Reflexo comportamental social do fator Corinthians - MISTURA URBANA

Reflexo comportamental social do fator Corinthians




texto por Eduardo Salles Pimenta Filho

Nesse último domingo, dia 16 de dezembro de 2012, a vitória do Sport Club Corinthians Paulista, representante sulamericano na final do Mundial de Clubes realizado pela a FIFA (Fédération Internationale de Football Association), demonstrou paixão e fanatismo por parte de seus torcedores. Isso já de conhecimento de todos, com a exibição dos gritos desses torcedores, como “Vai Corinthians!”, “Aqui é Corinthians!”, entre outros.

Ocorre que tal comportamento de demonstração; exibicionismo de fanatismo ultrapassa os limites comportamentais relacionado ao futebol. As vitórias do time para a classe mais pobre vai além da simples vitória no esporte, mas para muitos cidadãos dessa classe se trata de uma questão de autoestima, por isso tão vibrado honestamente por aqueles que assim sentem.

Os torcedores mais antigos seguem torcendo como antes, com o coração, mas os novos (ou os que vão e voltam), os torcedores “oba-oba”, só ficam entusiasmados com a festa. E é exatamente nesse sentido que ocorre a propagação do comportamento fanático, mesmo não sendo uma manifestação honesta (no sentido de sinceridade em essência), mas somente seguir o padrão Corinthians de fanatismo, esse são os “torcedores cordeiros”.

O reflexo prático social é semelhante ao regime fascista, em que só se segue a ideologia que está imperando no cotidiano, demonstrando a fraqueza interna concomitante com a carência, com a necessidade de aceitação em determinados círculos sociais e o receio de exclusão. Sendo o futebol um esporte adorado no Brasil, um comportamento fanático de torcedor tem seu status por aqui.

O Corinthians é um time que desde sua fundação está relacionado com a classe operária, surgindo da paixão de cinco (5) empregados da São Paulo Railway, entusiasmados após assistir o jogo do Corinthian Football Club da Inglaterra (melhor time do mundo na época), em turnê pelo o Brasil na época. Esse padrão Corinthians de torcer é histórico, realmente a forma de seus “torcedores verdadeiros” de torcer é diferente de outras torcidas, refletindo também no padrão de jogo do time, em que se valoriza o jogo esforçado, aguerrido ao invés do jogo bonito. E tal padrão corinthiano está na moda, o Corinthians está na moda.

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