pela sua paixão por janelas. A ideia surgiu através do site “Windows of New York”, que ela conheceu ao acaso pelas redes sociais; a partir daí, ela pensou que seria muito interessante se houvesse uma versão paulistana.

Nas horas livres, Nara gosta de se aventurar por Sampa e como ela mesma diz, “flanar” por aí em busca de novas formas. Com seu companheiro inseparável, o moleskine e algumas canetas marcadoras, a arquiteta conta que gosta de desenhar desde pequena e que sempre teve um certo fascínio por portas e janelas, principalmente por janelas.

Enfeitada para a copa - prédio na rua Sergipe
Enfeitada para a copa – prédio na rua Sergipe

Nara explica, que as janelas contam muito do período em que a edificação foi construída, e utilizando de sua linguagem de desenhos de observação a mão livre, ela resolveu mergulhar nisso. Ela tenta desenhar no local mesmo, porque segundo ela, é muito mais real, tem sempre mais sentimento e o detalhe no desenho é feito na hora. Porém, quando o tempo não ajuda, ela sempre tira uma foto para desenhar depois.

A escolha da janela, antes de iniciar as publicações era muito relacionada a ícones históricos e arquitetônicos, com o tempo ela percebeu que muitas janelas “incógnitas” tinham muito valor, além do estético. Nara reflete, que sempre se pega pensando “o que aconteceu nesse lugar ou o que essa janela possibilitou ao seu habitante/visitante ver e apreender”?.

Edifício Paulicéia - Avenida Paulista
Edifício Paulicéia – Avenida Paulista

10415570_1483301351886535_624023299329593174_n

Para Nara, uma janela é a “abertura nas paredes dos edifícios, para deixar passar a luz e o ar”. Partindo de seu significado formal, janela é, ao mesmo tempo, um espaço por onde entra a luz e por onde se pode enxergar o exterior. Mas se na sua origem linguística latina, janela é apenas uma pequena porta, hoje, seu uso se expande. Na gíria, são os espaços vagos na agenda; na computação o ambiente destinado a cada programa; no corpo humano, são nossos observadores olhos.

Para ela, janelas são vazios, não-lugares que nos permitem ver através, que nos preenchem de imagens e memórias. São molduras que delimitam belos quadros feitos de paisagem real, viva, mutável, nova a cada instante.

Nara poetisa: “Da janela de minha alma, vejo, todos os dias seus contornos nos incontáveis edifícios paulistanos. Seja pelo fascínio inconsciente ou por sua beleza arquitetônica, as janelas de São Paulo me acompanham e para dividi-las com vocês faço o “Janelas de SP”, um fragmento catalográfico semanal por meio de reproduções que misturam meu trabalho como arquiteta com a delicadeza de um desenho a mão livre”.

A cada semana, ela publica a próxima janela. Para acompanhar e ficar de olho, acesse as redes sociais, aqui, aqui e aqui.

Comments

comments

Natt Naville

Natt Naville

Veja todos os posts

Natt Naville é jornalista e gosta de tudo que envolve o universo da comunicação. Entre palavras e histórias: Música. Música para tocar, para ouvir e dançar. Editora do Mistura Urbana, gosta de criar, recriar e se reinventar. Vive no paraíso azul da Grécia.

0 Comentários

Junte-se a conversa →

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *