Lançamento da Campanha Brasil 2014 Rumo ao Fim da Violência Doméstica - MISTURA URBANA

Lançamento da Campanha Brasil 2014 Rumo ao Fim da Violência Doméstica

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No próximo dia 8 de março é comemorado o Dia Internacional da Mulher, e aproveitando essa ocasião tão especial, a Rede Nami, o Instituto Avon e a ONU Mulheres promoverão um grande encontro na cidade satélite de Ceilândia, no Distrito Federal para falar sobre a violência doméstica, o graffiti, a torcida brasileira e ainda sobre os nossos direitos.

Todas essas ações fazem parte do lançamento da Campanha Brasil 2014 Rumo ao Fim da Violência Doméstica, um projeto que mistura a divertida paixão do brasileiro pelo futebol e o combate à violência contra a mulher. Diversos grafiteiros e artistas produzirão as telas que farão parte da exposição itinerante Pequim +20.

Apresentações artísticas, música e também um concurso denominado Torcida Graffiti elegerá a obra mais representativa dos temas que será premiada com uma viagem para participar no Rio de Janeiro do evento final, dia 12 de junho. O projeto prevê a realização desse evento em cinco cidades-sede da Copa do Mundo: Brasília, São Paulo, Porto Alegre, Salvador, Belo Horizonte e por fim, Rio de Janeiro.

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Serviço

Local: Praça do Trabalhador, Ceilândia, Distrito Federal.
Data: Sábado, 08 de março de 2014
Programação:
9:00 – Início da grafitagem
14:00 – Início das apresentações artísticas
16:00 – Cerimônia de lançamento da Campanha #TorcidaGraffiti e da exposição “Pequim+20 em Graffiti” e homenagem ao Dia Internacional da Mulher.

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A Rede NAMI é uma organização onde participam mais de 200 mulheres entre artistas, produtoras e ativistas, e que usa as artes urbanas para promover os direitos das mulheres. Na Rede NAMI, o graffiti é usado como ferramenta de comunicação para a promoção da Lei Maria da Penha, do Disque 180 e do fim da violência doméstica. As meninas da NAMI já realizaram oficinas em mais de 50 territórios, grafitando 3.000 m2 de muros pelas cidades e dialogando diretamente com mais de 4.000 pessoas. Foram mais de 4.000 latinhas de spray!

Fundada em 2010 pela artista ativista Panmela Castro, que desde 2008 compartilha sua experiência com a violência doméstica para outras mulheres. Ainda muito jovem, Panmela se casou e foi neste momento de sua vida que passou por situações de violência doméstica, nesta época ainda não existia uma lei específica para punir essa violência. Com a aprovação da Lei Maria da Penha em 2006, logo viu que poderia usar a sua arte do graffiti com a ideia de que outras mulheres não vivenciassem o mesmo. E assim convidou amigas – que convidaram outras amigas – e por meio de conversas e oficinas, as mulheres puderam compartilhar histórias, esclarecer dúvidas, tomaram conhecimento de direitos e principalmente repensaram sua posição na sociedade.

Mais sobre o Instituto Avon e o Projeto Graffiti Pelo Fim da Violência Doméstica

Há mais de dez anos investindo em projetos que combatem à violência contra a mulher e promovem a saúde feminina, o Instituto Avon é o braço social da empresa americana Avon. Respaldada em pesquisa e resultados, o Instituto Avon investiu meio milhão de reais no projeto Graffiti Pelo Fim da Violência Doméstica, dirigido pela Rede Nami, que se caracteriza em uma campanha online e presencial que aborda a temática violência doméstica, direitos das mulheres, Lei Maria da Penha e ferramentas de proteção e segurança para a mulher vítima de agressão., tudo isso utilizando o graffiti como veículo de expressão e aproximação. Durante a campanha, informações e esclarecimentos são feitos aos públicos do projeto: o internauta e os estudantes de ensino médio do Rio de Janeiro. Paralelo à campanha, uma pesquisa está sendo realizada junto a esses jovens a fim de que se compreenda qual a percepção que esses adolescentes têm a respeito da violência doméstica e dos recursos para enfrentá-la.

Ancorado nessa grande campanha que é o Graffiti Pelo Fim da Violência Doméstica surge a campanha Brasil 2014 Rumo ao Fim da Violência que aproveita o ensejo das comemorações ligadas à Copa do Mundo para usar mais uma vez o graffiti como forma de expressão e diálogo e assim, falarmos dialogarmos sobre o que desejamos para um Brasil sem violência e opressões contra a mulher. Não à toa, a mascote da campanha – como toda torcida que se preze, é uma menininha de dois anos de nome Valentina, que simboliza a esperança de um amanhã de mais equidade entre os gêneros e mais liberdade para as mulheres.

Sobre o Concurrso Cultural Torcida Graffiti

A fim de mobilizar a maior quantidade de artistas no Brasil, lançamos o Concurso Cultural Torcida Graffiti que acontecerá em duas vias – online e presencial. Na via presencial, é aberta uma convocatória para que os artistas de cada cidade a ser visitada possa propor um croqui que represente a junção da torcida brasileira e a luta pelo fim da violência doméstica. Os primeiros vinte inscritos ganham kits de pintura e passam a concorrer na votação que acontece diretamente na página oficial do projeto no Facebook (www.facebook.com/avongraffiti) e que decidirá a arte mais representativa para o local visitado.

Já na via online, mais precisamente por meio da página oficial do projeto no Facebook, convocamos a todos os artistas do Brasil para que grafitem em suas cidades um desenho que una os temas do concurso e depois envie para que possamos postar em nosso álbum do Concurso. O mais votado no período entre o dia 13 e 20 de maio ganhará, assim como os vencedores locais, uma viagem para o Rio de Janeiro, no dia 12 de junho, dia da primeira partida da seleção e do nosso evento final que reunirá os grafiteiros e grafiteiras vencedores das etapas locais junto a outros artistas de rua e do hip hop para uma grande confraternização da torcida brasileira que deseja um país sem violência.

Pequim +20 e ONU Mulheres

Para fortalecer ainda mais esse compromisso de combate às violências de gênero e esse exercício de empoderamento das mulheres, a ONU Mulheres promoverá uma exposição itinerante que levará aos mais diversos lugares do Distrito Federal as dozes ações da Plataforma de Ação de Pequim, assinalada há 19 anos e que completará junto ao fim da exposição, duas décadas. Cada um dos doze painéis que compõem a exposição traz um recorte social em que as mulheres estão inseridas: economia, meio ambiente, violência, conflitos armados, pobreza, saúde e etc. Para participar desse projeto foi aberta uma convocatória que receberá os croquis com as propostas para cada tema e selecionará os mais representativos para participar do evento no Dia Internacional da Mulher.

Mais aqui.

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Natt Naville

Natt Naville

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Natt Naville é jornalista e gosta de tudo que envolve o universo da comunicação. Entre palavras e histórias: Música. Música para tocar, para ouvir e dançar. Editora do Mistura Urbana, gosta de criar, recriar e se reinventar. Vive no paraíso azul da Grécia.

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