Recife, 475 anos - MISTURA URBANA

Recife, 475 anos

Para Adriano e Samuel. ?


Na última segunda-feira, 12 de março, a cidade de Recife completou 475 anos. Não conheço a cidade mas a tive como primeira rota de fuga assim que comecei planejar meu casamento. Os planos de construir família na Veneza Brasileira não prosperaram mas o carinho e respeito pela cidade estuário e cultura recifense permaneceram.

Criei uma playlist em homenagem à cidade no Grooveshark, espero que os recifenses (e todo mundo!) curtam! ;)

Seja O Meu Céu (Robertinho do Recife)
Duas Cores (Mombojó)
Frevo Número Dois Do Recife (Maria Bethânia)
A Culpa É Minha E Eu Boto Em Quem Eu Quiser (Ex-Exus)
Freio A Óleo (Orquestra de Frevos do Recife)
Morô Omim Má (Maracu Nação Estrela Brilhante)
Maraca de Maracatu (Palavra Cantada)
A Praiera (Chico Science & Nação Zumbi)
Repente Envenenado (Sheik Tosado)
Cidade Estuário (Mundo Livre S/A)
Recife (Quinteto Violado e Zélia Barbosa)
Um Merengue Pra Jesus (Comadre Fulozinha)
Eu Menti Pra Você (Karina Buhr)
Meu Amor, Meu Bem, Ma Femme (Reginaldo Rossi)
Forró de Primeira (Mestre Ambrósio)

Abaixo, um poema de João Cabral de Melo Neto, extraído do livro O Rio ou Relação da Viagem que Faz o Capibaribe de Sua Nascente à Cidade do Recife, de 1954:

O outro Recife

Casas de lama negra
há plantadas por essas ilhas
(na enchente da maré
elas navegam como ilhas);
casas de lama negra
daquela cidade anfíbia
que existe por debaixo
do Recife contado em Guias.
Nela deságua a gente
(como no mar deságuam rios)
que de longe desceu
em minha companhia;
nela deságua a gente
de existência imprecisa,
no seu chão de lama
entre água e terra indecisa.

(Leia a obra completa aqui.)

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