Artista preso político na China mostra sua realidade na Bienal de Veneza - MISTURA URBANA

Artista preso político na China mostra sua realidade na Bienal de Veneza

Você conheceu um pouco do trabalho feito por Ai Weiwei quando ele veio ao Brasil em fevereiro desse ano (publicamos aqui) e ele é um pouco de tudo: viciado em redes sociais, ativista, fotógrafo, escultor e por aí vai.

Mas seu último projeto se deu de maneira um tanto, digamos, tensa. O que rolou foi que Weiwei foi preso pelo governo chinês acusado de evasão de taxas e pornografia devido aos seus trabalhos fotografando o próprio corpo nu. Desculpinha esfarrapada, visando que Weiwei é ferrenho crítico da opressão do governo de seu país.

Ele ficou 81 dias preso em 2011 e na verdade o que ajudou (e muito) em sua libertação foram pessoas em suas redes sociais sentindo a sua falta e o procurando, e depois se manifestando contra o seu desaparecimento.

E isso não rolou só na China, apreciadores de sua arte e outros artistas do mundo inteiro fizeram pressão para que ele aparecesse mesmo sem saber (mas desconfiando) onde ele estava. Em meio a tudo isso foi criado o movimento Free Ai Weiwei. E não é que ele apareceu?

Enfim, 2 anos depois, já há algum tempo de volta à ativa, Ai Weiwei teve sua experiência de prisão política exposta na Bienal de Veneza desse ano.

O cara reproduziu diversos de seus momentos preso em dioramas, ou seja, pinturas que dão a ilusão de profundidade, parecendo tudo muito real, para mostrar um pouco da realidade dos presos políticos na China.

Dá uma olhada no trabalho dele aí embaixo e lembrando que Ai Weiwei ainda está com seu passaporte confiscado e não pode deixar a China, tanto que quem o representou na Bienal de Veneza foi sua mãe, Gao Ying.

 

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