E quando chove na viagem... - MISTURA URBANA

E quando chove na viagem…

Como profunda admiradora da chuva, sentencio: em viagem, não. Há poucas coisas mais frustrantes do que passar semanas planejando, encarar um longo trajeto e encontrar a cidade alagada.  Pois foi assim que conheci Roma.

Depois de uma semana de frio e neve em Munique e alguns dias de sol em Veneza cheguei a Roma sem pensar que o tempo pudesse estar ruim. Como há bastantes escavações pela cidade, as linhas de metrô são reduzidas – transformado os turistas em caminhantes em potencial. Mas com chuva tudo complica.

Nos primeiros passos que arrisquei dar, ainda perto do Vaticano, fui abordada mais de cinco vezes por rapazes ofertando sombrinhas. A chuva estava fraca e como fazia pouco tempo do início do meu mochilão, ter fé era mais barato do que investir suados Euros. Assim fiz. E assim me dei mal.

Abaixo da chuva fui para o Coliseu, Palatino, Circo Máximo, Phanteon e Fontana de Trevi. Alguns trechos de metrô, outros numa persistente caminhada. Eis que entre um ponto turístico e outro, a chuva aumentou. Já não eram pingos grossos. Era uma cidade repleta de poças, como se alguém estivesse virando um balde sobre mim.

Eu havia feito compras há pouco e me equilibrava na chuva com mapa, sacolas, mochila, presentes. Mas já era tarde para comprar a sombrinha. Até os vendedores estavam se refugiando em lugares secos. Para mim, cada minuto em Roma custava uma fortuna. E pior do que continuar minha saga na chuva seria parar.

Sem opção, continuei.  Ainda fui – molhada – passar a noite no Trastevere, área bem badalada com bares e restaurantes. E tão abençoada fui que o dia seguinte amanheceu com sol. E nos outros 17 dias de viagem pela Europa não choveu nem uma gota. Afinal, sombrinha pra quê?

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