Os feios se divertem mais

Para ler ouvindo: Sleigh Bell – Crown on the Ground

Bares, baladas e casas de shows são os destinos preferidos para quem tem a noite como aliada, e os moradores das grandes metrópoles possuem a vantagem de desfrutar de um catálogo mais diversificado, porém, mais importante do que estar em um lugar bem avaliado pela crítica é poder ser quem você é e se divertir como se não houvesse amanhã. Geralmente, os lugares que não exigem uma pré-adaptação visual/social são os mais excêntricos, espremidos e abandonados possíveis, lugares que você jamais escolheria a sua melhor roupar para ir e nem se preocuparia em fazer poses para as fotos que vão rodar as redes sociais no dia seguinte.

A maquiagem e o look não podem te limitar caso sua intenção seja sair de casa e usufruir o máximo da noite, ou melhor,  se submeter ao mais alto nível de desgaste físico que nem a correria da semana foi capaz de fornecer. Neste caso, a cidade vira um cenário onde tudo pode ser aproveitado, o conforto pode ficar em segundo plano (mesmo com a possibilidade de  sentir o suor do DJ sem estar intencionalmente perto dele), a existência de um encanamento exposto vira facilmente um item de decoração, a ventilação, certamente um luxo e ar-condicionado só se for na rua. O foco fica então na personalidade das pessoas que você compartilhará a noite e que serão as responsáveis pela energia do ambiente e pela liberdade de poderem expressar o que são.

Show Boom Boom Kid no Espaço Imprórpio – SP – Foto Daigo Oliva


Rave Underground em um túnel de trem abandonado na França – Foto Emmanuel Gabily


Festa no porão: Basement Radio na Cidade do Cabo,  África do Sul.

Festa no telhado de um armazém no Brooklyn, Nova York.   Foto: Goodbye Melbourne, Hello New York

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