Whore’s Glory - A Glória das Prostitutas - MISTURA URBANA

Whore’s Glory – A Glória das Prostitutas

Whore’s Glory é um documentário de 2011 dirigido por Michael Glawogger, sobre a vida de prostitutas em três pontos diferentes do mundo: Tailândia, Bangladesh e México. É um documentário que não se aventura no “conforto” da prostituição legalizada da Hungria ou de Las Vegas e surpreende por penetrar em locais secretos e inimagináveis, com altos índices de pobreza e violência, sob um olhar despido de preconceitos.

O filme se desenrola sobre a realidade das mulheres e impressiona pelo grau de intimidade dos depoimentos, além da fotografia estilizada, vibrante, com as cores saturadas em cenários de extrema pobreza. Cheio de confidências e pausas, é embalado por uma trilha sonora melancólica de PJ Harvey, Cocorosie, Antony And The Johnsons e outros.

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No começo o documentário mostra um país de maioria budista que abertamente explora a prostituição e o turismo sexual, onde algumas ruas tem vitrines com garotas minusculamente vestidas munidas de lanternas, dançando em postes e atraindo clientes. E garotas que vão para clubes onde batem cartão e passam o dia fazendo pele, cabelo, maquiagem e depois são exibidas num “aquário” para leilão de programas.
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A segunda cidade retratada é uma zona de prostituição em Bangladesh, de maioria mulçumana, onde mulheres de todas as idades vivem em minúsculos quartos sujos que compõem um grande pavilhão de prostituição autorizada, inclusive num contexto místico, por ser a única maneira dos homens não perderem os sentidos e estuprarem até as cabras. Nessas vielas sem nenhum saneamento básico ou abastecimento de água suficiente, mulheres trabalham pela própria sobrevivência desde crianças, muitas vezes filhas de outras prostituitas, vítimas de todo tipo de violência e sem nenhuma perspectiva de mudança.
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Se a princípio o filme choca com os hábitos e crenças orientais, na terceira parte retrata uma zona de prostituição mexicana na fronteira com os Estados Unidos em situações similares às do Brasil em pobreza, discriminação, exploração, misoginia, violência, religiosidade, crack.
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Em todos os lugares as mulheres questionam sobre a condição feminina, passado e futuro, ou a falta dele. É emocionante e perturbador.

O documentário foi vencedor do Prêmio Especial do Júri para Melhor Longa-Metragem no Festival de Veneza em 2011, e em 2012 ganhou por Melhor Documentário e Melhor Fotografia no Austrian Film Awards. No Brasil foi exibido durante a 36ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo.

*Achei para assistir em casa nessa semana mesmo nesse site muito legal aqui. ;)

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