O dia em que eu tive medo por ser mulher - MISTURA URBANA

O dia em que eu tive medo por ser mulher

Hoje eu fui à subprefeitura da Mooca, em São Paulo, resolver uns problemas da minha empresa. Por ser muito próximo à estação Bresser-Mooca do metrô, voltei andando até a estação para mais um dia de trabalho. Nunca tive problemas, conheço o bairro há mais de 10 anos e nunca fui vítima de nenhum crime, estava bem tranquila. Ao atravessar a Radial Leste, sob o Viaduto Bresser, um homem começou a “mexer” comigo, me chamar de gostosa e outras obcenidades piores que não tenho interesse em repetir mais uma vez. Fiquei com medo porque nem os moradores de rua que costumam ficar pela região estavam por lá. A rua estava vazia, apesar de já ser 10h. Não tem comércio, salvo alguns botecos bem pés-sujos, não tinha pra onde correr ou a quem pedir ajuda quando os ~elogios~ passaram a ser ameaça de estupro: entre outras coisas o homem dizia que ia me furar e fazer barbaridades comigo, eu acelerava o passo e a fonte das ameaças também. Desesperada, virei pra trás pra reconhecer o indivíduo, que não passava de um, aparentemente cinquentão, branco, apresentando sinais de embriaguez, com não mais de 1,60m. No ímpeto do ódio, também querendo chamar atenção de quem pudesse ouvir, soltei um sonoro “VAI SE FODER, SEU FILHO DA PUTA!”, e corri. Não tinha policial na rua, um ou outro transeunte ou taxista passava, saí correndo, me atirando na frente dos carros e entrei no pronto-socorro do hospital logo adiante.

Suando em bicas, chorando, tentando telefonar para o meu marido e ainda assim ABSOLUTAMENTE NINGUÉM na recepção do pronto-socorro se mostrou solidário. Olhando pela janela pude ver o agressor passando duas vezes em frente ao hospital. Sentei na recepção e esperei o tempo passar. Quando achava que estava tudo bem, saí rumo ao metrô, observando se não era seguida. Não era. Mas para minha surpresa, ao adentrar na estação, o agressor estava lá, na fila da bilheteria. Nunca tive tanto medo e TUDO passou pela minha cabeça: “esse cara vai me ver e vai me seguir”, “vai saber onde eu trabalho”, “vai continuar mexendo comigo”… Atravessei o bloqueio e fui direto pedir socorro a um grupo de seguranças do metrô, que prontamente abordaram o indivíduo e tentaram me proteger da exposição. Num canto reservado registraram a ocorrência e tentaram me acalmar com um copo d’água. Me informaram sobre os procedimentos necessários para o registro criminal da ocorrência, que faz muita gente desitir de prosseguir com a queixa. Certa de que, como mulher, é minha OBRIGAÇÃO impedir que pessoas nojentas como esse homem fiquem livres para ameaçar, agredir ou pior, estuprar outras mulheres, decidi prestar queixa.

Assim que meu marido chegou, fomos à delegacia da Polícia Civil na estação Barra Funda, onde fiz meu depoimento e declarei interesse em prosseguir com o processo contra o agressor, que por sua vez, declarou que fora um outro “HOMEM NEGRO” que passava e que mexeu comigo, que ele tinha apenas pedido uma informação. Foi encontrado no bolso do agressor uma chave de fenda, embora ele não tivesse nenhuma maleta de ferramentas e sequer trajava roupas de trabalho. Também não estava com RG ou qualquer outro documento de identificação.

O processo vai correr, vou ter que repetir todas as barbaridades que esse energúmeno me falou para o juiz, assim como tive que repetir para a autoridade de plantão e para o escrivão. Serei exposta novamente ao estresse enorme que passei hoje, irei chorar novamente o tanto que chorei hoje na rua, na delegacia e o tanto que estou chorando agora. Terei que passar por todas essas lembranças horrorosas para incriminar esse sujeito do qual só consegui o número do RG e a fisionomia que NUNCA vai sair da minha cabeça.
Não fui estuprada, não sofri lesão corporal, não voltei a encarar o agressor, mas isso não faz as coisas serem mais fáceis pra mim. Foi terrível. Tive medo por ser mulher. Nunca antes na minha vida tinha desejado tanto não ser.

 

Se você ri dessa piada, você é um completo imbecil.

 

Ainda na delegacia, um segurança comentou – extra oficialmente – que o número de denúncias contra violência sexual nos trens e estações do metrô aumentou em 80% desde que o quadro da “encoxadinha do Zorra Total” foi ao ar. Espero que seja a consciência das mulheres em denunciar que tenha aumentado e não o número de agressões. À Rede Globo de Televisão deixo meu repúdio, não só a este caso de violência contra a mulher em sua programação, mas contra TODA a propaganda sexista exaustivamente veiculada por este canal de televisão. VIOLÊNCIA NÃO É HUMOR. ENCOXADA NO METRÔ NÃO PODE SER TRATADO COMO PIADA.

Aos governadores de São Paulo, que fique registrada minha indignação contra a completa falta de segurança no entorno das estações de trem, metrô e nos pontos de ônibus. Contra a superlotação do transporte, contra a forma como as mulheres são tratadas no transporte coletivo.

