[ENTREVISTA] Amy Guidry e seu surrealismo contemporâneo - MISTURA URBANA

[ENTREVISTA] Amy Guidry e seu surrealismo contemporâneo

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Há um tempo atrás conheci o trabalho da artista plástica Amy Guidry. Fã do surrealismo que sou, não resisti a chance de poder conversar um pouco com ela sobre seus trabalhos carregados de abordagens psicológicas e viscerais.

Falamos sobre sua série “In Our Veins” que explora as conexões entre todas as formas de vida e do ciclo de vida, investigando nossas relações uns com os outros e com o mundo natural, assim como o nosso papel no ciclo de vida. Conceitos como a vida e a morte, sobrevivência e exploração, e a interdependência e destruição de organismos vivos e não vivos são ilustrados por toda parte. Usando imagens derivadas de sonhos e da livre associação.

“In Our Veins” demonstra essas idéias em uma narrativa surreal, psicologicamente carregada.

Quando você começou a pintar?
Eu pinto e desenho desde pequena, antes mesmo de entrar na escola. Na faculdade, estudei Artes Visuais com ênfase em Design Gráfico. Fiz projetos freelance e trabalhos de ilustração, e também fiz design de jóias por mais de 10 anos, mas a pintura era a minha vocação. Então, eventualmente, fiz a transição para um pintora em tempo integral.

Como você descreve sua arte?
Gosto de me referir a ela como surrealismo contemporâneo.

É impossível não pensar em Salvador Dalí e outros artistas do surrealismo. Quem são suas maiores influências?
Salvador Dalí sempre foi o meu artista preferido, desde pequena. Eu também admiro muito outros como Rene Magritte, Leonora Carrington e Frida Kahlo.

Alguma situação da vida real inspirou você a criar esta série?
Eu sou vegan há quase 15 anos e eu sou fascinada por animais e natureza. Com esta série atual (“In Our Veins”), eu queria focar a relação que temos com a natureza e a conexão de todas as formas de vida. Eu acredito que o bem-estar do nosso planeta está ligado ao bem-estar dos seus habitantes- animais e humanos. Cada um tem um papel importante, uma não pode existir sem a outra, por isso é de extrema importância que nos preocupemos com cada um dos seres vivos.

Que tipo de pesquisa você faz para criar cada peça?
Acredito que muito vem de memória, uma vez que quando criança eu estava sempre desenhando animais e continuei a fazer isso, melhorando a minha técnica ao longo dos anos. Eu uso a liberdade artística, mas também uso livros de medicina e fotos de anatomia na internet para consulta. Às vezes eu não quero ser tão precisa, porque isso não se encaixa com o que eu imagino, então eu embelezo e/ou ajusto de acordo com o meu gosto. Eu também estou observando constantemente a natureza quando viajo e durante minhas caminhadas pela floresta.

Que tipo de mensagem gostaria de passar através da sua arte?
Ao longo dos anos, a minha mensagem sempre foi sobre como cuidar e respeitar uns aos outros, sejam eles animais, animais humanos, ou a própria natureza. Estamos aqui por um período relativamente curto de tempo e devemos fazer o melhor que podemos, vivendo de uma forma pacífica e amorosa.

Você tem algum trabalho favorito seu ou alguma peça da qual tem um orgulho especial?
Essa é uma pergunta difícil, porque seria como escolher um filho favorito. Dito isto, eu diria que The Wild West é uma peça importante para mim, porque mesmo que o meu trabalho seja surreal, eu aumentou as apostas começando com esta peça na série. Eu estava no meio de um outra série de trabalhos na época, mas fiz um esboço e algumas notas para guardá-la para mais tarde. Eu tive que sair da minha zona de conforto um pouco, uma vez que era uma peça tecnicamente mais desafiadora e mais exigente em termos de tempo, dadas as horas que eu teria que colocar nela.

Abaixo você curte a THE WILD WEST e na sequência outros trabalhos da série In Our Veins de Amy Guidry! Para conferir mais trabalhos da artista não deixe de visitar seu site oficial: http://www.amyguidry.com/

Wild-West

 

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Lila Varo

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Lila Varo, é produtora de conteúdo, editora do Mistura Urbana e mais um continente a sua escolha. lila[@]misturaurbana.com

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