Se mudar para o mar - MISTURA URBANA

Se mudar para o mar

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texto por Berenice Taboada

Alguma vez imaginou poder navegar de porto em porto pelas costas do mundo inteiro em sua própria casa? Ou escapar da pressão da vida urbana para acordar com a brisa do mar todas as manhãs? Para toda essa gente que prefere um bom livro a uma minissérie na tela, cozinhar mais do que esquentar no micro-ondas, secar o cabelo com a gostosa brisa do mar ao invés dem o secador de cabelos e tenta fugir da rotina e ficar em constante contato com a natureza, utilizar um veleiro como moradia não e uma má ideia…

No entanto a vida náutica parece uma excentricidade, mas para muita gente morar a bordo de um barco não é tão incomum. Na Grã-Bretanha, por exemplo, de acordo com a Associação de proprietários de barcos residenciais, cerca de 15 mil pessoas vivem em barcos nos rios e canais por toda a ilha, especialmente homens divorciados ou viúvos.

As vantagens de trocar casa por um casco são várias: não pagam certos impostos, você viaja e leva a casa junto, morar ancorado pode custar menos que o condomínio de um apartamento, poder viajar constantemente sem pagar hotel e o mais importante: mudar completamente seu estilo de vida.

O que você deve considerar antes de começar a sonhar com trocar a terra firme pela vida na água são alguns “requisitos básicos”, como ser velejador (fazer um curso básico de vela), ser bem simples (a vontade de viver bem com pouco, especialmente pelas restrições de espaço e de contato social), não sofrer com o balanço do mar, ser do tipo que faz tudo sozinho (a manutenção a bordo é constante) e, obviamente, gostar mesmo da vida no mar.

Aliás, a decisão inicial geralmente depende de algum capital básico: um veleiro usado de 33 pés está saindo por R$ 45 mil e ancorar o navio permanentemente num píer custa aprox. R$ 806 por mês (tendo acesso à água potável e eletricidade).

Tendo a vontade e algo de dinheiro, dá certo!

Agora, como viver a bordo de um veleiro e se manter constantemente viajando? Você pensará “essa vida não é de graça, né?”. Mas, fique tranquilo, não torne este sonho uma grande utopia. Para sair pelo mundo navegando não é preciso ser aposentado, nem rico nem vender a empresa ou casa. Embora existam pessoas que vivem de aposentadoria, também tem gente que ganha dinheiro de negócios gerenciados a distancia, pessoas que trabalham com Internet, outras que alugam sua casa em terra firme para garantir um rendimento mensal ou até mesmo de trabalhos temporários nos portos onda fazem escala.

E para quem sofre de saudade e pensa que é impossível morar sozinho tanto tempo sem formar uma família, existem múltiplos exemplos. Tem uma família cearense que vive em um barco e já visitou 28 países. Com duas filhas, educaram as suas meninas sem escola fixa, tendo como professores os pais e fazendo parte de um programa da Nova Zelândia que se chama “Educação a Bordo”, onde estudam com kindle, pra não ter tantos livros no barco.

Com todos estes problemas resolvidos você não tem mais desculpa. Se anime a transformar o mar em sua piscina, as ilhas em os seus quintais e os lobos do mar, golfinhos e tartarugas em animais domésticos!
Se anime a soltar amarras e ir para onde quiser!

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