Centenário de Mazzaropi - MISTURA URBANA

Centenário de Mazzaropi

Dia 9 de abril foi o centenário do cineasta brasileiro Amácio Mazzaropi. Não apenas cineasta, Mazzaropi iniciou sua carreira no circo e desde a infância teve contato com a cultura caipira. Também trabalhou no teatro com sua companhia, a Troupe Mazzaropi, e no rádio, ao vivo, na Rádio Tupi. Dono de uma boa voz, como se conhece nos filmes, gostava de cantar valsa, MPB e seresta com os amigos.

Em sua carreira cinematográfica Mazzaropi fez 32 filmes, trabalhando como ator, diretor, produtor e roteirista. Seu cinema, extremamente popular, era desprezado pela crítica e intelectuais da época, considerado superficial e antiquado. Não se preocupava em agradar a crítica, enriqueceu fazendo cinema: levava de 3 a 6 milhões de espectadores aos cinemas do Brasil entre os anos 50 a 80. Seu filme O Corintiano, de 1966, foi recorde de bilheteria. Comunicava muito bem com o povo e seus filmes abordavam questões políticas, religião, racismo, ecologia, a vida urbana e o caipira. Construiu personagens que pertenciam ao imaginário popular como Pedro Malazartes e Jeca Tatu.

Após passar por algumas produtoras, fundou seu próprio estúdio de cinema e lançou um filme por ano até sua morte em 1981. Era carismático com o público e muito bom nos negócios, controlava suas produções de perto e na vida pessoal era muito sério, econômico, de poucos amigos e com um ótimo faro comercial.

Morreu aos 69 anos, vítima de um câncer de medula óssea. Era homossexual e nunca se casou, ao contrário do que que Wikipédia afirma, Mazzaropi jamais foi casado com Geny Prado, seu par romântico na maioria dos filmes. Deixou um filho adotivo, Péricles Mazzaropi, que faleceu nos anos 90. Após sua morte, seus filmes passaram a ser valorizados pela crítica, cumprindo assim uma “profecia” sua:

“Pois é, falam mal de mim. Só quero ver quando eu morrer. Daí, vão fazer festivais com os meus filmes, e tem gente que é capaz até de falar que eu fui um gênio. Quer saber? Deixa pra lá … Quando eu morrer, isso já não terá nenhuma importância”.

Em São Paulo, uma Oficina Cultural homônima homenageia Amácio Mazzaropi, no bairro do Brás, em um prédio centenário tombado pela Condephaat. Fiz oficina de teatro, música e figurino lá com profissionais como Iara Jamra, Nininha Araújo e recomendo. As oficinas e workshops são uma excelente forma de troca de experiência e aprendizado com artistas e profissionais de diversas áreas.


Em Taubaté o Museu Mazzaropi tem capacidade para 350 pessoas e recebe agendamento para visitas gratuitas.

Programações especiais em vários formatos acontecem para homenagear o centenário de Mazzaropi:


100 ANOS DE MAZZAROPI – VIOLA MINHA VIOLA (TV, música): no dia 8 de abril a cantora e folclorista Inezita Barroso recebeu o apresentador Raul Gil, o grupo Paranga, a dupla Oswaldinho e Marisa Viana e o duo Moacyr e Sandra. A reprise do programa é no dia 14 de abril, às 20 horas, na TV Cultura. Veja a matéria.

CENTENÁRIO DE MAZZAROPI – CINEMATECA BRASILEIRA (cinema): até o dia 15 de abril, a Cinemateca exibe os principais filmes do artista. A programação e sinopse dos filmes podem ser conferidos no site oficial.

Serviço:
Cinemateca Brasileira
Largo Senador Raul Cardoso, 207 – próximo ao Metrô Vila Mariana
Outras informações: (11) 3512-6111 (ramal 215)
Ingressos: R$ 8,00 (inteira) / R$ 4,00 (meia-entrada)
Maiores de 60 anos e estudantes do Ensino Fundamental e Médio de escolas públicas têm direito à entrada gratuita mediante a apresentação de documento.

MAZZAROPI: 100 ANOS – BIBLIOTECA PÚBLICA ROBERTO SANTOS (cinema): quem perder algum filme da Cinemateca pode assistir até o dia 28 de abril. Mais informações no site da Prefeitura de São Paulo.