Aos legisladores, que consideram que AMEAÇA DE ESTUPRO é um crime de MENOR POTENCIAL OFENSIVO e que por isso permitem por lei que os agressores possam responder em liberdade: vocês estão deixando estupradores em potencial soltos e livres para ameaçar e agredir mulheres que podem ser suas filhas, esposas, mães, irmãs. Aliás, menor potencial ofensivo para quem, caras pálidas? Eu nunca mais vou passar a pé naquela região, minha saúde emocional está completamente comprometida, me senti humilhada e impotente. Eu sou cidadã, eu sou mulher, eu sou vítima de uma sociedade que acha que quem usa um vestido rosa curto pode ser escorraçada e desrespeitada.

NÃO PODE! Hoje eu parecia uma “irmãzinha”, de vestido nos joelhos e camisa de manga por baixo, mas mesmo que estivesse de mini saia e top, NADA NEM NINGUÉM tem o direito de me desrespeitar ou me ameaçar porque sobre o meu corpo e as minhas roupas EU DECIDO. É meu espaço, é meu direito e ninguém pode tornar a mulher culpada por sua liberdade quando a mesma sofre uma agressão.

MULHERES: denunciem todo e qualquer caso de violência. Encoxada no metrô é crime. Assédio sexual é crime. Não interessa que roupa você está usando ou em que rua você está passando. Não importa se você é liberal ou conservadora, não importa se você é virgem ou não. Não importa com quantos caras você já dormiu. NADA JUSTIFICA VIOLÊNCIA. Seu corpo é seu e só você deve ter poder sobre ele.

Pra finalizar, para todos vocês que perseguem mulheres nas ruas com suas piadinhas infames, que encoxam no metrô, que acham que a mulher que se expõe é culpada pela agressão que sofre: torço muito para que seu pênis apodreça lenta e dolorosamente.

 

*** UPDATE: O Sindicato dos Metroviários de São Paulo entrou com um pedido de exclusão do quadro Metrô Zorra Brasil, em outubro:

“O quadro banaliza, de forma sarcástica, a situação de violência a que estão expostas as milhares de usuárias de metrô todos os dias”

O protesto foi apoiado pela Secretaria de Políticas para as Mulheres, que comunicou em carta aos metroviários:

“Parabenizamos a iniciativa e endossamos a necessidade de ações como esta que visam desconstruir discursos de uma cultura que, até camuflada no humor, perpetua a violência simbólica contra as mulheres”

Ainda assim, mesmo com a manifestação dos próprios funcionários do metrô, que acompanham diariamente o assédio sofrido pelas mulheres que utilizam este transporte, não foi retirado o quadro do programa. A Rede Globo alegou:

“O Zorra Total é um programa humorístico cujos quadros trazem situações fictícias dissociadas da realidade. O quadro em questão não incita qualquer comportamento, muito menos a violência contra a mulher. Seu objetivo é entreter o telespectador, no que, acreditamos, é bem-sucedido. A TV Globo se orgulha de ser um veículo de comunicação que sempre defendeu os direitos da mulher em campanhas de conscientização, no seu conteúdo jornalístico e nas ações de responsabilidade social veiculadas em suas obras de dramaturgia.”

Já estamos em dezembro e o quadro ainda está no ar, com especulações de virar um programa exclusivo. Ou seja, TODO esse papo de “defender os direitos das mulheres” é demagogia pra boi dormir. Tem audiência, a galera gosta, é um dos programas mais compartilhados e assistidos no youtube, a piada pegou. DUVIDO que a Globo esteja realmente interessada na segurança das mulheres, seus executivos querem audiência, independente da qualidade dos programas. Banalizaram um assunto sério e ainda tem coragem de dizer “relaxa, é só piada”.

 

 

 

*Considerações:

Ao contrário do que algumas pessoas escreveram nos comentários, não tenho NENHUM interesse em me “fazer de coitadinha” escrevendo este post (!!! – sim, disseram isso!), e acho que isso ficou bem claro pra maioria. Tive muita sorte em não sofrer agressão física ou estupro e por encontrar o agressor imediatamente e o mesmo ser levado a julgamento, mas EM NENHUM MOMENTO eu acho que tive ~sorte por conseguir denunciar~ pois esse é um DIREITO meu, garantido por lei, e é um DEVER do Estado, e se o mesmo se mostrasse negligente, como aconteceu com muitas garotas, eu teria que encontrar outro meio de denunciar. A tentativa de fazer a mulher desistir do processo, mesmo na delegacia, é ENORME, mas são desistências que fortalecem esse tipo de prática covarde. Não desistam, garotas! E joguem a merda no ventilador, sim, exponham suas feridas, sim, porque a não existência de agressão física não significa que não houve trauma, abuso, prejuízo. Para todos que acham que eu exagerei no meu relato: tem novelinha na Globo cheia de ilusão e contos de fada, não precisam perder tempo lendo “draminhas” de quem “nem sofreu nada, no fim das contas”. Achar que a vida é assim mesmo e essas coisas acontecem e que eu não sou melhor do que ninguém pra me sentir tão mal é o que faz meninas serem estupradas por parentes por anos, sem fazer nada, inclusive. Pimenta nos olhos dos outros é refresco, já dizia minha mãe.

 

* Agradecimentos:

Agradeço de verdade a todos que me enviaram e-mails, retuitaram, curtiram no facebook ou deixaram comentários de apoio. O mais importante é dar visibilidade para um assunto que é completamente ignorado ou, no pior dos casos, tratado como humor pelo maior veículo de comunicação do país. Uma cidade melhor será feita de cidadãos melhores e isso que vocês estão fazendo também é cidadania. Valeu, pessoal!

