Likes não salvam vidas - MISTURA URBANA

Likes não salvam vidas

Dinheiro salva. Isso é o que diz a nova campanha da Unicef na Suécia e olha, ainda bem que é lá por que se fosse por aqui já ia ter gente crucificando.

O que rolou foi que a Unicef nórdica resolveu bater de frente com algo que hoje é “lindo e legal” na internet: os benditos likes. A nova campanha da entidade tem como foco o combate a poliomelite e através de um vídeo de 40 segundos, Raim, um menino de 10 anos, conta uma breve história.

Ele precisa ajudar seu irmão mais novo pois o mesmo tem poliomelite (paralisia infantil) mas ironicamente ele se diz não muito preocupado pois a página sueca da Unicef tem mais de 170 mil likes (além de muitos likes nos posts).

Ainda segundo o comercial, cerca de R$ 15 seriam suficientes para comprar vacinas para 12 crianças portadoras de poliomelite. Agora eu me pergunto: Com quantos likes se compra vacina para salva uma criança?

Gostei demais da campanha e realmente só acho que ela funcione em países de mente mais aberta. Como disse no começo do texto, se fosse no Brasil, onde a gente acha que curtir a página da Unicef ou qualquer outra instituição social é fazer muito, essa organização já estaria sendo crucificada, detonada e com certeza o número de likes da página cairia vertiginosamente.

Infelizmente nós brasileiros, um povo tão engajado no Facebook (principalmente quando se trata de querer parecer bonzinho), não fazemos muita coisa quando se trata da realidade. Segundo uma pesquisa do jornal A Gazeta do Povo, em 2011 apenas 33% dos brasileiros contribuíam de alguma forma com uma instituição social.

Abaixo você confere o comercial da Unicef Suécia em sua campanha “Likes não salvam vidas, dinheiro salva” contra a poliomelite.

 

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