Um Brasil de pequenos imperadores - MISTURA URBANA

Um Brasil de pequenos imperadores

Já somos mais de sete bilhões de pessoas vivendo no planeta Terra – a mídia não cansa de alertar isso o tempo todo – o Fantástico, por exemplo, diz que a lotação está esgotada.  Muitos cientistas acreditam que a Terra tem uma capacidade de carga de 9 a 10 bilhões de pessoas.

Um desses cientistas, o sociobiologista Edward O. Wilson baseia sua estimativa em cálculos dos recursos disponíveis do planeta. Além da limitada disponibilidade de água doce, há de fato restrições sobre a quantidade de comida que a Terra pode produzir. Mesmo no caso de máxima eficiência, em que todos os grãos cultivados fossem dedicados aos seres humanos para alimentação (em vez de gado), ainda há um limite.

Em agosto, comemora-se o dia dos pais no Brasil. Nesse contexto, entra a polêmica política adotada pela China:  a política do filho único. Lançada pelo governo chinês no fim da década de 1970, consiste numa lei segundo a qual fica proibido a qualquer casal ter mais de um filho. Casais que tem mais de um filho são punidos com severas multas.

Existem hoje, cerca de 80 milhões de filhos únicos na China, conhecidos como “pequenos imperadores”. É uma tentativa de controlar o crescimento da população, que já passou a casa de um bilhão e 300 milhões de pessoas, e facilitar o acesso do povo a um sistema de saúde e educação de qualidade. Na Índia e no Japão, políticas assim já ocorrem para controlar a natalidade e também garantir a saúde e educação da população.

Países de primeiro mundo como os Estados Unidos e os países da Europa não precisam de políticas  assim, pois normalmente as famílias têm no máximo dois filhos por casal, pensando em melhor educá-los. É uma questão polêmica, e digna de se pensar. Com um planeta onde, segundo a ONU, o número de famintos ultrapassa o impressionante número de um bilhão, quem se posiciona a favor da política de filho único é chamado de “egoísta”. Mas, pensemos. Egoístas não seriam aqueles que têm muitos filhos, em detrimento das pobres gentes que passam fome?

Só no Brasil, segundo o IBGE, o número de famintos é de 14 milhões. E as famílias brasileiras, isoladas nos afastados rincões da nação, têm 3, 4 e até 5 filhos, sem estrutura nenhuma para criá-los. Infelizmente, ter muitos filhos neste país é sinônimo de lucro para a família com as políticas do “Bolsa Família” e “Fome Zero”.  Ou seja, está tudo errado. Trazer um filho ao mundo é uma responsabilidade muito grande. É muito melhor criar, educar e garantir comida para um, do que deixar três ou cinco passando fome e sem acesso à boa educação. Queremos sim, um Brasil cheio de “pequenos imperadores” do que farto de miseráveis.

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