Para ler mais:
100 anos de Amácio Mazzaropi – Pipoca Moderna

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2 Comentários

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  1. Um bom caminho para conhecer a história de Amacio Mazzaropi, o imortal Jeca do cinema nacional, é o Instituto Mazzaropi (www.institutomazzaropi.org.br), responsável pela administração do Museu Mazzaropi e por outros projetos como a biografia “Sai da Frente! A vida e a obra de Mazzaropi”, de autoria de Marcela Matos, entre outros. São quase 20 anos de pesquisas, coleta de dados, fotografias e documentos. Um acervo valioso para quem quer conhecer mais detalhes da carreira, da história e do sucesso de Mazzaropi. Mais no http://www.centenariomazzaropi.org.br

    museu Mazzaropi / Responder
  2. Contem a minha verdadeira historia…

    Amácio Mazzaropi – 100 anos de Historias, risos e emoções. – 1.912 á 2.012 – São Paulo – Capital 09 de Abril de 1.912; nascia no n 05; da Rua Vitorino Camilo, na Barra Funda, bairro da Santa Cecilia, casa antiga do século 18, hoje nº 61 daquela rua, assobradada que resiste até os dias de hoje, 31 de Dezembro de 2.011, um sobrado de três andares, com diversos quartos de aluguel, igual a 1.912, no primeiro quarto lado esquerdo de quem sobe a escada do segundo andar nasceu Amácio Mazzaropi; Filho do Italiano o napolitano Bernardo Mazzaropi e da Taubatêana, Clara Ferreira Mazzaropi; Ali viveu até completar 08 anos; depois veio o Bráz, Vila Maria Zélia; O grupo escolar São José do Belem;onde estudou até o segundo ano de grupo; Infância pobre, quase miserável, mais encontrou sempre no seu lar o amor incondicional dos pais Clara e Bernardo Mazzaropi.

    Aos 14 anos com os pais muda se para Sorocaba-SP; mais o desejo de se tornar um artista o faz tomar decisões que mudariam para sempre sua vida; foge dos pais, vai para Curitiba-PR viver com o tio paterno e lá encontra os 17 anos o faquir FERRY, a quem chamava de SILQUE;

    Foge novamente com o faquir FERRY e volta a São Paulo e como assistente de faquir, começa sua sonhada carreira de artista o que o tornaria mais tarde o REI DO CINEMA BRASILEIRO; O JECA DO BRASIL;

    No Teatro OBERDAN E COLOMBO inspirado em Genésio Arruda se apresenta pela primeira vez de JECA.

    O sucesso no teatro o leva ao Radio e a Televisão; Radio e Televisão TUPI; Programa Rancho Alegre, conhece Geni Prado sua companheira artistica por toda a vida;

    Mais uma vez o sucesso no Radio e Televisão marca com ele um novo encontro agora com o Cinema e levado pelas mão experinte de Abilio Pereira de Almeida a Cia Cinematográfica Vera Cruz em São Bernardo do Campo-SP, novo sucesso que o tranforma definitivamente no REI DO CINEMA BRASILEIRO; seu primeiro filme o SAI DA FRENTE.

    Após 08 filmes como empregado contratado decide produzir seus proprios filmes e em 1.958 funda a PAM FILMES – Produções Amácio Mazzaropi.

    Com a PAM FILMES produz de 1.958 E 1.980 24 FILMES; De 1.958 a 1.981 Amácio Mazzaropi com seus 24 filmes levou a todas as salas de cinema do Brasil – : 206.779.311-(Duzentos e seis milhões, setecentos e setenta e nove mil trezentos e onze pessoas) pagantes as salas de cinema do pais. Mazzaropi produziu com recursos próprios 24 filmes, dos quais 18 estão entre os filmes mais assistidos do cinema nacional. 06 são recordistas de publico e o filme Jeca Macumbeiro é o maior recordista de publico e renda da historia do cinema nacional, colocou em 4 (QUATRO) semanas de lançamento 16.800.011 pessoas pagantes em 4 semanas de exibição, igualando ao maior recordista mundial de publico, que é o filme O Tubarão em 1.975.

    Em Taubatè-SP terra natal de sua mãe Clara Ferreira Mazzaropi em 1.962 primeiro comprou uma fazenda e a transformou em seu primeiro estudio á Fazenda da Santa; depois mais proximo da cidade construiu seu grande estudio e o transformou em hotel, hoje lá funciona o Hotel Fazenda Mazzaropi.

    Em nossos cardex, (PAM FILMES)- (Controle de exibição – Praça – Publico e renda) – o filme Casinha Pequenino colocou de seu lançamento 1.963 á 1.981 – 73.867.093 de pessoas – equivalente a quase toda a população do Pais; Com os outros filmes atingiram neste período 206.779.311-).

    Em 1.981 – no Cardex da Pam Filmes existiam cadastrados 11.648 salas de exibição no Brasil, sendo que apenas 48 cinemas tinham mais de uma sala, com média de 800 lugares. Havia naquela época cinemas com salas entre 500 e 3.000 lugares – caso do PENHARAMA-SP.

    Diferente do que tudo que se escreveu e se falou a seu respeito sua grande paixão sempre foi o Circo e não o cinema; o cinema lhe deu aquilo que o circo não conseguiria lhe dar, dinheiro; teve tambem uma grande paixão platônica a apresentadora e amiga Hebe Camargo.

    Na manhã do dia 13 de Junho de 1.981, aos 69 anos de idade nos deixa falencendo com cançer na medula ossea; o Brasil chora.

    Morreu solteiro e não teve filhos naturais mais ao longo de sua vida criou 05 pessoas, as quais tratava como se fosse seus filhos; tive a honra de ser um deles, alem de ser seu filho no cinema.

    Desde que se foi deixou marcas profundas na população do Brasil, pois atravéz de seu cinema construiu a formação de familias inteiras que se conheceram atravéz do cinema.

    Os equivocos que consta na historia até hoje contada sobre Amácio Mazzaropi é que foram ou são contadas por pessoas que pouco conviveram ou nunca coviveram com o Amácio Mazzaropi.

    Desde 10 de setembro de 1.983 quando na cidade de Leme-SP subi ao palco para relembra lo foram 1.581 apresentações do monologo TEM UM JECA NA CIDADE comigo André Luiz Mazzaropi – O Filho do Jeca.

    Foram muitas Historias, risos e emoções…

    Em sua homenagem e para contar sua verdadeira historia vou lançar em 2.012 um livro simplistemente Amácio Mazzaropi.

    Esta historia ninguem me contou, eu a vivi.

    Agora celebramos seu CENTENÁRIO .

    MAZZAROPI NÃO MORREU POIS ESTÁ VIVO NA MEMÓRIA DO POVO BRASILEIRO.

    CELEBRAMOS

    André Luiz Mazzaropi
    O Filho do Jeca

    DDD-(12) – 3424.0163 – 9714.2853

    http://www.andreluizmazzaropi.com.br

    http://www.pamfilmes.com.br

    Deus é fiel.

    Filmografia Mazzaropi

    01ª – Sai da Frente

    02ª – Nadando em Dinheiro

    03ª – Candinho

    04ª – A Carrocinha

    05ª – O Gato de Madame

    06ª – Fuzileiro do Amor

    07ª – O Noivo da Girafa

    08ª – Chico Fumaça

    09ª – Chofer de Praça

    10ª – Jeca Tatu

    11ª – As Aventuras de Pedro Malasarte

    12ª – Zé do Periquito

    13ª – Tristeza do Jeca

    14ª – O Vendedor de Lingüiça

    15ª – Casinha Pequenina

    16ª – O Lamparina

    17ª – Meu Japão Brasileiro

    18ª – O Puritano da Rua Augusta

    19ª – O Corintiano

    20ª – O Jeca e a Freira

    21ª – No Paraíso das Solteironas

    22ª – Uma Pistola para Djeca

    23ª – Betão Ronca Ferro

    24ª – O Grande Xerife

    25ª – Um Caipira em Bariloche

    26ª – Portugal Minha Saudade

    27ª – O Jeca Macumbeiro

    28ª – Jeca Contra o Capeta

    29ª – Jecão…Um Fofoqueiro no Céu

    30ª – Jeca e o seu Filho Preto

    31ª – A Banda das Velhas Virgens

    32ª – O Jeca e a Égua Milagrosa

    André Luiz Mazzaropi / Responder

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