Livros na Praça - MISTURA URBANA

Livros na Praça

Paris é a cidade luz. Nova York, a cidade que nunca dorme.  Rio de Janeiro, a cidade maravilhosa. Baseada em nomes quase poéticos, apelidei minha Porto Alegre de a cidade que respira palavras. Calma, tenho motivos.

Todos os anos, no alto da primavera, os porto-alegrenses já sabem: a Feira do Livro está chegando. O evento acontece em uma grande praça no centro da cidade, a Praça da Alfândega, que há pouco passou por uma reforma.

Por ali circulam pessoas com os mais diferentes objetivos. Há quem procure novidades literárias. Há quem busque grandes descontos. E há quem queira ver gente, comer pipoca, tomar um bom café, visitar os museus que cercam a praça, ver as estátuas de Quintana e Drummond que ali repousam, observar, sentir, passear. E viver.

Não importa. O principal é que as pessoas – e são muitas – circulam pela praça, se olham e se sentem. É difícil de acreditar que gente que nem sempre sabe ler ou quer ler vá a uma feira de livros – seja pelo motivo que for.

Por isso eu brindo a ocasião. Brindo quando vejo crianças correndo pela praça, velhinhos sentados nos bancos, descansando ao lado de suas bengalas, e trabalhadores simples, que aproveitam as suas horas de folga para se aproximar das letras. Porque mesmo quem não vá à Feira buscando livros, leva dali um pouco da sua magia. Impossível que não.

Em 28 de outubro, a Feira aconteceu de novo. E em 15 de novembro, agora, terminou. O evento é assim, rapidinho. Chega, reúne muita gente e, pouco mais de uma quinzena depois, vai embora. Mas, antes de partir, deixa os gaúchos com palavras para o ano inteiro.

Clique aqui para mais informações sobre a Feira do Livro.

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