NEON MARGINAL - MISTURA URBANA

NEON MARGINAL

A cidade é um livro escrito e reescrito, todos os dias. As placas, as vitrines, os pixos compõe a literatura urbana coletiva. O artista Daniel Bernardinelli no futuro, poderá ser uma das fontes dos antropólogos ou críticos literários que desejarão ler as cidades do nosso tempo.

Daniel é um colecionador. Seu acervo é composto pelas palavras de neon que inscrevem nas noites paulistanas muitos significados.

Dos puteiros às floriculturas, as palavras compõe uma coleção heterogênea que o artista disponibiliza nesta página do Flicker.

Palavras dispersas pelas avenidas, juntas, recriam o que a Paulicéia Desvairada do século XXI deseja comunicar: uma polifonia de cores, sentidos, tipografias e formas que o artista consegue capturar. Quem sabe os antropólogos do futuro consigam desvendar.

Não pude resistir e, para a fotografia lá do começo do texto, ousei escrever um micropoema:

Era neon
o vermelho da flor

Neste link tem um breve e bem feito documentário que conta mais detalhadamente as intenções do artista (Clica ai que vale a pena!)

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