 

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164 Comentários

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  1. Olá Ariane

    Uma amiga compartilhou seu post no mural do meu facebook, o que várias outras pessoas já devem ter feito, e tive a chance de ler o seu relato e denúncia.

    Independente de sugestões (e não há nenhuma, das melhores ou das piores, que possa amenizar a dimensão do que você sentiu ou sofreu) qualquer cidadão que chegar até aqui, e se deparar com sua história, deve declarar solidariedade ampla, geral e irrestrita.

    A isso chamamos respeito humano.

    O machismo, a impunidade, o sexismo da mídia e discriminação de gênero, étnica ou de minoria não é algo espontâneo e que surja do nada. É histórico e ideológico.

    Homens e mulheres são formatados para terem conceitos e valores que nos encaixam em papéis bem nítidos e que permitem que a violência seja algo que medie nossas relações.

    Não é à toa que lemos aqui, com pesar, generalizações seja tanto de homens ou mulheres criticando sua postura. Ou lhe imputando uma vitimização (que não há) ou cobrando uma resposta “olho por olho dente por dente” (que foi feita só que, inteligente, usando de métodos legais).

    Nessas críticas impensadas, ainda que mínimas diante da maioria de posts de apoio e carinho, fica evidente o que colabora para a manutenção do padrão da violência e , consequentemente, de patologias como o molestador de mulheres: o outro ser visto como coisa que deve ser agredido e humilhado.

    O estupro, além dos casos mais graves que envolvem o dano físico e emocional, já ocorre em pessoas que pensam assim. Elas violentam a sua própria dignidade em não saber exercer a compaixão pela trauma alheio.

    E sobre o quadro do “Zorra Total”: um amigo querido disse, por ocasião de uma discussão semelhante sobre a caricatura que é feita sobre homossexuais, (e que também faz parte do programa que você comenta): – Ainda que não fosse o causador de nenhuma violência, o que não podemos afirmar, este tipo de “comédia da crueldade” não faz falta e não acrescenta nada de bom para ninguém. Então, que não exista. Dos males o menor.

    Abraços de Campinas, SP

    Luiz Claudio Lins / Responder
  2. Clarisse sabe que a loucura está presente
    E sente a essência estranha do que é a morte
    Mas esse vazio ela conhece muito bem
    De quando em quando é um novo tratamento
    Mas o mundo continua sempre o mesmo
    O medo de voltar pra casa à noite
    Os homens que se esfregam nojentos
    No caminho de ida e volta da escola
    A falta de esperança e o tormento
    De saber que nada é justo e pouco é certo
    E que estamos destruindo o futuro
    E que a maldade anda sempre aqui por perto
    A violência e a injustiça que existe
    Contra todas as meninas e mulheres
    Um mundo onde a verdade é o avesso
    E a alegria já não tem mais endereço
    Clarisse está trancada no seu quarto
    Com seus discos e seus livros, seu cansaço

    Bianca / Responder
  3. A banalização da violência, não só pela TV, mas como também por jornais e revistas, dá a impressão que está “tudo bem”.

    A Rede Globo nunca teve programas realmente educativos e esses “humorísticos”, pelo que deduzo da leitura são abaixo da crítica.

    Deixei de ver a Globo fazem uns 10 anos. Sem saudades.

    Carlos / Responder
  4. Fico feliz em saber que vc deu prosseguimento à queixa. Há 5 meses atrás, passei por situação semelhante (não vou entrar em detalhes, não houve ameaças como no seu caso, mas o cara simplesmente se aproveitou da superlotação do vagão, e eu não tinha pra onde correr, e na hora sem saber se o cara tá armado, vc fica meio sem reação) na estação paraíso do metrô. assim que saí do vagão corri para o guarda da estação e o cara foi pego em flagrante. durante o BO o delegado puxou a ficha e disse que o meliante já havia cumprido pena por ameaça de estupro da própria neta… fica a revolta para com o sistema penal brasileiro, que não pune como deveria, e nos deixa à mercê desses doentes.
    Abraço e força, saiba que estou com vc nessa luta.

    daniela / Responder
  5. Esses caras sempre mechem com quem tá sozinha, toma cuidado e não ande mais a pé naquele trecho, espero que o quadro do Zorra Total saia do ar!

    Rafael Kaen / Responder
  6. No meu entender, só há um meio de essa emissora tirar do ar essa coisa chula: se todos – e todas – concordarem, por exemplo, em fazer a “semana sem globo”. Sim, sem a babaquice das novelas, sem esses programinhas idiotas, ridículos, de um humor que querem impingir como “leve”, que fere profundamente não apenas as mulheres, mas a sociedade como um todo. Com a queda de audiência, cai o faturamento. Isso os obriga a repensar.

    João Luiz de Andrade Guimarães / Responder
  7. Parabéns pela coragem.

    Vitória Cabral / Responder
  8. Ainda bem que você tomou uma atitude, o caso não poderia ficar impune. Já imaginou quantas pessoas o sujeito já abusou (no sentido de agressão verbal e física mesmo)? Lamentável, tem que levar adiante mesmo. Ele é doente, no mínimo terá que passar por um tratamento.

    Torço pelo seu sucesso no processo. Procure uma terapia, pois ajudará o lado emocional a se reerguer.

    No RJ existe o vagão feminino que na teoria só funciona de manhã. No horário de pico da tarde, quando estamos cansadas retornando do trabalho e deveria valer o direito das mulheres das 17h às 20h… muitos homens não respeitam, agem de forma truculenta e não há fiscalização. Estão nem aí…

    Abs,

    Le / Responder
  9. Ariane,
    Infelizmente já passei por 1 situação bem parecida e a sensação que tive foi tão terrível quanto. O que me deixou mais chateada, foi quando meu namorado ligou para a delegacia da mulher para registrar o ocorrido e a delegada que nos atendeu disse “se ele não conseguiu encostar nela, não há o que fazer”.
    Quando o homem me “intimidou” eu estava muito próxima de algumas escolas e a minha maior preocupação era que esse safado tivesse mais “sorte” ao abordar uma adolescente ou mesmo 1 criança. Dissemos isso à delegada que disse “quando isso acontecer faremos algo”. Dá para acreditar? Se não bastasse eu ter passado por aquilo, tive que ouvir que o que aconteceu não era grave e que alguma criança teria que ser atacada para que algo fosse feito….
    Não estou dizendo que a situação é melhor que a minha, mas pelo menos dessa vez a polícia não quis esperar para ver.

    Linda / Responder
  10. Li hoje a matéria, a curosidade foi despertada via facebook. Moro em São Paulo e sei bem que isso realmente acontece, até mesmo com homens. Não li todos os post’s acima – não tenho tanta paciência para isso, não comento também-, mas li toda a história. Estou de férias no Rio e descobri hoje que da mesma forma que há em São Paulo o vagão preferencial, que seria o primeiro, há aqui no Rio o vagão exclusivo para mulheres, segundo minha acompanhante em minha viagem de metrô melhorou muito depois desta lei implantada por um deputado estadual. É uma sugestão que pode ser usada.

    Leandro / Responder
  11. Querida,

    é muito bom ver pessoas como vc, seguindo em frente com o processo mesmo diante da situação tao dificil de encarar! Que Deus realmente te dê força!

    R / Responder
  12. Ariane,

    Sinto muito pela sua situação, mas fico feliz que, pelo menos, algo pior não aconteceu com você.

    Admiro e agradeço sua coragem e disposição para denunciar e seguir em frente com toda a burocracia e desgate emocional que são necessários para tentar impedir esse ser de prejudicar outras mulheres.

    Compartilhei seu relato no facebook, para divulgar a história e quem sabe sensibilizar mais e mais pessoas.

    Desejo tudo de bom pra você!

    Carolina / Responder
  13. Publiquei uma análise do texto da Sra. Ariani Corniani

    Lamentável o que a Sra. Ariani Corniani Passou. Foi vítima de terrorismo e tortura.

    Espero que o criminoso seja preso, de fato.Mas eu questiono o viés político do texto. Porque acho que houve uma mistura de estigmatização com o crime em si.Entendo que no calor da revolta, a pessoa culpe o mundo todo. Reitero, aqui e alhures, espero que o meliante seja preso pelo crime que cometeu: Tortura e terrorismo. Crimes inafiançaveis.

    Segue o Link:
    http://sognarelucido.wordpress.com/2011/12/24/um-crime-deploravel-e-seu-uso-politico/

    bebeto_maya / Responder
  14. Lamentavel o que aconteceu com esta moca. Gracas a Deus ela esta bem e teve a coragem de denunciar e procurar justica,
    Terrivel o que aconteceu, estou profundamente chocada apos ler o relato dela.
    O pior de tudo foi saber deste programa veiculado pela Globo. Eu nunca assisti, nem sabia que existia porque moro fora do Brasil ha anos e o que menos me interessa e saber o que acontece na Globo.
    Nunca gostei quando morava ai, e agora tenho mais motivos ainda para abominar esta emissora sem escrupulos.
    Espero que a justica seja feita e que as mulheres sejam respeitadas como seres humanos e nao vistas apenas como um objeto sexual.
    Parabens Ariane pela tua coragem em denunciar e com isto ajudar a outras mulheres que se calam por medo.
    Meu total repudio a manipuladora rede globo por mais esta forma de deseducar e alienar o povo.

    Lori / Responder
  15. O maior problema das leis eh q elas foram escrita por homens que não sofrem com esse tipo de violencia.
    Mulher não é frágil não!!!! Vc foi mto forte em denunciar , fragil é aqueel q se seconde atras de armas para conseguir o que quer a força por não saber conquistar!

    Ana / Responder
  16. Nossa, que tenso! Fiquei agoniada de ler seu relato, que bom que você não sofreu nenhuma agressão física (apesar da agressão psicológica, que também é horrível).

    Conheço bem a região em que isso aconteceu com você, o lugar é abandonado e sem comércios, é complicado. Eu moro próximo de lá, mais perto do Pedro II e uma vez quase fui assaltada perto da estação, o cara quis minha bolsa no farol que dá entrada na estação, mas assim que os carros pararam, ele saiu andando como se nada tivesse acontecido. Apesar dele não ter levado minha bolsa, chorei por uma hora seguida, fiquei apavorada, foi horrível.

    Siga com o processo e não deixe as coisas por isso mesmo, se não houverem registros, BOs e etc, a segurança da região e de nós, mulheres, ficará por isso mesmo.

    Boa sorte e tudo de bom pra você!

    Guaciara / Responder
  17. Ariane,

    Ainda que sua história fosse uma ficção para
    ilustrar um ponto de vista feminista qualquer (dos quais eu não discordo, a propósito), eu sei que ela é BASTANTE verossímil porque coisas muito piores acontecem. Já fui abordada num ônibus em Salvador, numa tentativa de assalto. E já senti na pele essa sensação de fragilidade e humilhação. Se fosse uma AMEAÇA DE ESTUPRO, eu me sentiria como você e divulgaria a história SIM. Suas mensagens à Globo, ao governo etc. e tal estão muito bem colocadas. E quero lhe dizer que todas as pessoas que criticaram seus comentário deveriam fechar os olhos e se imaginar nessa situação que você descreveu. Aos homens que nunca experimentarão um sentimento igual, pensem em suas mães, irmãs, mulheres ou filhas…

    Enfim,

    reflitam.

    Linda / Responder
  18. Oi,

    Pra começar achei o Luiz patetico, ELE é patetico, não o seu texto! Eu adoraria que ele fosse mulher por um dia!

    Eu adorei a sua atitude!

    Obrigada!

    Anônimo / Responder
  19. Ariane, parabéns pela atitude. Lendo o seu relato, imaginei o quanto foi complicado o momento que vc passou. Tenha cuidado sempre que andar na rua, ao adentrar nas estações e nos arredores. Vi seu comentário em meu blog, estou com vc contra a violência à mulher.

    Força e sucesso com tudo!

    DS – Blog Metrô em Foco

    Diego Silva / Responder
  20. Cara Ariane,
    TODAS nós já passamos por algo parecido, não importando a roupa, se é bonita ou se extava “se expondo”.
    E são quadros banais como este que deixam transparecer que somos culpadas, sim, culpadas desde o momento em que nascemos e somos MENINAS.
    Parabéns pela sua ATITUDE! Ela é exemplo de CORAGEM para todas nós.

    Adriane / Responder
  21. vc teve medo de ser mulher e eu acabei de ter vergonha de ser homem ao ler o seu relato. Um abraço, nem te conheço, primeira vez que venho a este blog, minha amiga vanini lima compartilhou e ela nunca compartilha nada fútil. Força!

    tiago jaime machado / Responder
  22. Isso sim é atitude de mulher. Tem que denunciar mesmo!! E quem quer que não concorde com isso não merece sequer um olhar, uma leitura, atenção nem nada. É apenas um infeliz imbecil. Parabéns pela sua atitude e coragem. Você é uma inspiração.

    Livia / Responder
  23. O que me entristece é saber que mais de 70% das mulheres são machistas e acreditam sim, que a culpa de violências sexuais acontecerem é da mulher.
    Eu fiz faculdade em uma federal do Rio, no qual estava em um dos últimos períodos da faculdade de Educação e na aula de didática surgiu esse assunto do vestidinho rosa. Ali, sem brincadeira, eu vi porque a profissão é tão desvalorizada, porque os professores não são levados a sério. Como uma professora perpetua o machismo? Pra mim, isso é coisa de quem não sabe se colocar no lugar do outro, não só isso, mas pessoas que comentam “você tá fazendo drama”, são pessoas que não fazem ideia do que seja um coletivo, do que seja pensar com a cabeça do outro e muito menos do que seja PENSAR NO BEM DO OUTRO.
    Com essa discussão do vestidinho rosa, eu ouvi que era culpa dela ter sido agredida. Porém, eu trouxe uma outra argumentação.
    Disse: – Então você tá me dizendo que É culpa da mulher ser estuprada ou apanhar do marido?
    A idiota: – Provavelmente.
    Eu: – Então, resumindo, se uma criança é abusada sexualmente, no seu ponto de vista, foi ela que seduziu o abusador?

    E aí começou uma discussão, enfim, acho que a internet ajuda a disseminar muitas informações importantes, muitas discussões interessantes, mas ela é minha principal fonte para enxergar a realidade do Brasil. Tudo aqui é desvelado, inclusive, pessoas acharem isso tudo normal, que qualquer um passa…

    Espero, do fundo do meu coração, que se os adultos de hoje, tomem muito cuidado com as posturas éticas que assumem, porque né? Será que ainda tem como piorar????

    Raquel / Responder
  24. Quanto mimimi, “estou chocada, traumatizada, fragilizada, me sinto violentada, intimidada” por absolutamente nada. Um bêbado mexendo com uma mulher..
    Muito cuidado ao passar em frente de construções, tá?

    Rafael / Responder
  25. O caminho é só esse denunciar, mas acontece tanto que absurdamente nosso país chega a consideras cultural essa violência sem conjunção carnal.
    Muitas vezes senti raiva e vergonha de ser mulher.
    Parece que desde pequena nós mulheres passamos por situações como uma passada de mão, um “elogio” que nos dá vontade de vomitar.
    Um colega de trabalho da minha mãe aproveitou a saída dela da sala e pediu um beijo eu no auge dos meus 7 anos fui agarrada e beijada na boca da maneira mais nojenta que se pode ser. Demorei anos pra contar pra minha mãe. Esse tarado foi demitido por ter agarrado uma aluna.
    Na adolescência já tive que entrar num carro de uma desconhecida que estava parado no semáforo pra fugir de um homem que me seguia.
    Já dei um tapa na cara de um playboy que me passou dentro de uma boate e ainda fui zoada pelos amigos dele por isso. Reclamei pro segurança que me disse “que besteira, isso sempre acontece”.
    Sempre fui discreta e cada vez de pouca simpatia pra não atrair, mas eu ainda podia listar mais uma dezena de situações que no fim acabava achando que eu que estava errada ou que não tinha entendido.
    Essas coisas aconteceram na década de 70, 80 e 90, qndo não se falava nem em denunciar marido que batia em mulher. Acredito que as coisas estao começando a mudar, temos que denunciar! Não quero que minha filha tenha raiva de ser bonita ou medo de cumprimentar homens como eu tive por um bom tempo.

    Giovanna / Responder
  26. Olá, Ariane!

    Parabéns pela iniciativa de tornar pública sua horrível experiência. E obrigada por lutar para punir o traste nojento que a assediou.

    Não podemos mais permitir que a mulher seja tratada como um objeto que está ali disponível para fazerem o que quiserem com ele.

    Tomei conhecimento do fato por meio de um amigo que postou o link no Facebook.

    Há, ainda, um total desrepeito à mulher por parte da sociedade, sem dúvida.

    Não estarei exagerando ao dizer que TODAS as mulheres passam por situações desse tipo.

    Eu passei por várias experiências desagradáveis, todas elas quando era pré-adolescente ou adolescente.

    Listo-as a seguir.

    Tinha 11 para 12 anos quando meu vizinho, que tinha quase 30, me abraçou pelas costas e bulinou meus pequenos (e ainda crescentes) seios.

    Também nessa época, em plena tarde, eu estava andando na rua, quando parou um carro com um homem solicitando uma informação. Quando olhei ele tinha colocado o pênis para fora. Desconversei e quase saí correndo.

    No cinema foram 2 vezes: numa o cara se esparramou para o meu lado e começou a esfregar sua perna em mim . Na outra, comecei a sentir o banco do cinema tremendo e quando olhei o cara estava se masturbando bem do meu lado.

    Uma vez num ônibus lotado, já uma pouco mais velha, por volta de uns 15/16 anos, fui encoxada por um homem. Dessa vez, já mais velha e consequentemente um pouco mais segura, fiz um escândalo no ônibus e ao fazer isso, outras mulheres também o acusaram de fazer o mesmo com elas.

    Por volta dos 18 anos, em uma festa, um moleque me passou a mão (na frente). Nesse eu dei um baita empurrão.

    Enfim, olha quantas vezes eu fui desrespeitada e molestada quando era adolescente!

    Depois que me tornei mulher isso foi diminuindo.

    Hoje, com pouco mais de 30 anos, já não acontece mais.

    O tipo de assédio que relatei ocorre muito com jovenzinhas pois esses desgraçados se valem da insegurança da adolescencia. Sabem que não haverá grandes reações. Já se fizerem isso com uma mulher feita vão, no mínimo, levar um tabefe no meio da cara (é o que eu faria hoje se isso me acontecesse).

    Isso fica bem claro com meu exemplo. As minhas reações foram aumentando na medida em que fui ficando mais velha.

    Veja bem, as coisas que relatei são muito diferentes do que aconteceu com você. Creio que quando o assédio ocorre com mulheres já formadas é mais violento(fora os casos de estupro que ocorrem com adolescentes e crianças, claro, estou falando de modo geral).

    A violência contra a mulher ocorre cuotidianamente, como se fosse uma coisa normal. É fruto do total e histórico desrespeto e desvalorização da mulher.

    E esse lixo de programa só faz reafirmar isso! Ele “diz”, toda semana, que a violência e o desrespeito à mulher são coisas normais.

    Fernanda / Responder
  27. Olá Ariane!
    Adorei o seu post, e sinto muito pelo medo que você passou!
    É realmente horrivel se sentir impotente por ser mulher…a mídia vive mostrando na tv situações em que seria normal fazer uma denuncia de estupro ou assédio sexual (em novelas), mas que no final a personagem não faz nada por achar que a culpa foi dela por seja la o que for o motivo.
    Já tive medo de passar em rua sozinha, medo de levar cantada…é…de cantada! Eu tenho raiva de cantada, e se levo, eu volto e respondo a altura, pois eu não acho que homem nenhum tenha o direito sobre o meu corpo de dar qualquer comentário, o corpo é meu, se eu quero que alguem fale sobre ele eu pergunto para quem eu quero ouvir. Mas aqui no Brasil tem essa cultura de que mulher gosta de ouvir isso…cultura de que se aproveitar da amiga bebada é normal e que a culpa ela dela por beber demais, de que mulher não pode andar sem homem por perto se não outros homem tem o direito de cantar elas…sério…que merda de homens estamos criando aqui?
    Criem homens para não estuprar e não mulheres para não serem estupradas. Pois na nossa cultura ainda ensinamos que as mulheres é que devem se cuidar e não os homens acuidarem das mulheres.

    Mariana / Responder
  28. […] Medo por ser mulher Recebemos um email de Ariane Corniani relatando a violência que sofreu nas proximidades de uma estação de metrô em Sâo Paulo. Ariane tem 25 anos e publicou seu depoimento no blog Mistura Urbana com o título “O dia que eu tive medo por ser mulher”: […]

  29. E em pensar que já, já tem outra atração de circo para o povo pensar que está tudo bem no país – BBB 2012 – A Rede Globo é a pior e maior ferramenta para camuflar a podridão existente no mundo, mas ainda se ela se contentasse em apenas esconder a sujeira por debaixo do tampete, lá vai! O pior é que ainda por cima, faz questão de passar os piores valores como se fossem os melhores, destruindo qualquer tipo de evolução ou conquista social e, a mulher, em questão aqui discutida, fica com a parte da correlação de forças entre o machismo e preconceito, gerando violência e desrespeito dentre todos, principalmente em relação à ela. A desvalorização da figura feminina na Globo é surpreendente! Cada dia mais me convenço que ligar a televisão é coisa de gente alienada. E assim a gente vai só rindo pra não chorar…

    Daniela / Responder
  30. […] MISTURA URBANA » O dia em que eu tive medo por ser mulher » Archive O protesto foi apoiado pela Secretaria de Políticas para as Mulheres , que comunicou em carta aos metroviários: […]

  31. Ariane, totalmente apoiada. Quando vivi em SP, fui várias vezes vítima de assédio e agressão dentro de ônibus e fora deles. Aprendi a me defender aos berros, e cheguei a contar com a ajuda de estranhos na rua. Da polícia, ouvi que não era possível fazer nada contra os meninos que certa vez me cercaram e me senti impotente. É um absurdo que fatos assim continuem sendo encarados com normalidade.
    Abraços!

    Mirna Tonus / Responder
  32. Não é bacana, nem nada, mas infelizmente este covardão precisa tomar uns tapas para deixar de ser besta.

    Igor / Responder
  33. Todo o meu apoio a você, mas nem sei se teria a mesma coragem! E quem falou que você está se fazendo de coitada é realmente uma pessoa sem escrúpulos, sem caráter eu diria…

    Luana / Responder
  34. Querida, apesar de não nos conhecermos quero lhe dizer de coração, que dou todo meu apoio pra você.
    Desejo que você consiga superar isso o mais rápido possível.
    Um abraço bem apertado.

    Vanessa Ferreira / Responder
  35. Um povo que celebra uma música cuja letra diz: assim vc me mata, ai ai se eu te pego: com direito a dança obscena, lamento, mas a tendência é piorar. Só uma revolução contundente na mente da sociedade para reverter isso

    Carlos Araujo / Responder
  36. perfeito esse relato!
    compartilhei na minha página do FB.
    aconteceu algo parecido comigo há pouco tempo, e esta não é a primeira vez que acontece.

    precisamos de mais mulheres corajosas como você.
    que REPETEM a história, mesmo chorando, quantas vezes forem necessárias, pra que este abuso PARE.

    parabéns! corajosa!

    Deborah / Responder
  37. É, já tive medo por ser mulher muitas vezes… nunca cheguei tão perto de ser agredida… mas encostadas estranhas no metro ou ônibus e palavras obscenas em uma rua deserta já são o suficiente para deixar os nervos à flor da pele… isso pq eu sou maior q muito homem por aí, escapo de muita coisa que amigas minhas já relataram ter sofrido na rua… acho que você está certíssima de ir adiante no processo, ainda mais sabendo que o cara estava com uma chave de fenda, que é o suficiente para matar alguém se reagir….

    Ceres / Responder
  38. Arine, eu acho que você está super certa em denunciar, processar e escrever a sua história para todo mundo saber. O que acontece com as mulheres é um verdadeiro absurdo, esses porcos imundos que falam obscenidades para a gente na rua deveriam perder a língua! Te dou todo o meu apoio e espero de verdade, que algo seja feito e nunca mais esse tipo de violência vire piada.

    Iris / Responder
  39. Ariane,

    Continue firme com a sua coragem. Eu já passei por situações ruins e nunca tive essa coragem de denunciar. E olha que eu faço kung fu! Espero que essa coragem passe um pouco pra mim :-)

    Grande abraço

    Laura / Responder
  40. Sei exatamente como você se sente.

    Com 14 anos de idade, voltando da escola, à noitinha, aconteceu isso comigo. Mas um pouco pior. O cara me levou para o mato mesmo, onde lutamos e, por incrível que possa parecer, um moço estava passando na rua, ouviu meus gritos, e gritou que era a polícia e o cara fugiu e não chegou a me estuprar. Mas fiquei com o cabelo cheio de carrapicho, uns arranhões, roupa toda rasgada. Enfim, não fosse o moço… Meus pais prestaram queixa, fizeram ocorrência, mas não pegaram o cara.

    Depois disso, por anos eu andei nas ruas com o costume de olhar em volta e para trás de 10 em 10 metros, para ver se não estava sendo seguida. Paranóia.

    Saei do Brasil há 22 anos. E, quando estou aí de férias, morro de medo de andar sozinha de dia, de noite.

    Tenho saudade do Brasil, de São Paulo, minha cidade natal, mas morar aí? No way. Não há sol, não há mar, não há nada que valha a segurança e paz que tenho aqui. Infellizmente.

    Vocês, mulheres e homens brasileiros, são uns heróis de enfrentar isso aí todos os dias!

    E isso acontece justamente por causa da mídia, da vulgarização do sexo, da sensualidade, a falta de educação (escolar), tudo isso juntado a um país cheio de bestas como o Luiz.

    Gisa / Responder
  41. E quando o assédio vem de um policial ou de um médico?
    Tenho certeza que muito da minha vaidade se foi porque tenho MEDO de chamar a atenção.

