[Entrevista] Da arte de rua peruana para o mundo - MISTURA URBANA

[Entrevista] Da arte de rua peruana para o mundo

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Entrevista por Berenice Taboada

Os mundos que criam Entes (Joan Jiménez) e Pésimo (Edwin Higushi) estão marcados pelos pássaros, famílias, mulheres com meninos em braços, e toda uma série de personagens realistas de cores vibrantes que podem ser encontrados pelas ruas do Peru, França, Espanha, Argentina e os EUA. Fortemente influenciados pela cultura hip hop, estes dois artistas urbanos começaram a trabalhar em conjunto em 2004 e desde então não deixaram de organizar exposições e até um festival de arte latino americano chamado de LatidoAmericano onde uma série de artistas de diferentes partes da América Latina, EUA e Europa pintam as paredes da cidade de Lima durante quinze dias.

Confira abaixo a nossa entrevista e não esqueça de visitar o site oficial do artista clicando AQUI
1. Achei que o trabalho de vocês é influenciado por eventos sociais, culturais e políticos. Que lugar ocupa a política hoje nas suas criações? Quais são as questões atuais que os preocupam?
É impossível que o nosso trabalho não seja influenciado por todos os eventos acima mencionados, porque vivemos em um país (o Peru) com muitos problemas, sociais, culturais e políticos, então o nosso trabalho tem toda essa mistura, porque é a realidade em que vivemos todos os dias.
Estamos preocupados com estas questões atuais, vínculo familiar, a proteção dos recursos naturais como a água, os animais, etc.

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2. O tema da maternidade e da família está muito presente em seus murais. Como começou esse interesse e o que isso significa para vocês?
A unidade familiar é algo que está se deteriorando a cada dia, e nós pensamos que a nossa arte é importante para promovê-la, porque, no final, a família é o mais importante para o desenvolvimento, não só pessoal, mas de uma sociedade inteira.

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3. Eu acho interessante que vocês não só pintam, mas também organizam festivais como o American Heartbeat. Como vocês tiveram a ideia, qual o seu objetivo e como selecionaram os artistas? Como acham o futuro artístico da América Latina?
LatidoAmericano é uma organização sem fins lucrativos, que fazemos há 3 anos consecutivos. Nós tivemos a ideia em uma viagem em que pintamos com muitos amigos da América Latina e de todo o mundo, e nós concluímos que a América Latina não tinha um festival como este, algo que una tudo o que confira uma irmandade de artistas de todo o mundo, unidos por um propósito, que é estabelecer a streetart e os murais, para assim poder competir com tudo o que é feito na Europa, nos Estados Unidos e em outros lugares do mundo.

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Como nos somos latinos, temos uma ligação muito forte com as nossas raízes, e vivemos um link muito forte com os problemas políticos, sociais, etc. Portanto, temos muito a dizer. Tendo tudo isto, e também sendo capazes de organizar o LatidoAmericano no Peru, e em breve em outros países nas mãos dos nossos amigos, prevemos um futuro muito bom na cena artística da América Latina.

4. Há diferenças de status entre um grafiteiro, um muralista ou artista de cavalete? O que vocês se consideram e quais são as implicações que isso tem para vocês?
Na verdade, existem muitas diferenças entre um e outro, não tanto falando de categoria, mas diferencias técnicas.
Nos nos consideramos grafiteiros, muralistas e também artistas de cavalete.

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5. O que é o graffiti para vocês e quais são as oportunidades que lhes oferecem neste momento?
O grafite é tudo para nós, é a nossa ferramenta para comunicar tudo o que pensamos, é o nosso trabalho, é um estilo de vida realmente.
O grafite nos deu tudo também: trabalho, problemas, viagens e muito mais que depois você aprende a superar e lidar.

