Julia Montanarini e seus traços "free style" [Entrevista] - MISTURA URBANA

Julia Montanarini e seus traços “free style” [Entrevista]

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Sou meio suspeita para falar da artista paulistana Julia Montanarini; primeiro porque ela é uma grande amiga e segundo porque é incrível o jeito que ela tem de criar e recriar, seja em suas ilustrações geométricas, seus traços de linha e cor preta, no papel, em telas e na pele com um desenho para sempre. Julia é versátil, habilidosa e conquista mais fãs por onde passa.

Desde muito nova, Julia se envolveu com as artes e a criação; entrou na Faculdade de Moda, depois Faculdade de Produto e assim surgiu a oportunidade de ir para Lisboa, fazer um curso de Joalheria. Foi lá que ela começou a refinar sua arte. Foram quatro anos de muito aprendizado o que possibilitou que ela encontrasse seu caminho dentro da criação.

Para ela, as inspirações vem de muitos lados, mas principalmente das viagens e dos novos lugares por onde passa. Começou a rabiscar, a desenhar e não parou mais. Em 2012 participou de um concurso da “Vivo Call Parade” e teve seu desenho selecionado para ilustrar um dos orelhões da Avenida Paulista, depois disso fez uma exposição e ali tudo aconteceu.

Julia começou a desenhar para as pessoas, e rapidamente surgiu a vontade de comprar uma máquina. A primeira vez que tatuou alguém foi ela mesma, depois os amigos, tive a honra de ser um deles e a partir disso não parou mais. Foi tudo meio rápido ela diz, mas ao mesmo tempo foi onde deslanchou.

Fez uma longa viagem no ano passado para Europa, India e diz que teve muita sorte porque encontrou vários tatuadores pelo meio do caminho e que foram dandos toques essenciais para ela. Nessa viagem, Júlia teve a oportunidade de tatuar muitas pessoas, e entre elas um homem sagrado chamado Ladu Baba, que foi além de tudo um homem que trouxe grandes ensinamentos de vida para ela. Depois de 6 meses quando voltou ao Brasil, havia muita gente pra tatuar e ela já sentia muito mais segura.

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“Na maioria das vezes as pessoas querem o que crio logo de cara e ver o desenho tatuado na pessoa, com a pele e tudo finalizado é maravilhoso, fico emocionada quando vejo, é como seu eu tivesse feito um pacto com a pessoa, é muito forte. E isso pra mim é o mais bacana, o desenho no papel é uma coisa mas na pele ele cria vida”, diz Julia.

Em seus planos, ela diz que quer fazer mais exposições e trabalhar um pouco mais com design. Mas agora com a vida corrida de tatuadora, ela diz que tá com a agenda cheia.

A natureza para ela é outro canal de criatividade, diz que não busca muitas referências, mas que quando está mais sensível mergulha nos traços. As ideias vem de seus sentimentos, vida pessoal e o resultado de tanta energia colocada é o que podemos ver em nucas, braços, pernas e qualquer espaço explorável.

Desenhar para ela é abrir o canal com o Universo e colocar no papel: “Não consigo planejar, os traços simplesmente aparecem, é intuitivo”. reflete.

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Julia quer cada vez mais desenvolver novas técnicas, aprimorar o pontilhismo, as linhas e o preto, além de explorar o volume das formas que tem sido um aprendizado para ela. Seus sonhos são muitos, mas um deles é viajar o mundo tatuando, quem sabe fazendo algo itinerante. “Eu renasço cada vez que saio de São Paulo”, afirma.

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Mais do trabalho dela aqui e aqui.

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Natt Naville

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Natt Naville é jornalista e gosta de tudo que envolve o universo da comunicação. Entre palavras e histórias: Música. Música para tocar, para ouvir e dançar. Editora do Mistura Urbana, gosta de criar, recriar e se reinventar. Vive no paraíso azul da Grécia.

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