Como ser mãe sendo aquela que "ficou pra titia" - MISTURA URBANA

Como ser mãe sendo aquela que “ficou pra titia”

As crianças estão por toda parte na minha vida. Elas me fazem ser otimista neste mundo escravocrata. Me sinto mais feliz e mais forte vendo todo amor que elas recebem. Eu sei e sinto que toda qualidade de afetos e saberes que recebem fará delas uma geração mais aberta, mais forte, mais bonita e muito mais sábia que a minha.

Meus amigos se tornaram pais incríveis (o filme no fim deste post do artista multimídia Marcelo Monteiro sobre Theo e a Vanessa prova isso!). E eu me tornei a tia babona. Não sou mãe, mas me sinto irmanada de todas as amigas mães. Quero que elas se amem e se cuidem. Dou meu afeto e tempo para que elas sejam felizes.

Ser mãe é um trabalho. Ser mãe é o “trabalho” mais importante que uma mulher pode ter. Se cada mãe pudesse viver este processo com calma, respeito e cuidado todo ser humano seria mais tranquilo e completo.No meu planeta, ser mãe é um trabalho remunerado com carga horária de dedicação exclusiva.

A única revolução possível que pode transformar este mundo de plástico e escravidão em um planeta biodegradável, com gente capacitada para amar, é a revolução empreendida por pais e mães.
Eu tenho orgulho de todas as mulheres e homens que sabem desta responsabilidade, que a aceitam e encaram com força e sabedoria. Em um planeta ideal, em que ser mãe fosse tão importante quanto ser qualquer profissional insubstituível, a violência seria próxima a zero.

Eu não sou um destes corajosos. Eu sou aquela que fica na retaguarda, dando beijos, abraços e toda minha atenção para os pequenos e os grandes. Escolhi ser a tia legal. E amo profundamente, com amor de mãe, cada um dos meus sobrinhos emprestados!

E olha que feminista: diferente do que me ensinaram a vida inteira, descobri que “ficar pra titia” é uma delícia. Quem sabe um dia eu mude de papel, mas por ora eu só tenho a agradecer a todas as mães e pais lindos que estão construindo comigo um planeta menos escravocrata.
PARABÉNS!

Comments

comments

0 Comentários

Junte-se a conversa →

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *