Reflexões no Fim do Mundo - MISTURA URBANA

Reflexões no Fim do Mundo

texto por Eduardo Salles Pimenta Filho

No ano passado, o mundo se questionava sobre a possibilidade do fim do mundo conforme a profecia Maia, que previa o fim em 21 de dezembro de 2012. Muitos brincaram que pegariam empréstimos financeiros ou financiariam bens caríssimos, já que com o término do mundo não seria possível a cobrança da dívida.

Brincadeiras a parte, o aspecto intrigante são as reflexões próximo ao eventual fim da vida, já que o Ser humano é um dos poucos animais que percebem a lógica do nexo causal, ou seja, detecta o resultado do reflexo de uma ação, antes que essa ação produza tais reflexo (previsibilidade), sobressaindo as percepções temporais. Por conta disso é um Ser que planeja o futuro mesmo este estado temporal não sendo concreto, resultando em expectativas e perspectivas baseadas no irreal. Essa característica humana capacita no presente a reflexão do pós-resultado (a consciência da morte iminente, estando em vida), levando ao indivíduo a pensar, avaliar, julgar os feitos de sua vida. Em muitos casos, surge assim os arrependimentos antes da morte.

Sobre esse assunto, a enfermeira australiana Bronnie Ware publicou um livro intitulado “The Top Five Regrets of The Dying”, traduzindo “Os cinco maiores arrependimentos dos que estão morrendo”, em que ela relata experiência com pacientes terminais incluindo suas reflexões. Esses cinco maiores arrependimentos consiste no arrependimento de não ter tido coragem de viver a vida que se deseja e não viver a vida que os outros esperavam que tal pessoa vivesse; arrependimento de ter trabalhado muito; arrependimento de não ter coragem de expressar os sentimentos; arrependimento de não ter mantido contato com os amigos; e arrependimento por não ter se permitido ser feliz. Perceba que todas seguem a causa da falta de ação em vida pelo o indivíduo que está arrependido, e a renúncia do fingimento, do falso “eu”, que contaminou a verdadeira essência da pessoa a vida inteira.

Por isso para ser si próprio é necessário ser forte, além de honesto com a própria essência e com os sentimentos para não ter arrependimentos, para ser feliz.

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