A VOLTA DA PAULICEIA DESVAIRADA – Sessão Especial na CINEMATECA BRASILEIRA no DIA MUNDIAL DE COMBATE À HOMOFOBIA - MISTURA URBANA

A VOLTA DA PAULICEIA DESVAIRADA – Sessão Especial na CINEMATECA BRASILEIRA no DIA MUNDIAL DE COMBATE À HOMOFOBIA

O longa-metragem documentário “A Volta da Pauliceia Desvairada” terá sessão especial na Cinemateca Brasileira, em São Paulo, no próximo dia 17 de maio, contando com o curta “Arlequinal!” como filme de abertura.

Vale destacar a data da sessão: 17 de maio, Dia Mundial de Combate à Homofobia. Em 17 de maio de 1990, a Organização Mundial de Saúde excluiu o termo homossexualidade da Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados com a Saúde.

Vinte e três anos depois, torna-se fundamental que essa data continue impulsionando o combate à homofobia – num momento em que, no Brasil, a sociedade se depara com inacreditáveis propostas e projetos de leis que visam reclassificar a homossexualidade como doença e propõem a legalização da “cura” da mesma.

Em meio à enxurrada de senadores, deputados e bancadas religiosas que se dedicam a essa surrealista “causa”, a comunidade LGBT continua viva, mostrando sua cara e buscando cada vez mais mostrar e revelar o amor que sim, agora, ousa dizer seu nome em alto e bom som. E é o que fazem os personagens de “A Volta da Pauliceia Desvairada”.

O LONGA
Produzido e dirigido pelo cineasta Lufe Steffen, “A Volta da Pauliceia Desvairada” monta um mosaico da noite LGBT paulistana, e foi rodado em 2012, como resultado de um prêmio do Proac LGBT do Governo do Estado de São Paulo.

SINOPSE
Documentário épico sobre a vertiginosa e incansável noite gay de São Paulo nos dias atuais. Um road movie notívago movido a festas, música, moda, redes sociais, beijos, pessoas… tudo orquestrado pela grande metrópole paulistana.

Projeto realizado com o apoio do Governo do Estado de São Paulo, Secretaria da Cultura, Programa de Ação Cultural 2011

ENTREVISTAS
Ao longo das gravações, a equipe entrevistou mais de cem pessoas, entre empresários da noite, promoters, DJs, hostess, drag queens, freqüentadores, jornalistas e formadores de opinião. Entre os entrevistados, surgem drags lendárias como Silvetty Montilla e Salete Campari; DJs marcantes da noite de SP, como André Pomba e Bispo; jornalistas e escritores como Vitor Ângelo – autor de “Aurélia, a Dicionária da Língua Afiada”, que catalogou gírias e expressões verbais da comunidade LGBT –, e artistas como o cantor e compositor cearense Daniel Peixoto ou a cantora argentina Coca – ambos residentes em São Paulo há algum tempo.

LOCAIS
A equipe visitou cerca de cinqüenta estabelecimentos em São Paulo, entre bares, boates, casas noturnas e espaços do gênero. E radiografou locais históricos que hoje já não existem mais – o clube Vegas, na Rua Augusta, foi fechado meses depois das gravações, e o lendário Bar do Netão, também na Augusta, seguiu o mesmo caminho. Ainda, festas como a Discotexxx e a Sem Loção mudaram de endereço – assim, o filme faz um retrato da mutante e nômade noite gay de SP.

Ao longo da projeção, o espectador visita locais marcantes desse universo, como o clube A Lôca, a boate Nostro Mondo – a casa gay mais antiga da cidade, aberta em 1971 –, o Bailão, a festa Ursound, a badalada The Week, os bares da Avenida Vieira de Carvalho, no centro da cidade, e por aí afora.

PROAC
O filme foi contemplado com o Edital de Promoção das Manifestações das Sexualidades, uma iniciativa do Proac do Governo de São Paulo, em 2011. Foi rodado no início de 2012, e o objetivo do projeto é retratar, através do filme, todo esse universo noturno LGBT da cidade, colocando no foco da câmera gays, lésbicas, bissexuais, travestis, transexuais, transgêneros e também heterossexuais – mostrando que a noite de SP é hoje uma das mais diversificadas e ecléticas, apesar da recente onda conservadora que tenta brecar os avanços da comunidade LGBT.

O CURTA
Abrindo a sessão na Cinemateca, acontece a estreia mundial do curta-metragem “Arlequinal!”, também dirigido por Lufe Steffen.

O curta foi rodado nos intervalos das gravações do longa, utilizando a mesma equipe. Estrelado pelo ator Eduardo Gomes, o filme é um monólogo urbano que busca a linguagem da poesia em pleno caos da metrópole paulistana.

Gravado em 2012, ano em que se celebraram os 90 anos da Semana de Arte Moderna de São Paulo, e também 90 anos do lançamento do livro de poemas “Pauliceia Desvairada”, de Mário de Andrade, o curta faz uma conexão direta com a obra do escritor, um dos pais do Modernismo.

Assim, diversas poesias do livro de Mário são interpretadas pelo ator, que as declama em meio à turbulência da noite LGBT da cidade. Poemas como “Tristura”, “Rua de São Bento”, “Colloque Sentimental” e “Ode ao Burguês” ganham vida na interpretação passional de Eduardo Gomes.

Serviço:
ARLEQUINAL! / A VOLTA DA PAULICEIA DESVAIRADA
Sessão especial na Cinemateca Brasileira
17 / 05 / 13 – Sexta – 20h30
Largo Senador Raul Cardoso, 207 – Vila Clementino
Entrada: R$8 e R$4
Duração da sessão: 105 minutos

A VOLTA DA PAULICEIA DESVAIRADA
São Paulo / SP / Brasil / 2012
95 minutos / cor / HD / falado em português / documentário

ARLEQUINAL!
São Paulo / SP / Brasil / 2012
10 minutos / cor / HD / falado em português / ficção

FICHA TÉCNICA ( ambos os filmes )
produção & direção LUFE STEFFEN
assistente de direção & produção RUI CALVO
direção de fotografia THAISA OLIVEIRA
câmeras THAISA OLIVEIRA / BRUNO RISAS
som direto TOMÁS FRANCO / GUILHERME ASSIS / HENRIQUE CHIURCIU
assistente de gravação VITOR BORYSOW
créditos / design / still GUSTAVO STEFFEN
edição & montagem JOSÉ MOTTA / LUFE STEFFEN

 

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  1. […] épico de Lufe Steffen sobre a vertiginosa e incansável noite gay de São Paulo nos dias atuais. Road movie notívago […]

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