Que bom “não ter nada para se fazer” no interior! - MISTURA URBANA

Que bom “não ter nada para se fazer” no interior!

texto enviado por Eduardo Salles Pimenta Filho

As diferenças que existem entre cidades pequenas do interior e cidades cosmopolita (como São Paulo) são diversas, como centro de lojas famosas; concentração de lanchonetes famosas mundialmente; horário de funcionamento do comércio, entre outras diferenças.

Alguém que esteja acostumado com o cotidiano corrido e frenético de São Paulo, perceberá o contraste (além do ritmo do cotidiano de uma cidade pequena do interior) das opções de entretenimento, e muitas vezes, não gostando, achando entediante, já que não é o ambiente em que se está acostumado. Essa percepção de contraste também se aplica a alguém que seja de uma cidade pequena do interior e vai para São Paulo, porém diferente no sentido de experiência agregadora, já que está tendo contato com opções de entretenimento que não existem na sua cidade, causando euforia pelo aumento dessas opções.

Dentro de todo esse contexto, ocorre uma situação curiosa que dependerá da observação dos mais sensíveis no tocante as relações humanas, que é o desenvolvimento da capacidade de se relacionar, interagir, e, consequentemente, acolher.

Centros urbanos como São Paulo dispõem diversas opções para entretenimento individual, que podem ser praticadas coletivamente (baladas, cinemas, teatros, casa de shows), mas não é um entretenimento de interação humana, que facilite a sociabilidade, são entretenimentos praticados individualmente mesmo estando com amigos (como ir ao cinema com amigos; todos assistem o filme juntos, mas não conversam durante, o que é natural pela forma que se assiste um filme. Por isso é uma experiência individual, telespectador e a obra, mesmo estando em grupo.), assim não tendo interação profunda com o outro indivíduo (o que, normalmente, já faz parte do cotidiano de São Paulo que é tão corrido), como uma troca de ideias, troca de experiências, resultando em indivíduos superficiais, “vazios” para uma rica conversa.

No interior, uma cidade pequena, de aproximadamente quarenta (40) mil habitantes, não possui a variedade de opções de entretenimento como São Paulo, em decorrência disso, esses habitantes desenvolvem uma capacidade maior de interação humana (já que não tem muita opção de entretenimento), tornando-se pessoas mais sinceras e profundas no que envolve a interação. Se valoriza mais as relações sociais humanas como reflexo da falta de opções de entretenimentos comuns nos grandes centros urbanos.

Que bom “não ter nada para se fazer” no interior!

Comments

comments

0 Comentários

Junte-se a conversa →

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *