Você tem senso de ridículo? - MISTURA URBANA

Você tem senso de ridículo?

Texto enviado por Eduardo Salles Pimenta Filho

O diferente, em primeiro momento, é facilmente identificável pela cognição humana, por ser o contraste ao comum. O problema ocorre quando não se sabe conviver, respeitar, aceitar essas diferenças sejam físicas, religiosas, étnicas, morais e comportamentais. Esse “comum” baseia-se no senso comum da sociedade (gostos; costumes. hábitos) onde se vive, e, o ser humano sendo um ser social (interdependência de indivíduos para a sobrevivência), tem receio de contraria justamente pelo o risco de sofrer a exclusão de um círculo social, assim seguem o senso comum.

Por esta razão, em diversos seguimentos da sociedade, ao tentar o diferente, fugindo do convencional, (como um corte de cabelo ou uma peça de roupa), se é reprimido por diversas formas (com deboches, sarcasmo e chacotas), em todas as faixas etárias. Seja pelo adolescente que corta o cabelo de diferente do comum; seja pelo o indivíduo de idade mais avançada querer fugir do convencional de sua faixa de idade (como uma “coroa” que usa – definida pela sociedade – roupas de garotas), ele será moralmente e socialmente reprimido. Perceba que se trata da individualidade de alguém, ou seja, da subjetividade humana.

É curioso o questionamento que normalmente fazem: “Você (ou ele/ela) não tem senso de ridículo?”

Se os Estilistas, Fashionistas (profissionais da moda em geral), Atores, Músicos de música alternativa (Indie Rock, Eletropop), Pintores, Escultores, Arquitetos, Escritores e Pensadores inovadores tivessem “senso de ridículo”, nenhuma criação, mudança, inovação teria ocorrido! Tudo seguiria o convencional, o seguro, o “correto”, perpetuando comportamentos, ideias, teorias e concepções conservadoras.

É de conhecimento de todos que para iniciar uma revolução em qualquer seguimento da sociedade, requer-se autoestima (confiança nas percepções e conclusões da subjetividade), um perfil firme, convicto (seguir o próprio coração e ter fé são indispensáveis), justamente por contrariar a maioria seguidora e mantedora da concepção velha. Não faltarão obstáculos repreensivos objetivando manter o mesmo, que se baseia na falsa concepção de que é o “seguro”.

O “senso de ridículo” e ou “semancol, só tem sentido para quem segue a mesmice intelectual, a mesmice da vida! Segue em um conservadorismo invasivo motivado pelo o incomodo ao diferente do convencional, culminado com a frustração e o conformismo, tentando impedir o bem estar subjetivo alheio. Ridículo, feio, idiota e imbecil é querer padronizar a felicidade dos outros!

Comments

comments

0 Comentários

Junte-se a conversa →

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *