O papa era pop - e não poupou (quase) ninguém - MISTURA URBANA

O papa era pop – e não poupou (quase) ninguém

Há controvérsias, mas desconfio das controvérsias também. Era pop e a história não me deixa mentir. Infelizmente, Karol assumiu o papado na pior época do Cristianismo: guerras, AIDS, tsunamis, dilúvios, Lulas, caos, caos, caos. Ainda que o caos sempre existiu, os vinte e seis anos de seu papado foram um tanto quanto tumultuosos. Não há como negar. E ainda assim ele foi o mais pop de todos. E como era pop… 

Viajou mais de 120 países – sendo um deles o Brasil, na qual ficou ainda mais pop ao declarar que “Se Deus é brasileiro, o papa era carioca.”. Escreveu cinco livros, falava umas 10 línguas – sendo que proclamou 1.338 beatos e em 51 canonizações, proclamou 482 novíssimos santos, entre eles uma brasileira, madre Paulina entre vários outros feitos. 

Não poupou sua popularidade nem no mundo judaico, quando ousou ser o primeiro papa a entrar em uma sinagoga e muito menos no mundo islâmico, quando adentrou uma mesquita. O mundo inteiro assistiu suas audácias e o admirou ainda mais. Provavelmente lamentou não haver feito sua última visita à um patriarca da Rússia (que como sabem, seguem o Catolicismo Ortodoxo, na qual não seguem a doutrina papal com os Apostólicos Romanos, e sim os patriarcas). Praticamente um “Gandhi” à serviço da Fé Cristã. Foi o papa top dos pop! Poupou os homosexuais. Mas eu duvido. Aquele homosexual Jean ter ganho um milhão de reais na quinta edição de um programa de auditório – O big brother – no maior país cristão do mundo foi obra do papa. Certeza!

Poupou os divorciados. Mas também pudera, com esse caos do mundo o casamento virou algo tão banal quanto trocar de namorado. E falando nisso, também poupou o uso do contraceptivo. Perdeu pontos na popularidade, mas ganhou como grande seguidor doutrinário da fé cristã. Não deve ser fácil, afinal, acompanhar dois mil anos de evolução.  Acompanhando ou não a evolução dos tempos, desde que nasci (há 31 anos atrás), sempre tive o papa João Paulo II como papa e, apesar de ser contra muita coisa na Igreja Católica (sem me tornar apóstata), será difícil haver outro que tenha ultrapassado tantas barreiras e conquistado tanta popularidade em tantas esferas do globo como Karol. Só me encasqueta o fato de só se poder concorrer ao papado homens. Uma papisa seria o triunfo do pop no mundo todo! Igualdade deveria ser literalmente o tema da Igreja Católica pós João Paulo II. E viva o mundo pop!

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