A linda história do neto que largou tudo para cuidar da avó com Alzheimer - MISTURA URBANA

A linda história do neto que largou tudo para cuidar da avó com Alzheimer

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Essa semana conheci a história de Fernando Aguzzoli de 22 anos que vive no Rio Grande do Sul e decidiu deixar sua vida pessoal e profissional de lado para cuidar da sua avó Nilva, que sofria do mal de Alzheimer, uma doença que prejudica as habilidades motoras e cognitivas do paciente ao longo dos anos e afeta à memória de pessoas na terceira idade.

Assim como eu era muito ligada à minha avó, que sofria de demência no final da vida, ele quis ficar ao lado dela em todos os momentos, decidiu então largar o curso de Filosofia na Universidade Federal, deixou de trabalhar e passou a ficar mais tempo com a vovó, ou seja, nada de vida social, viagens e outros programas comuns à um jovem dessa idade.

Todos os dias o neto gentil passava com a vó, ajudando a lavar a dentadura, dar comida e outras coisas do dia a dia. Assim como Fernando, também abro espaço para lembrar que na minha infância e toda a minha juventude minha avó Líbera era a pessoa que mais eu convivia, depois que ela começou a perder a capacidade de fazer as coisas sozinhas, nós os netos e minha mãe nos revezávamos para cuidar dela. Eram tardes, noites e diversos momentos assistindo Sílvio Santos, tentando fazer ela comer, trocando fralda, dando banho.

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Com essa experiência, Fernando sempre esteve ao lado da mãe Rose Marie e ele começou a utilizar as redes sociais para relatar tudo o que ia acontecendo a respeito da doença, dos cuidados, das idas ao médico e os momentos do seu dia a dia. Essa história linda de amor vai virar livro em setembro, e o lançamento de “Quem, Eu?” acaba sendo mais do que uma publicação, mas uma homenagem desse amor infinito que vai ficar para posteridade.

Vale lembrar que o mal de Alzheimer atinge mais de 1 milhão de pessoas no Brasil e é sempre bom encarar a doença com bom humor e ótimos profissionais. Fique atento aos sinais. No caso da Vovó Nilva o diagnóstico foi descoberto quando ela passou a sofrer de dores de cabeça e náuseas constantes.

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Assim como minha vó Líbera que faleceu depois de tomar seu último café da manhã em dezembro de 2012, vovó Nilva também partiu em dezembro de 2013. Essa história linda me emociona e me faz acreditar ainda mais no amor, na família e na humanidade.

Minha vó Líbera
Minha vó Líbera

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Natt Naville

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Natt Naville é jornalista e gosta de tudo que envolve o universo da comunicação. Entre palavras e histórias: Música. Música para tocar, para ouvir e dançar. Editora do Mistura Urbana, gosta de criar, recriar e se reinventar. Vive no paraíso azul da Grécia.

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