    Fernanda / Responder
  42. Ariane
    Parabéns pela sua coragem. Não tenha medo, tenha sempre atitude, que faz com que o medo seja menor.
    A poucos dias , tive de denunciar meu próprio filho , na lei Maria da Penha, por agressão e ameças a mim e a minha nora, e a propria filha de 3 anos.
    Por isso digo, não temos de ter medo, mas coragem , atitude e principalmente termos solidadriedade entre nós mulheres. E quanto ao programa Zorra total, devemos fazer protesto sim, aliás a “cultura ” televisiva nesta emisóra é feita de opostos- um Globo repórter, e um Zorra, como pode ser isto?
    Mas existem pessoas que dão esse tipo de Ibope.
    Lute sempre , e vamos lutar para que este tipo de “humor” seja banido dos olhos de nossos filhos, futuros agressores.
    Renata Pereira – RJ

    Renata Pereira / Responder
  43. eu não sei que espécie de gente entra aqui pra dizer tais barbaridades que você postou, mas, eu, venho pra dizer, parabéns pela coragem!

    não só a coragem de denunciar, pois, deve ser horrível vivenciar uma coisa dessas todas vez que tiver que ser relatada, mas em se “mostrar” ao mundo também.

    a violência contra a mulher, seja ela sexual, psicológica ou física, continua porque ainda existe gente achando que nós somos responsáveis por isso.
    nunca passei por coisa assim, mas conheço gente que sofreu, e que se culpa por isso.

    sociedadezinha de bosta que não consegue reconhecer um erro básico e ainda acha normal fazer piada.

    eu tenho nojo de gente assim. e desejo o mesmo. que os pintos apodreçam, mas não caiam, que é pro sofrimento ser maior!

    e, às mulheres, sim, porque têm umas que pensam igual, que coloquem a mão na consciência, pois poderia ser com você!

    Drika / Responder
  44. O pior é ler este relato e ver que mais uma vez não me engano,o preconceito (sim, preconceito) é velado! Ontem mesmo estava lendo um texto sobre uma estudante japonesa que ousou dizer não a um homem envolvido com a Yakuza e foi mantida em cárcere por 44 dias, sobrendo abusos (dos piores que se possa imaginar, prefiro não comentar) até morrer…é interessante para mim, como homem, ler praticamente dois relatos seguidos sobre esse tema e SENTIR VERGONHA de ser homem por casos como esse. Sinto muito por essa péssima experiência, mando meus cumprimentos pela coragem e fica aqui minha indiganção por viver nessemmundo machista.

    Ezequiel / Responder
  45. Vá até o final… a justiça é lenta, mas não pode ser lenta a ponto de fazê-la desistir!
    Esse Crápula tem q apodrecer na cadeia e de se possível passar por todo o desespero que vc passou…
    Desejo tudo de bom p vc e tudo de pior q possa existir no mundo para ele.
    Beijos e fique com Deus.
    PS.: Desculpe as palavras acima, mas é humanamente impossível se ter piedade a um homem capaz de fazer a mal a uma mulher…

    Sandi Ribeiro / Responder
  46. Desculpa, mas não aguentei a curiosidade e fui ver do que se tratava o tal quadro do Zorra Total. Como é possível que tal atentado contra a inteligência humana seja veiculado em um meio de comunicação tão difundido, por um canal tão conhecido e em um horário tão nobre?
    Partindo do pressuposto que tem que ser imbecil pra gostar de um negócio desses, chego a conclusão de que se tantas pessoas conseguem “gostar” disso aí, é óbvio que são influenciáveis, e isso explica o aumento das ocorrências de violência contra a mulher. Isso TUDO tem que ter fim.

    @hellowdan

    hellowdan / Responder
  47. Continue até o fim, Ariane, não desista, é humilhante e horrível ter que reviver tudo isso, mas você está representando todas as mulheres desse país e estamos todas com você.
    E não dê atenção a comentários negativos, é só gente tentando chamar a atenção; você é um exemplo pra muita gente e, apesar de nem te conhecer, tenho muito orgulho em ler toda a sua força e o desejo de levar isso adiante.

    Já passou da hora disso acabar e chega de silêncio.

    Vi / Responder
  48. Cara Ariane, vou falar pouco: aprenda uma arte marcial e volte a se sentir segura.
    Agora que você já descobriu que homem é mais forte que mulher, a não ser que trabalhe esta insegurança, nunca mais vai ter coragem de sair na rua sozinha. Vai sempre ter medo, ainda mais depois de um trauma desses.
    Vai por mim, sou praticante de Karatê, e as mulheres que passam pelo treinamento levando a coisa a sério nunca mais voltam a ser as pessoas que se acham fracas e indefesas.
    Vá em um lugar bom, cujo Sensei seja federado, aonde já tenham outras mulheres praticando, assista umas aulas do lado de fora e observe se o combate com mulheres ocorre da mesma maneira e com a mesma força que com os homens (infelizmente tem muitos lugares aonde o combate feminino é de mentirinha), escolha bem o lugar e se jogue de cabeça nas artes marciais.
    Se você seguir o que eu disse acima, em 5 ou 6 anos não vai ter homem que te pegue na rua, bêbado ou drogado então nem se fala.
    Além disso vai sentir os benefícios da arte marcial se refletirem em todas as áreas da vida, pessoal, social, profissional, espiritual…
    Toda mulher deveria praticar obrigatoriamente uma arte marcial realista por uns anos. Infelizmente a violência está enorme mesmo. Mas eu acredito que tudo vai melhorar um dia, e pessoas como você fazem esta melhora.
    Qualquer coisa, se realmente quiser fazer uma arte marcial e quiser um conselho sobre aonde treinar, me escreva.
    Deixei meu facebook no lugar de colocar o website ali em cima.
    Abraços.
    Nilo.

    Nilo Menezes Nogueira / Responder

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