As principais musas de Woody: “Existe o Inferno? Existe Deus? Ressuscitaremos depois da morte? Ah, não esqueçamos o mais importante: Haverá mulheres lá?” - MISTURA URBANA

As principais musas de Woody: “Existe o Inferno? Existe Deus? Ressuscitaremos depois da morte? Ah, não esqueçamos o mais importante: Haverá mulheres lá?”

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texto por Berenice Taboada Díaz

Com 7 Oscar debaixo do braço como melhor diretor, uma vida pessoal polêmica – sua ex, Mia Farrow o acusa de ter abusado sexualmente da sua filha adotiva com quem ele esta atualmente casado- e quase 50 filmes feitos, o cineasta nova-iorquino completou seus 78 anos.

Ainda trabalhando numa média de um filme por ano, nestas seis décadas a sétima arte lhe permitiu esboçar uma tentativa de decifrar as mulheres, onde as personagens femininas foram neuróticas, hipersensíveis, inteligentes, elegantes e muito, muito complexas.

Confira a seguir as principais atrizes que foram dirigidas pelo cineasta:

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– Diane Keaton
Foi uma das primeiras e principais musas junto com Mia Farrow.
A atriz da Califórnia conheceu o Woody em 1968, durante os ensaios da peça “Play It Again”. “Começamos a namorar, fomos morar juntos e comecei a escrever para ela“, contou à revista “W”. Fruto do seu relacionamento amoroso e profissional filmaram oito filmes juntos, a maioria depois da separação. O seu primeiro papel de destaque foi no filme “Annie Hall” (Noivo Neurótico, Noiva Nervosa no Brasil), graças ao qual Keaton ganhou o Oscar para Melhor Atriz e Allen recebeu o Premio de Diretor do DGA.
Em diversas entrevistas, Allen explica que Keaton foi sua grande musa. “Depois de viver com Diane Keaton e conhecê-la bem, ela me impressionava e era muito influente no desenvolvimento dos personagens. Consegui escrever Noivo Neurótico, Noiva Nervosa para ela. Foi o primeiro papel feminino realmente significativo. Daí me vi escrevendo para mulheres na maior parte do tempo. Isso evoluiu inconscientemente e, agora, você tem razão, especialmente quando o personagem tem de ser mais sério e a história é mais complexa, gravito em torno dos problemas das mulheres”, afirmo para “Timeout” de São Paulo.
Filmes juntos: “Sonhos de um Sedutor” (1972 – dirigido por Herbert Ross), “O Dorminhoco” (1973), “A Última Noite de Bóris Gushenko” (1975), “Noivo Neurótico, Noiva Nervosa” (1977), “Interiores” (1978), “Manhattan” (1979), “A Era do Rádio” (1987), “Um Misterioso Assassinato em Manhattan” (1993).

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– Mia Farrow
Se conheceram no outono de 1979, num jantar na casa do ator britânico Michael Caine. Ninguém teria imaginado eles juntos: ela, uma amante dos animais e das crianças; ele, um “workaholic” imerso nos rodagens. Depois de fazer o filme de terror Rosemary’s Baby, que a tornou conhecida, foi a atriz norte-americana quem dirigiu o primeiro elogio ao diretor. “Eu amo Manhattan”, disse pra ele. Pouco depois, moraria com o diretor por doze anos e atuaria em 13 de seus filmes, até descobrir que Allen mantinha um relacionamento com a filha adotiva mais velha do casal, Soom-Yi Pevin (com quem está atualmente casado).
Além disso, embora a versão oficial é que Ronan Farrow era o único filho biológico fruto da relação entre eles nos anos 80, Mia afirmou em entrevista à revista “Vanity Fair”, que o pai de seu filho Ronan pode ser Frank Sinatra, e não Woody Allen.
Filmes juntos: “Sonhos Eróticos de Uma Noite de Verão” (1982), “Zelig” (1983), “Broadway Danny Rose” (1984), “A Rosa Púrpura do Cairo” (1985), “Hannah e Suas Irmãs” (1986), “A Era do Rádio” (1987), “Setembro” (1987), “A Outra” (1988), “Crimes e Pecados” (1989), “Contos de Nova York” (1989), “Simplesmente Alice” (1990), “Neblina e Sombras” (1992). “Maridos e Esposas” (1992).

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– Scarlett Johansson
Sobre suas inspirações mais recentes, destaca-se a atriz, cantora e modelo americana, que começou trabalhar com o diretor com muita admiração, no filme “Vicky, Cristina, Barcelona” em 2008. Ali era uma americana que viaja com uma amiga (Rebecca Hall) para Barcelona de férias por três meses e lá conhecem o sedutor Juan Antonio (Javier Barden).
No set de filmagem ela diz que superou a relação de fã/ídolo com Allen, onde percebeu que “Os maneirismos de Woody e sua esperteza são clássicos. (…) Woody me surpreende o tempo todo. No filme, você vê seu lado neurótico, não o sensível“, avalia. Segundo Penélope Cruz, o diretor só dá meia hora para apreender o roteiro do filme e depois “ele bate a tua porta e você tem que o retornar pra ele”, disse para TV Movie.
Da jovem atriz americana, o diretor de Nova York ressaltou que “tem tudo. Ela é linda, sexy, engraçada, ela é uma boa atriz dramática e consegue cantar”.
Filmes juntos: “Ponto Final – Match Point” (2005), “Scoop – O Grande Furo” (2006), “Vicky Cristina Barcelona” (2008).

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– Penélope Cruz
Embora a atriz espanhola ganhou notoriedade nos anos 90 com os filmes do Pedro Almodóvar, como Carne Trémula, foi a parceria com o cineasta do Brooklyn nos últimos anos que lhe rendeu o único Oscar da carreira até agora.
Quando ela soube que Allen faria um filme na Espanha, Cruz veio lhe procurar para pedir o papel da desequilibrada mulher do personagem interpretado por Javier Bardem (marido de Cruz na vida real) em “Vicky Cristina Barcelona”.
Naquela época, Allen falou: “Ela é tão linda e é uma atriz tão forte. Achei melhor contratá-la imediatamente, enquanto ela estava interessada e antes que mudasse de ideia”.
Apenas 4 anos depois, filmaram “Para Roma com Amor”, onde a embaixadora da Lancôme afirmou que “Durante a filmagem, o meu maior prazer era sentar-me ao seu lado e ouvi-lo falar da sua vida, da sua hipocondria, de tudo e de nada. Poderia estar a ouvi-lo durante horas e a rir-me sem parar. À pergunta ´Como é que dormiste?´, ele é a única pessoa que eu conheço que responde ´do lado esquerdo, porquê?´. Tudo é assim com ele: uma risada sem fim”.
Filmes juntos: “Vicky Cristina Barcelona” (2008) e “Para Roma Com Amor” (2012).

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