Belo Monte, Anúncio De Uma Guerra - MISTURA URBANA

Belo Monte, Anúncio De Uma Guerra

“Belo Monte, Anúncio De Uma Guerra” se trata de uma produção cinematográfica que almeja o esclarecimento do público referente a implantação da usina hidrelétrica de Belo Monte no rio Xingu. É portanto um documentário cujo o objetivo é questionar o modelo de desenvolvimento proposto para a Amazônia, que revela também as tendências mundiais de desenvolvimento. Não há julgamentos: certo ou errado, bom ou ruim, contra ou à favor. Mas apenas incentivo à reflexão àqueles que se interessam, de alguma forma, pelos desígnios do nosso planeta: da vida, das culturas, das minorias e de todos.

Somos um grupo de jovens cineastas interessados em usar as ferramentas existentes para transformar nossa observação do mundo em imagens em movimento. Somos a geração da câmeras HD de um quilograma, ilhas de edição que cabem na mochila, face-book, liberdade de informação e por que não a geração do Crowd funding!? Fazer cinema independente é muito difícil em qualquer lugar, então por que não acrescentarmos essa incrível ferramenta ao processo primordial da produção um filme: a captação de recursos. Estarmos presentes aqui representa não somente a nossa necessidade de dinheiro mas é também um voto de confiança para a plataforma os princípios que a regem.

O filme que fizemos, fazemos e faremos, expõe um problema ao público mas não propõe alternativas para soluciona-lo. Isso é tarefa de quem nos assiste. Para nós a mudança não é uma grande mudança, não é um grande trauma, não é nada revolucionário ou radical, não se trata nem de uma grande ideia. É na verdade algo muito simples, algo que já está no ar para quem quiser pegar; o açaí dos igarapés, o óleo de Piqui, Amdiroba, Copaíba, Noni (o antibiótico da Amazônia), madeira de manejo, ecoturismo e assim vai…

Os MEGAWATTS de lá são os MEGAWATTS daqui.

Enquanto vitrines da Tiffany ficam acesas madrugada a dentro nos shoppings de São Paulo, a floresta sucumbe.
Afinal, todos precisam de energia não é verdade? Quem está agora no seu laptop provavelmente lendo este texto? Quem não precisa de estrada?! Pois então, o memorável general Médici olhou para o vasto mato virgem do Para, lá do alto de seu avião definiu que seriam feitas duas estradas: a Belém-Cuiabá e a Transamazônica. Assim disse ele (pressupõem-se): “Temos que integrar para não entregar” com o dedinho em riste, certamente. Médici sabia dos 97 metros da queda d’água da Volta Grande do Xingu. Ele sabia que no futuro um presidente ou “presidenta” realizaria a obra que seria grandiosa, maior que sua Tucuruí! A Usina Hidrelétrica de Belo Monte, antigo projeto Kararaô.

A informação nos é escondida!

Como podemos saber o que se passa naquele fim de mundo (ou início) composto pelas matas da Amazônia e Pará? Se a informação não nos for trazida pronta até nossa sala de TV ou mesa de jornal, então ela simplesmente não pode ser conhecida. Também os livros de escola nada dizem sobre o verdadeiro sentido da Cabanagem. Quem estudou a respeito de como os Kaypos lutaram com os Mundurukus aliados da república? Nenhum jornal, canal de televisão, estação de rádio e nem os sites da internet mostram o que de fato está ocorrendo no Norte do país; pelo poder se omite.

Talvez, se a Floresta Amazônica queimar inteira em dez anos, o pessoal de São Paulo e Rio de Janeiro não vão nem ficar sabendo.

O problema é que quase todos pensam que não se pode salvar a Amazônia pois não ha mais o que fazer. E os poucos que acreditam ser possível, acabam por tentarem faze-lo sozinhos.

Nos unimos a todos.

Assista ao filme, doe uma quantia, pois no face-book e nos canais de internet teremos espaço para mostra-lo e o público poderá se informar, ter ideias, pensar e mudar o que é aparentemente imutável.

mais informações em cinedelia.com

Direção: André D’Elia
Produção Excutiva: Beatriz Vilela
Direção de Fotografia: Rodrigo Levy Piza
Direção de Som: Téo Villa
Desenho gráfico: Federico Dueñas
Montagem: Mauro Moreira
Assistencia de Montegem e Pesquisa: Katherina Tsirakis

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2 Comentários

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  1. Gostei do vídeo, da publicação, mas há erros de ortografia no texto, tal como “precisão”. Além do mais, não é apenas São Paulo que consome energia, mas toda a faixa litorânea do país.

    Allan / Responder
  2. admin

    Hey Allan, obrigado pelo comentário e pela correção… o texto foi feito pelo próprio pessoal da produção do filme, falha nossa também por não ter pego essa, mas já fizemos a correção.

    Em relação ao exemplo de São Paulo, entendo mais como uma analogia entre dois extremos, não que seja um culpado absoluto, pois com certeza o consumo é geral.

    ;))

    admin / Responder

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