Necessidades Iguais - MISTURA URBANA

Necessidades Iguais

banheiros
“Necessidades Iguais” é um projeto fotográfico que está apenas começando. Surgiu após relatos de episódios de intolerância em relação à utilização de banheiros públicos ou de estabelecimentos privados por pessoas trans*. O projeto, entre outras histórias, é inspirado na denúncia feira pelo cartunista Laerte no episódio em que foi impedido de utilizar o banheiro feminino numa pizzaria.
muriel783
(No dia da Visibilidade Trans* escrevi aqui sobre a segregação sofrida por indivíduos trans* e links interessantes para saber mais sobre o assunto.)

Até agora, as imagens foram feitas em São Paulo, Porto Alegre, Ilha Solteira, Bataguassu, Barcelona, Madrid e Londres e tem uma proposta é simples: fotografar a porta de cada banheiro e a privada dentro.

Na maioria dos lugares foram encontradas a mesma divisão binária que, como um muro, separa as pessoas em grupos pré-estabelecidos, sem permiti-las simplesmente serem quem são. Uma barreira fictícia, uma imposição que nos aparta naquilo em que somos mais iguais: as necessidades fisiológicas. A cada novo banheiro, a mesma percepção: não importa o que está escrito ou ilustrado no exterior, por dentro tudo é muito semelhante.

Então por que a divisão? 
É o que questiona a criadora do projeto, Maíra Kubík Mano, que ainda declara na apresentação do tumblr:  “Espero que esse projeto fotográfico, que continuará sendo atualizado pelos próximos meses, possa contribuir para um mundo sem cercas ou divisórias.”
necessidaesiguais

Maíra Kubík Mano (@mairakubik) é jornalista. Foi editora da versão brasileira do jornal Le Monde Diplomatique e da revista Sem Terra. Foi editora-assistente da revista História Viva e já escreveu para diversos veículos como Rolling Stone, Época, Caros Amigos, Carta Maior, Carta Capital, TPM, Brasil de Fato, Desafios do Desenvolvimento (IPEA), revista da ADUSP, OperaMundi e Nova Escola. Atualmente faz Doutorado em Ciências Sociais na Unicamp, na linha de pesquisa de Estudos de Gênero, e na Université Paris 7 – Diderot. Foi professora do Bacharelado em Gênero e Diversidade da Universidade Federal da Bahia (UFBA) e tem pós graduação em Gênero e Comunicação pelo Instituto de Periodismo José Martí, em Cuba, e em Leadership for Media and Democracy pela United Nations University – International Leadership Institute, na Jordânia.

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