“A beleza salvará o mundo” - MISTURA URBANA

“A beleza salvará o mundo”

Bem, esta crônica eu escrevi para a edição #13 da revista Très (www.revistatres.com.br), e como saiu antes do dia 21 de dezembro e a crônica ficou bem bacana, resolvi publicá-la aqui no MU mesmo assim. É sobre o fim do mundo e espero que vocês apreciem.

Mito ou verdade. Profecia ou ciência. E se um dia o mundo de fato acabar? Você já imaginou?

            Bem, segundo a terceira profecia maia (são sete, no total), estamos prestes a desaparecer da face da Terra em breve, mais precisamente, no dia 21 deste mês de dezembro. Diz a profecia que uma onda de calor aumentará a temperatura do planeta provocando mudanças climáticas, geológicas e sociais de magnitudes sem precedentes e a uma velocidade assombrosa.

Já a NASA divulgou vários vídeos na internet, dando uma série de explicações para justificar por que o mundo não vai acabar em 2012. Quem afirma isso é o cientista Don Yeomans, que desmente todos os cenários apocalípticos previstos para este ano. Além de desmascarar o mito de que o calendário maia termina em 21 de dezembro de 2012, ele desmente a hipótese de a Terra ser atingida por algum planeta desgovernado, também a possibilidade de uma mudança magnética polar mudar a trajetória do globo terrestre e a teoria de que uma labareda solar irá nos consumir.

Há 131 anos, o escritor e romancista russo Fiodor Dostoievsky escreveu a célebre frase do título “A beleza salvará o mundo”, que por muitos anos, seu conterrâneo e também escritor, Alexandre Soljenitsyne, tentou desvendar.

Ainda que tenha sentido mesmo isolada, porque desejamos que a beleza conquiste mais espaço, tempo e importância, quem livremente optaria pelo feio? Para interpretá-la, neste sentido, o mundo há de ficar convencido pela beleza (belos discursos, bela literatura, enfim, arte).

O Papa João Paulo II também citou essa frase na “Carta aos Artistas” de 1999, quando disse que a beleza, o assombro e o entusiasmo andam juntos. E assim proferiu: “Já no limiar do terceiro milênio, desejo a todos vós, artistas caríssimos, que sejais abençoados, com particular intensidade, por essas inspirações criativas”. A beleza, que transmitireis às gerações futuras, seja tal que avive nelas o assombro. […] Precisamente neste sentido foi dito, com profunda intuição, que “a beleza salvará o mundo”.

Uma pessoa que sabe estabelecer relações criativas com os outros, com a arte e com a natureza, é capaz de salvar-se, neste sentido não estritamente religioso, mas quando de fato salvar-se é escapar do inferno da mediocridade e desfrutar da saúde (psíquica, moral, metafísica) de ser. Sendo assim, por amor à arte, salve-se quem puder!

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