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Festa do Senhor do Bonfim é registrada como Patrimônio Cultural Brasileiro - MISTURA URBANA

Festa do Senhor do Bonfim é registrada como Patrimônio Cultural Brasileiro


O Conselho Consultivo do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) aprovou, por unanimidade, o registro da Festa do Senhor do Bonfim de Salvador como Patrimônio Cultural Brasileiro, que agora junta-se ao samba de roda do Recôncavo Baiano, às baianas de acarajé e à capoeira.

A Festa do Bonfim tem origem na Idade Média, na península ibérica, associada à devoção do Senhor Bom Jesus ou Cristo Crucificado. O evento em Salvador acontece desde 1745 na Basílica Santuário Bom Jesus do Bonfim e atrai a maior quantidade de turistas para a capital baiana depois do carnaval.

Festa do Bonfim nos anos 40

Baseada na devoção do Senhor Bom Jesus ou Cristo Crucificado, a Festa do Senhor do Bonfim possui matrizes religiosas distintas: a católica e a afro-brasileira. A celebração que integra o calendário litúrgico e o ciclo de Festas de Largo da cidade de Salvador reúne ritos e representações religiosas (além de manifestações profanas e de conteúdo cultural), durante onze dias do mês de janeiro.

O cortejo acontece na segunda quinta-feira após o dia de Reis (6 de janeiro), e os festejos religiosos (novena) encerram no domingo após a lavagem. Fogos de artifícios anunciam o início da procissão. O cortejo tem a presença de baianas e fiéis que caminham desde a Igreja de Nossa Senhora da Conceição da Praia até o adro do Bonfim. No percurso, as baianas carregam água de cheiro, jarros de flores e vassouras. Carroças enfeitadas conduzem os devotos em um percurso de aproximadamente 8km. Milhares de pessoas vestem-se de branco para acompanhar o cortejo, em busca de proteção do Santo e das águas perfumadas. Ao chegar, as baianas lavam as escadarias e o adro da Igreja de Nosso Senhor do Bonfim com água perfumada e jorram a água sobre as cabeças de pessoas que buscam neste banho a purificação do corpo e da alma. Durante o resto do dia muitas pessoas continuam se dirigindo ao Bonfim, em blocos ou seguindo as carroças, e em pequenos veículos com equipamentos sonoros. No Bonfim, a festa prossegue com rodas de capoeira e samba, enquanto nas casas, os visitantes se deliciam com comidas populares, como o caruru, o cozido e a feijoada. Em seu lado religioso, a festa acontece com missas e novenas, durante todo o mês de janeiro, dedicadas ao Senhor do Bonfim, Nossa Senhora da Guia e uma trida de São Gonçalo.

“Mais que uma grande manifestação religiosa da Bahia, a celebração é uma referência cultural importante na afirmação da baianidade, além de representar um momento significativo de visibilidade para os diversos grupos constituidores da sociedade soteropolitana”, declarou em nota, o Instituto.

Festa do Bonfim em cartão postal de 1911.

Para saber mais sobre a Festa do Bonfim:
Festa do Bonfim. As origens da festa e da lavagem das escadarias da igreja
Festa do Bonfim. A primeira reportagem sobre a festa na mídia

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