6 ideias fascinantes de tecnologias para o futuro - MISTURA URBANA

6 ideias fascinantes de tecnologias para o futuro

Tecnologia – Entretenimento – Design

Desde 1984, a série de conferências TED (Technology Entertainment and Design) se dedica ao lema “ideias que valem a pena espalhar”. A organização reúne dezenas de filósofos, cientistas e qualquer um que tenha uma ideia verdadeiramente inovadora em conferências internacionais que acontecem duas vezes por ano.

O objetivo é que estas pessoas divulguem como e o que pensam, em apresentações que podem durar apenas 5 ou até 60 minutos. O Mistura Urbanda reuniu seis ideias fascinantes, apresentadas em edições recentes do evento, e que podem contribuir para o futuro da ciência, tecnologia, e também do planeta é claro. Confira nas imagens:

O daltônico que “escuta” as cores

O catalão Neil Harbisson nasceu com uma rara condição de daltonismo chamada acromatopsia, que nunca permitiu que ele enxergasse cores além de tons de cinza. Há alguns anos, contudo, com a ajuda dos cientistas Adam Montandon, Peter Kese e Matias Lizana, ele desenvolveu uma espécie de olho eletrônico que transforma as cores em sons.

O sensor detecta a frequência da cor que está em frente ao seu olho e envia para um chip, que fica na parte de trás da sua cabeça. Através da condução óssea, Harbisson é então capaz de “escutar” as cores que antes via apenas em cinza.

Em sua TEDtalk, que aconteceu em junho deste ano, ele mostrou ainda que também consegue “escutar” a beleza, seja em algum quadro de Picasso, por exemplo, e ver cores até na música. “Mozart se tornou uma experiência amarela”, disse durante sua apresentação.

Diagnóstico de Parkinson com apenas um telefonema

O matemático Max Little desenvolveu um simples teste para diagnosticar o mal de Parkinson: através da análise do movimento das cordas vocais de uma pessoa. Segundo ele, da mesma maneira como os membros do corpo são afetados, as pregas vocais também exibem os sinais de tremor irregular, típicos da doença.

Segundo ele, através de um microfone digital e um software de precisão, é possível diagnosticar a doença. O teste poderá ser feito de casa, com apenas um telefonema. Para dar os primeiros passos no desenvolvimento do teste, Little inaugurou o projeto Parkinson’s Voice Iniciative.

A iniciativa oferece números de telefones para os quais voluntários podem ligar para ajudar a catalogar vozes e construir um banco de dados. Brasileiros também podem acessar o site do projeto, que tem um número específico para o país.

Bactérias mineradoras

O bioengenheiro Damian Palin lida com bactérias e, ao observar o processo de metabolização no qual elas criam carga elétrica, Palin percebeu que os microrganismos são capazes de atrair metais ao seu ambiente. Ao se acumularem estes metais acabam formando depósitos minerais na superfície destas bactérias.

Trabalhando com cientistas de Cingapura, Palin associou essa técnica à dessalinização da água. Com a salmoura que sobra do processo, foi possível aplicar as bactérias e acumular metais como cálcio, potássio e magnésio.

Até 2060, Cingapura quer produzir 900 milhões de litros de água potável. Em termos de magnésio apenas, explicou ele, a quantia acumulada pode representar até 4,5 bilhões de dólares para o setor minerador. “E isso em um país que não tem qualquer recurso natural”, concluiu.

Arqueologia feita do espaço

A arqueóloga, especializada em Egito, Sarah Parcak, escolheu uma maneira curiosa de encontrar rastros do passado em território egípcio: através do uso de satélites que, do espaço, capturam imagens de áreas extensas antes de serem escavadas.

Com as imagens, capturadas por satélites da NASA, sua equipe conseguiu mapear um terreno imenso em Fayum, Egito, em busca de alterações que pudessem sinalizar vestígios de uma antiga cidade chamada Itjtawy, perdida há milhares de anos.

O local ainda está em processo de escavação. Mas, segundo Parcak, em sua TEDtalk que aconteceu em março de 2012, fortes traços de ocupação, datando a época na qual a cidade foi a capital do Egito, já foram encontrados.

Robô que voa como uma gaivota

Inspirados pela natureza, os pesquisadores de uma empresa alemã chamada Festo desenvolveram um pássaro robótico que voa igualzinho a um pássaro. O objetivo era o de desenvolver novas tecnologias no campo da automação.

O time, liderado pelo engenheiro Markus Fischer, escolheu a gaivota para servir de modelo do SmartBird. O robô tem envergadura de dois metros, pouco mais de um metro de comprimento e pesa apenas 450 gramas.

Feito em fibra de carbono, o pássaro tem um motor que apenas movimenta as asas de maneira coordenada. É a propulsão produzida pelo bater destas asas que impulsionam o robô a voar exatamente como uma gaivota.

Cultivar as próprias roupas

A designer Suzanne Lee levou o processo de desenvolvimento das suas roupas para um novo nível: ela literalmente cultiva suas próprias peças com a ajuda de um processo de fermentação de microrganismos.

Através de um líquido chamado kombucha, mistura que inclui bactérias, fermentos e outros microrganismos, e que acaba por fermentar, nano-fios de celulose são produzidos. Estes fios, com o tempo, acumulam-se em camadas e produzem uma espécie de tapete que é então colocado para secar, virando couro vegetal ou um papel transparente.

Depois deste processo, a designer pode optar por dois caminhos: pegar o material seco e costurá-lo normalmente ou usá-lo molhado, deixando o secar em um molde, no qual a malha forma as costuras naturalmente.

 

 

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