Space Invaders passou por São Paulo - MISTURA URBANA

Space Invaders passou por São Paulo

Space Invader passou, quase ninguém ficou sabendo e na noite de ontem, foi embora após 20 dias de visita à capital paulista. Mas deixou de presente 50 “space invaders” espalhados por Sampa.

O projeto faz parte da exposição “De Dentro e de Fora”, que reúne no Masp oito dos mais importantes nomes da “street art” internacional.

Pra quem conhece o trabalho do cara, também deve saber que ele não revela o nome nem o rosto para o mundão e só trabalha de noite. Após estudar a cidade, compra um cimentinho e munido de seus azulejos cria seus space invaders nos muros.

Abaixo alguns trechos da entrevista que ele deu pro site da Folha, para ler a matéria completa, clique no link no final do post!

Sobre uma mesa improvisada na montagem da mostra no Masp, Invader abre um mapa surrado em que registrou cada ponto “invadido” em São Paulo. Alguns foram eleitos por sua visibilidade. Outros, ao contrário, por serem confidenciosos.

Num caderno de bolso, ele anota endereço e número de azulejos utilizados. Depois, sob a luz do dia, fotografa cada “invasor” como uma sentinela da cidade.
As informações são armazenadas numa base de dados e transformadas em mapa, que é impresso e distribuído.

“Sou totalmente obcecado pelo meu trabalho”, diz.

E frisa que São Paulo é a primeira cidade da América do Sul “invadida”. Aqui, ele descobriu uma nova matéria-prima: cerâmicas vintage de cemitérios de azulejos.

“Fiquei fascinado e resolvi trabalhar com azulejos estampados pela primeira vez”, diz. “É algo brasileiro, que já esteve na casa de alguém e pode ser reutilizado agora para fazer arte.”

Como foi seu trabalho em São Paulo?

Eu estou muito muito feliz de estar aqui. Primeiro, é um destino muito importante para mim porque é a primeira cidade da América do Sul na qual faço minha “invasão”. A América do Sul era o último continente, a última fronteira. Eu esperava por isso há muito tempo. Além disso, gostei demais das pixações. Eles têm um estilo muito próprio. É impressionante. É como um safari urbano. Adorei andar por São Paulo por causa disso. Eu não gostava da cultura norte-americana de grafite com letras em forma de bolha. E o que existe em São Paulo foi a transformação daquela influência em algo totalmente autêntico. Mais do que tudo, estou muito entusiasmado porque é a primeira vez que uso azulejos com estampas e padrões. Quando cheguei aqui, me levaram ao que vocês chamam de cemitério de azulejo e fiquei encantado. É muito brasileiro e muito diferente do que eu faço normalmente. E todos eles são usados, veja só [vira um azulejo e mostra o verso]. Eles estiveram na casa de uma pessoa. Pode até ser que eles estivessem no banheiro da sua avó! (risos) Mas como eles estão sendo reutilizados agora por mim para fazer arte, pode ser que alguém os retire de novo dos muros da cidade e, quando eu voltar, vou comprar eles de novo como se fossem uma novidade.

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A exposição De Dentro e De Fora abre ao público no próximo dia 17, e fica em cartaz até 23/12.

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Lila Varo

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Lila Varo, é produtora de conteúdo, editora do Mistura Urbana e mais um continente a sua escolha. lila[@]misturaurbana.com

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  2. […] 2011 passou por São Paulo para a exposição “De Dentro para Fora“ no Masp e em duas semanas na cidade realizou diversas intervenções que podem ser vistas até hoje […]

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