Os corpos e as cidades - MISTURA URBANA

Os corpos e as cidades

O que é vivo na cidade e o que é morto? O que é orgânico e o que é concreto? O que é movimento e o que é mobilidade? Como nos movemos na cidade? Como a cidade sugere, obriga, propõe e exclui a movimentação dos corpos?

Parecem perguntas abstratas, né? Chatas, né? Acadêmicas, né?

Mas não são. Porque todos nós vivemos indo e vindo de um canto a outro das cidades.

Aliás, as cidades, são um modelo em colapso. São a ruína com a qual convivemos, sobre a qual andamos. A ruína, mesmo mal feita, mal projetada, desrespeitada, é nosso lar.


Pensando sobre isso a partir do meu corpo descobri que a relação do corpo com a cidade é meu tema. É meu desejo atual de pesquisa.
Tenho, então, feito o meu corpo se mover pelos espaços públicos: metrôs, ruas, avenidas, rios, praias, etc.

Eu filmo tudo e monto vídeodanças.

Tenho feito uma série, que está em processo. Um dia eu mostro estas minhas loucuras solitárias que fazem as pessoas não entenderem nada. kkkkk


Mas o que eu quero (e preciso) compartilhar hoje com vocês foi uma performance que realizei com 3 artistas de Porto Alegre. São 3 figuras especiais que estudam, brincam, jogam e experiementam comigo a cidade – a Carla Vendramin, a Letícia Coelho e o Paulo Guimarães.


Fizemos uma performance em um espaço de arte novo em Porto Alegre (que nem nome tem).
A performance aconteceu durante o evento de abertura do espaço em que vários artistas bem interessantes mostraram seus trabalhos – fotos, xilos, performances, desenhos etc.

Compartilho com vocês a vídeo dança que registra o começo deste meu desejo de corpo e cidade, desejo despertado pela Carla Vendramin, durante uma oficina de criação no MEME.

Vá lá, assiste, sem preconceito. 

É estranho, é diferente, mas tem uma beleza que pode te fazer pensar.

*Fotos de Luciano Montanha.

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