Planeta Terra Festival Parte II - MISTURA URBANA

Planeta Terra Festival Parte II

Sempre que vou a mega eventos,  e nunca sei o que me espera.
Sinto palpitar a mistura de ansiedade, com curiosidade, elementos que bem assimilados dentro de mim atraem bons encontros, propiciamente atraídos no cenário proposto.
Recém chegada por volta das 17h, ainda com o ”astro rei” clareando o céu feito três da tarde,  fui direto ao main stage, onde quem se apresentava era a banda Brasileira Nação Zumbi. De cara, encontrei uma querida amiga que estava a acompanhar a banda ”Selvagens a procura de lei” . Havia assistido o show do Nação em viradas culturais, e outros eventos anteriores, banda que sempre contagia seu público por toda a performance musical, e misturas de cordas pesadas nas suas músicas.
Dançamos aquele som, que mais uma vez, me fez viajar. Conversamos sobre o post no blog do Mistura Urbana, e minha rápida conversa com um dos integrantes da banda que ela assessora.
Nos meus ouvidos a ressoar os 3 lines com 38 caixas caixas de cada lado, faziam com que os celulares simplesmente apagassem o sinal. Fiquei a observar a cenografia nos 80 metros de largura, e 36m de altura da estrutura, contornada por paineis de leds de todos os tipos formando imagens 3D de alta definição.
Ao final do show, a Natália Fernandes (Univesso Paralello Festival – BA) e Luis Monteiro (SP EVENTOS, estrutura-palco ) ambientalizados com o espaço, me acompanharam para conhecer as instalações pelo parque tomado por jovens de todos os estilos, predominatemente ditos como modernos. Eu não gosto desse negócio de rótulos, prefiro dizer que os semelhantes se atraem. Anyway, de copo na mão fui até o palco Indie menor e bem lotado ver ”Garotas Suecas”, banda paulista ”queridinha da cena rock nacional”.
Foi o máximo, com suas letras tácitas e ”canalhas” vi um público correspondente e energizante. Os hits: ”Você não é tudo isso meu bem” e ”Não vá se perder por ai”, me arrancaram do chão com a galera.
Mais contida apenas em trancos sutis e compassados, cruzo um figura amigo, que “desmuvucado” me chamou para ir à montanha russa de médio porte, o Looping, brinquedo clássico, precisamente atrás do camarote de frente ao palco. Aceitei. Por que não? Ainda estava de dia, e as bandas mais famosas iam começar a tocar depois das 9 da noite, fila pequena e rápida.
Terminando o drink a momentos de entrar no carro, comecei a sentir como se tivesse 13 anos, de volta ouvindo aquela histeria. Já sentada e a ver aquela ”travinha”, sem vergonha no meu conceito, minha adrenalina subiu, esbocei em voz alta ”Mas que ideia de girico” . Num click, meu corpo começou a se inclinar lentamente,  passei a pensar então nas probabilidades VS a inércia. Não é nem de longe, a mais radical do mundo porém, em todos os níves temos um 0,1 de sorte ou revés que nos acompanha. “Ventão na cara” gostoso de olhos bem abertos, e aquela quase certeza de que simplesmente meu corpo vai escorregar entre a cadeira e a trava, num piscar de olhos o carro já estava desacelerado. Tive outro momento, no brinquedo ”Evolution”, uma roda que gira em rotação e translação a 20 metros de altura. Preliminares são fundamentais, sem elas o frio na barriga não seria cuidadosamente desafiador.

Boa parte do meu “Prá-lá e pra-cá” seguintes, foi na companhia de uma amiga, que grávida de 5 meses cantava bem empolgada as letras do INTERPOL e dizia a mim orgulhosa, que sua filha já tinha o rock na veia. E aos poucos, foi se juntando a nós amigas e amigos em comum, que refinaram o encontro.

A última banda que vi antes das principais atrações, foi GoldFraap, liderada pela loirissíma britânica Alison Goldfraap, que subiu ao palco com o figurino esvoaçante e noturno, letras pop com arranjos 80′, dançantes.
De volta ao main stage, agora para ver a performance da nova banda do ex-Oasis, Liam Gallagher, senti-me um pouco entediada com as melodias lentas, e a nítida lembrança de arranjos muito parecidos com a ex-banda. Aliás, verdade seja dita, os dois últimos principais shows do palco maior, deixaram a desejar em termos de interação do artista e público. Claro, que cada banda tem a sua personalidade, mas foi nítido para mim a falta de levada, principalmente do The Strokes que comemorou dez anos de carreira. Tocaram os pincipais hits em ordem não previsíveis o que foi bom, mas num clima frio e pausa entre as músicas. Mesmo de microfone um pouco mais baixo em relação a harmonia dos outros instrumentos, claro que não deixei de vibrar ao ouvir, ”Thats it”, ”Repitila”, ”Modern Age” e ”New York City Cops”, todas do primeiro CD que para muitos é considerado um divisor de águas do rock 90′.

Satisfeita, com The Strokes, em direção contrária das fans de Julian Casablancas, fui a caminho do Groove Armada. A dupla que entrou no palco com a pista ainda leve, fez meu coração palpitar de ansiedade. Dito e feito, mestres da música experimental eletrônica, Andy Cato e Tom Findlay começaram a evolução do seu set com maestria, dando apenas teasers ”Super Stylling”, ”Paper Romance”, ”My friend”, em samples houseados mixados com músicas do seu último álbum lançado em 2010, ”White lite e Black Light’‘. A pista virou club.
Laser, painéis de led e quatro metros de caixa de som, deram o tom arrojado e pulsante para última e melhor atração do festival,
a dupla com 15 anos de carreira, me hipnotizou, e mais uma vez eu fui ao delírio: evidentemente com Super Staylling, genialmente tocada.

As quatro da manhã, finalizando 12 horas de diversão e música boa, o público ia se despedindo de mais um Planeta Terra Festival, ainda contagiados por Groove Armada, e quem ainda tinha energia para dançar, se jogou para o after party no D.edge, para mais um bis da última atração. E na companhia das amigas, fui para a próxima etapa da madrugada na cidade que não dorme.

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1 Comentários

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  1. Lila Varo

    MUITO BOM~!

    Lila Varo / Responder

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