6. O que difere vocês de outros artistas? Como é o seu estilo?
Nosso estilo é o estilo de Entes y Pésimo. É um estilo muito próprio, por vários fatores: nosso mix de culturas, raça, lugares onde vivemos, e muitas outras coisas mais.
Cada artista, seja grafiteiro ou muralista, é diferente do outro.
Nós nos diferenciamos do resto pela forma de dizer as coisas através do que fazemos.

7. Podem nos recomendar outros artistas contemporâneos que admiram?
Os Gemeos, Inti, Patrick Martínez, Saile, OzMontania, Evoca1, entre outros.

VERSIÓN ESPAÑOLA

Puede verse que su obra es influenciada por acontecimientos sociales, culturales y políticos, qué lugar a lo político dan hoy en día a sus creaciones? Qué temas actuales les preocupan?
Es imposible que nuestra obra no este influenciada por todos los acontecimientos mencionados, ya que vivimos en un país con mucha problemática, social, cultural y política, entonces nuestro trabajo tiene toda esta mezcla, porque es la realidad en la que vivimos y convivimos todos los días.
Nos preocupan los mismos temas actuales que a todos, la unión familiar, la protección de los recursos naturales, como el agua, los animales, etc.

La temática de la maternidad y la familia y del cuidado de los niños está muy presente en sus murales. Cómo comenzó este interés y qué les significa?
La unión familiar es algo que cada dia se va deteriorando, y pensamos que es importante promoverlo, porque al final la familia es lo más importante en el desarrollo, no sólo personal, sino de una sociedad.

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Me resulta interesante que no solo pinten sino que también organicen festivales, como Latido Americano. Cómo se les ocurrió la idea, que fines tiene y cómo seleccionan a los artistas? Cómo ven el futuro artístico de Latinoamérica?
LatidoAmericano es un festival sin fines de lucro, que venimos realizando por 3 años consecutivos, se nos ocurrió en un viaje en el que pintamos junto a muchos amigos de Latinoamérica y de todo el mundo, y llegamos a la conclusión de que a Latinoamérica le faltaba un festival así, algo que una a todos, que sea como una especie de hermandad de artistas de todo el mundo unidos por un mismo propósito, que es establecer el streetart y muralismo, para poder competir con todo lo que se hace en Europa, Estados Unidos, y demás lugares.
Al ser latinoamericano, tenemos un lazo muy fuerte con nuestras raíces, y convivimos con mucha problemática, política, social, etc. Entonces tenemos mucho que decir. Al tener todo esto, y también tener la posibilidad de organizar LatidoAmericano en Perú, y próximamente en otros países en manos de nuestros amigos, auguramos muy buen futuro en la movida artística en Latinoamérica.

Hay diferencias de categoría entre un grafitero, un muralista o un artista de caballete? Ustedes qué se consideran y esto que implicancias tiene?
De hecho hay muchas diferencias entre lo uno y lo otro, no tanto que de categoría, pero de técnica.
Nosotros nos consideramos grafiteros, muralistas y artistas de caballete.

Qué es el graffiti para ustedes y qué oportunidades les brindó en este tiempo?
El graffiti para nosotros es todo, es nuestra herramienta de comunicar todo lo que pensamos, es nuestro trabajo, es un estilo de vida en realidad.
El graffiti nos a dado de todo, trabajo, problemas, viajes, y muchas otras cosas más que aprendes a superar y sobrellevar en el camino.

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En qué creen que se diferencian de otros grafiteros? Cómo consideran su estilo?
Nuestro estilo como Entes & Pésimo, es un estilo muy propio, por muchos factores, nuestra mezcla de culturas, de raza, el lugar en dónde vivimos, y muchas otras cosas más.
Cada artista ya sea de graffiti, mural, etc, se diferencia del otro.
Nosotros nos diferenciamos del resto por la forma en la que decimos las cosas a través de lo que hacemos.

Nos podrían recomendar otros artistas actuales que admiren?
Os Gemeos, Inti, Patrick Martínez, Saile, OzMontania, Evoca1, entre otros.

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